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O poeta Antonio Cicero se despediu na semana passada deixando uma carta escrita aos amigos antes de fazer um procedimento legal de suicídio assistido na Suíça.
O escritor carioca, um dos mais célebres letristas da música brasileira e membro da Academia Brasileira de Letras, morreu aos 79 anos. A decisão foi tomada diante do Alzheimer com o qual o poeta convivia e que o tinha levado a diversas internações e limitações.
Cicero deixa a irmã Marina Lima, com quem escreveu diversas canções, o marido Marcelo, o melhor amigo Caetano Veloso e diversos admiradores. Em declaração pública, Veloso afirmou admirar a coerência e a lucidez do amigo, mas disse que elas não desfazem a tristeza do luto.
Em 1996, quando escreveu o poema “Guardar”, ele já elaborou que “melhor se guarda o voo de um pássaro / Do que pássaros sem voos”.
Acabou de Chegar
“Chatices do Amor” (Record, R$ 54,90, 88 págs., R$ 34,90, ebook) é uma reunião de escritos soltos em que Fernanda Young trabalhou nos últimos anos de sua vida. O material encontrado por sua família em seu computador conta a história de um triângulo amoroso, narrado por duas personagens femininas: a amante visceral e a esposa silenciosa, como descreve a crítica Juliana Nogueira.
“Os Passos Perdidos” (trad. Sérgio Molina, Zain, R$ 84,90, 320 págs.) e “A Cidade das Colunas” (trad. Samuel Titan Jr., Editora 34, R$ 69, 80 págs.) são dois livros do cubano Alejo Carpentier editados esse ano no Brasil. Em suas obras, como aponta a jornalista Sylvia Colombo, são essenciais a reivindicação da cultura latino-americana e a construção de uma identidade que confronte o peso da herança colonial.
“Corações de Papel” (Record, R$ 64,90, 160 págs.) nasceu do reencontro de Nelson Motta com cartas que escreveu para um amor da juventude. Segundo o repórter Amilton Pinheiro, as cartas revelam “um jovem apaixonado, cheio de vida, que descobria o amor e um mundo de grandes novidades”.
E mais
Em meio a crises econômicas e guerras, algumas pessoas procuram conforto e identificação na literatura. O gênero das “sad girls” (do inglês, “garotas tristes”) se populariza com livros que abordam angústias de personagens que sofrem por falhas de comunicação. Entre as autoras mais populares do nicho, as jornalistas Rebeca Oliveira e Susana Terao destacam Sally Rooney, Elena Ferrante e Ottessa Moshfegh.
O Prêmio Jabuti anunciou na última semana os dez indicados em cada uma de suas 22 categorias. A principal premiação da literatura brasileira tem categorias novas voltadas a poetas estreantes, saúde, negócios e educação, como observa o jornalista Walter Porto.
Porta-vozes famosas como Oprah Winfrey e Fernanda Lima têm falado mais sobre a menopausa, tema que a neurologista Lisa Mosconi estuda e documenta no livro “O Cérebro e a Menopausa” (trad. Cristina Yamagami, HarperCollins, R$ 69,90, 384 págs.). “É importante definir a menopausa. Não é uma doença e não é apenas envelhecimento”, diz a pesquisadora em entrevista à jornalista Bárbara Blum.
Além dos Livros
Em 2025, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro acontece de 13 a 22 de junho, e a Feira do Livro marcou sua próxima edição no Pacaembu, em São Paulo, de 14 a 22 de junho. Segundo o Painel das Letras, a coincidência de datas foi recebida com preocupação e contrariedade pelo mercado literário. Enquanto editoras chegam a acusar o evento paulista de “insanidade” e “gigantismo”, os organizadores afirmam que a feira já está estabelecida no calendário da cidade de São Paulo e não poderia acontecer em outro momento.
Rick Riordan é um sucesso desde o início dos anos 2000, quando lançou “Percy Jackson e os Olimpianos”, história que abriu o Riordanverso e o levou a livrarias, ao cinema e à TV. Sua saga que adiciona deuses das mitologias grega, nórdica e egípcia à nossa realidade é cada vez mais ampla e o autor ainda não prevê o seu fim.
O Flitabira, Festival Literário Internacional de Itabira, toma a cidade mineira de 30 de outubro a 3 de novembro com o tema “Literatura, Amor e Ancestralidade”. O evento é o quarto organizado pelo escritor Afonso Borges neste ano –ele também é criador dos festivais Fliaraxá, Fliparacatu e Flipetrópolis. Bianca Santana, colunista da Folha, esteve em todos os encontros literários promovidos por Borges e vai ao Flitabira como parte da curadoria junto do também colunista Tom Farias e dos escritores Sérgio Abranches e Leo Cunha.

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