Paul Di’Anno morreu nesta segunda-feira (21), em casa, na cidade inglesa de Salisbury, aos 66 anos. Ele era conhecido pelos amigos como um fanfarrão e beberrão, sujeito boa-praça, embora tivesse facilidade para comprar uma briga. E era muito mais conhecido, por milhões de fãs de heavy metal pelo planeta, como o vocalista dos primeiros álbuns do Iron Maiden, “Iron Maiden” (1980) e “Killers” (1981).
Ninguém deve ficar surpreso ao ver fotos de Di’Anno com a camiseta do Corinthians. Filho de pai brasileiro, tinha dupla nacionalidade, viveu em vários períodos no país e era fanático pelo Timão. Dois de seis filhos que teve em cinco casamentos nasceram no Brasil.
A causa da morte não foi informada. Era notório que ele atravessou sérios problemas de saúde e passou os últimos tempos em cadeira de rodas. Obeso por muitos anos, precisou de cirurgias nos joelhos, pagas pelo Iron Maiden. Depois de ficar afastado do palco, nesta década voltou às turnês, que fazia de forma errática.
Nascido em Londres, em 17 de maio de 1958, teve uma adolescência com várias detenções em centros juvenis. Entre elas, buscava ser cantor de rock. Em 1978, quando tentava ganhar a vida como açougueiro e cozinheiro, foi indicado ao baixista Steve Harris, fundador do Iron Maiden, que já tinha demitido dois vocalistas desde a formação da banda, em 1975.
Di’anno poderia ter permanecido mais tempo em outras bandas, dessas que tratam o rock como uma grande diversão, apenas uma chance de beber, viajar e pegar garotas. Mas desde o começo Harris tinha ambições sérias para o Iron Maiden.
Depois dos dois primeiros álbuns e do EP “Maiden Japan” (1982), Di’Anno foi afastado do grupo por se apresentar para os compromissos num estado lamentável devido ao consumo de álcool e drogas. Durante as décadas seguintes, ele recordava e comentava essa separação às vezes levando tudo numa boa, às vezes demonstrando muito ressentimento com Harris.
O Iron Maiden não seria o gigante do rock pesado que é até hoje sem a substituição do vocalista. Di’Anno queria apenas cantar alto e rápido. Seu sucessor, Bruce Dickinson, é um obcecado pelo estudo da história e trouxe ao Iron Maiden temas saídos das enciclopédias que caracterizaram o rock do grupo. O Egito antigo, a colonização da América, o Japão feudal e outros recortes históricos foram transformados em hinos do heavy metal pela banda, sob a influência de Dickinson.
Nos últimos 40 anos, Di’Anno não se acomodou. Não parou de fazer shows e montou muitas bandas. Aceitava facilmente convites para shows, mesmo em espeluncas, e também para entrar no estúdio. A lista de discos é enorme, mais de 30 entre álbuns solos obscuros, lançamentos com bandas que duraram pouco e antologias. Alguns discos trouxeram problemas judiciais, porque ele autorizou várias coletâneas que incluíam material do Iron Maiden sem permissão da banda.
Por ter passaporte brasileiro, passou meses e meses no país. Nas bandas que montou, muitas tinham brasileiros. A que arregimentou nomes mais famosos foi o RockFellas, em 2008, formada por Marcão, então guitarrista do Charlie Brown Jr., Jean Dolabella, ex-baterista do Sepultura, e Canisso, na época baixista dos Raimundos.
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