Governo Lula repete estratégias que deram errado com Bolsonaro e que custaram caro à União. E os estados de novo vão ter prejuízos.
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O Governo brasileiro, seja ele de Sarney, Temer, Bolsonaro e Lula, parece que não entende o óbvio quando a questão é o aumento do combustível. Não dá para controlar preço num país que tem 45 mil postos, metade deles sem bandeira, onde o dono compra da distribuidora que vende mais barato.
E não controla porque, primeiro, tanto Lula como Bolsonaro enfraqueceram as agências de regulação, que também têm a missão de fiscalização, e que, no caso da ANP, ano passado ficaram seis meses sem visitar nenhum posto porque não tinham o dinheiro da gasolina dos seus veículos.
Fiscalização zero
A fiscalização da ANP virou uma ilusão de ótica que, de vez em quando, se materializa num posto. Até porque o fiscal pode ser muito mais produtivo analisando as informações que a agência captura em dezenas de sistemas.
Mas de tempos em tempos uma crise externa desperta no governo os seus mais perversos instintos de defesa do consumidor. É quando o prefeito sai multando o dono do posto, o governador aciona o Procon e, não raro, um ministro entende colocar a Polícia Federal na carta do dono de posto.
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Sem tabelamento
O diabo é que no Brasil não tem tabelamento. E em milhares de casos, o dono do posto aproveita a onda internacional e se garante aumentando o preço do resto do combustível que tem nos tanques antes da nota fiscal da distribuidora chegar com o novo preço.
A confusão começa quando alguém iluminado em Brasília decide reinventar a roda com medo do aumento do diesel. O governo do Brasil não liga para o estouro do preço da gasolina no discurso oficial. O trauma é de uma greve de caminhoneiros como a que Michel Temer enfrentou em 2016.
Foram elas
Todo mundo sabe que o Brasil só parou porque as transportadoras ficaram sem margem para o frete e usaram os caminhoneiros autônomos para pressionar. Deixam os caminhões parados enquanto o autônomo esbraveja nos discursos. Os caminhoneiros autônomos não compram caminhão novo desde 2010. Todo o incentivo fiscal que o governo dá só serve a empresas de transporte e distribuidoras do varejo.
Mas não é só Lula que tem medo de uma greve de caminhoneiros. Bolsonaro teve e entendeu de aprovar uma mudança nas alíquotas que terminou fazendo a União pagar a conta. E mais uma vez o governo não está conversando com as pessoas certas.
Jogar para a plateia
E mais uma vez, o governo de plantão quer jogar para a plateia dizendo que zerou seu imposto federal, querendo que os estados sejam o ICMS. Dá a impressão de que o Ministério da Fazenda é composto de um grupo de nerds que nem usa mais carro a gasolina porque compraram carro elétrico.
ICMS de combustível é sangue na veia para o governador. Paga parte da folha de salário dos servidores. Não dá pra chegar e dizer: “Olha, suspende o ICMS, ainda que depois eu te reponha.
Comsefaz
O que explica a nota do Comsefaz que reúne os secretários ao dizer que não é razoável agravar, mais uma vez, com perdas de receita pública relativas ao ICMS estadual o ônus principal de uma política de contenção de preços cujo resultado final depende de múltiplas variáveis alheias à atuação dos estados.
E não é mesmo. E aí tem umas coisas meio esquisitas. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, chega e diz que vocês dão uma isenção da importação de combustíveis até o fim de maio, com compensação de 50% da receita pela União.
Renúncia fiscal
E faz uma conta estimando que isso representa uma renúncia de R$3 bilhões por mês, com metade dos custos para o governo federal. Alguém precisa dizer para Dario Durigan o que isso representa nos estados onde o ICMS ajuda a fechar a folha.
Não dá para chegar e se isentar porque é amor a pátria. Até porque não existe nenhuma garantia de que essa isenção vai bater na ponta. Isso, aliás, já foi tentado várias vezes e se perde na cadeia produtiva. E nada garante que nas cidades mais distantes isso seja aplicável. A única certeza é que no caixa das secretarias de fazenda o dinheiro não entrará.Imagina R$150 milhões a menos na conta da governadora Raquel Lyra!.
Notas fiscais
Mas tem coisas inteligentes. Por exemplo, um acordo entre 21 estados e a ANP para que haja disponibilização em tempo real das notas fiscais de venda, as notas fiscais do varejo para a ANP. Isso com ajuda da IA dá para ter uma ideia mais real de problemas de especulação. E bom porque gera conhecimento do mundo real.
Talvez a questão mais importante não esteja sendo levada em consideração. Não dá e nunca deu para o governo controlar o preço. A Petrobras passou 304 dias sem subir seu preço na refinaria. E o IPCA dos combustíveis em 12 meses baixou 3,65%; teve capitais como Aracaju, em que o IPCA do diesel foi de -8,21%.

Controles dos postos de combustíveis – Divulgação
Preço congelado
Alguém lembra de ter comprado mais barato na bomba. Pelo IPCA dos 12 meses anteriores comparados a fevereiro a gasóleo não teve aumento (0,08%) Mas alguém lembra de ter comprado gasolina mais barato em um ano.
O problema é que, quando temos um efeito global, como o da guerra Israel-Estados Unidos x Irã, as pessoas acham que podem resolver isso por decreto. E vai haver especulação, sim. E isso acontece porque não existe fiscalização.
Gasolina barata
Ninguém estava prestando atenção na gasolina quando ela não subia. Então, não vai ser abrindo mão de imposto que o preço vai baixar na bomba. Muito menos fazendo isso olhando de Brasília, que tem uma perspectiva obtusa.
Por isso, talvez fosse bom o governo conversar com os distribuidores e importadores para saber se eles têm algo a contribuir. Certamente quem segura a barra de 27% do diesel consumido no Brasil pode ter uma visão mais real.
Pensando em eleição
Mesmo que nos últimos três anos tenham sido acusados de não abrasileirar o preço dos combustíveis importados como queria Lula. Agora, não dá para achar que resolve uma crise desse tamanho, pensando nas eleições de outubro. Bolsonaro está aí para ser lembrado.

Com a realização de leilão de capacidade a OnCorp poderá trazer uma navio dedicado para fornecimento de gás natural às novas terminais em Suape – Divulgação
As novas térmicas de PE
Pernambuco teve sete projetos vencedores no certame promovido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Ministério de Minas e Energia (MME) realizam, nesta quarta-feira (18), o 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026.
Somados, esses investimentos chegam a R$ 3.491,106 bilhões, podendo agregar mais 714,539 MW de potência. Desses projetos, dois se destacam e serão liderados pelo Grupo EBrasil Energia , liderado pelo empresário Dionon Lustosa Cantareli Junior, nas térmicas Tacaimnó I e II, que vão exigir investimentos de R$ 932,7 milhões.
Super projeto
Um outro projeto chamado de Monte Fuji da CEC prevê investimentos de R$ 1,564 bilhão para um projeto térmico com capacidade de gerar até 299 MW. Outro projeto denominado Suape IV prevê investimentos de 723,9 milhões para uma térmica capaz de gerar 123 MW.
Os outros projetos são os da Termocabo Gás no valor de 167,3 milhões para geração de 50 MW e a Térmica Frevo da OnCorp com investimentos de R$ 192,1 milhões para gerar 21 MW. A OnCorp está no projeto com a oferta de gás natural a partir de um navio dedicado FRSU (sigla para Unidade Flutuante de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito), que ficará atracado no Cais de Múltiplos Usos do Porto de Suape.

Fabricas de Naterias Moura – Divulgação
Baterias Moura
O BNDES aprovou financiamento de R$ 120 milhões para o plano de investimento da Acumuladores Moura S.A., no âmbito do programa BNDES Mais Inovação – Aquisição de Bens Inovadores, linha de crédito voltada ao financiamento para aquisição de serviços tecnológicos, máquinas e equipamentos com características inovadoras e bens de informática e automação abarcados pela Lei de Informática, que possuam tecnologia nacional.
Conquista
O escritório Limongi Advocacia, liderado pelo sócio-fundador, Erik Limongi Sial, com sede no Recife e atuação nacional, foi reconhecido pelo ranking francês Leaders League como “escritório recomendado” (Highly Recommended) nas categorias Resolução de Conflitos – Nordeste (Dispute Resolution Northeast).
Revitafio B’laser
A Revitafio clínicas de tricologia (tratamentos de ponta para queda capilar e cuidados pre e pós transplante) e a franquia pernambucana de estética ea B’laser estarão na EFN – Expo Franquias Nordeste 2026, que acontece de hoje (19) no Recife Expo Center e reunirá cerca de 30 marcas expositoras com oportunidades de investimento em diferentes segmentos do franchising, tais como alimentação, estética, transporte, construção, saúde e financeiro, com valores de investimento a partir de R$ 5 mil até R$ 700 mil
Festival de hambúrguer
De 9 a 12 de abril, o Shopping Guararapes recebe a primeira edição pernambucana do BurguerLand, considerado um dos maiores festivais de hambúrgueres do país. O evento reúne mais de 20 operações gastronômicas e deve movimentar o fluxo de visitantes no centro de compras.
Minerais críticos
A Agência de Desenvolvimento Econômico realiza dia 16 de abril, a 4º edição do seminário “Vogalizando a Mineração em Pernambuco”, que terá como tema os Minerais Críticos e Estratégicos em Pernambuco e sua cadeia produtiva. Com palestra do chefe do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), João Paulo Pitombeira; da superintendente do Serviço Geológico do Brasil (SBG), de Hortência Assis, e o diretor-presidente da Ativa Mineração do município de Flores.

Dia 18 de março é do dia do uscus qwe – Divulgação
Dia do Cuscuz
Hoje é o Dia Mundial do Cuscuz. Iniciativa da São Braz transformou a tradição nordestina no dia 19 de março, criada há pouco mais de uma década e ganhou força nacional e consolidou o cuscuz como símbolo cultural e afetivo do Nordeste.
Em 19 de março é celebrado o Dia de São José, figura central na crença popular. Segundo a tradição, a chuva nessa data é sinal de um bom inverno, o que indica uma colheita farta de milho no período junino — base do cuscuz e elemento essencial na alimentação regional.
Visite Noronha
O Visite Fernando de Noronha Convention & Visitors Bureau participou do roadshow Partiu Brasil – Infinitas nas cidades de Santiago, Buenos Aires e Córdoba, com o objetivo de fortalecer a presença do destino no mercado sul-americano e ampliar a atração de turistas internacionais.
Hiago Magalhães
O chef e empresário Hiago Magalhães, à frente do Bar do Amparo, anuncia a abertura da Bodega do Amparo, novo empreendimento instalado nos Quatro Cantos, um dos pontos de maior fluxo turístico de Olinda. O projeto tem parceria com a Cervejaria Capunga, com fórmula exclusiva. A iniciativa marca a entrada do grupo no segmento de bebidas próprias.

Setor de Lolcação no Brasil – Divulgação
Setor de locação
Em 2025, as empresas do setor de locadoras de veículos emplacaram 628.970 automóveis e comerciais leves, uma média de mais de um veículo adquirido a cada minuto. A frota total disponibilizada atingiu o patamar recorde de 1.717.848 automóveis e comerciais leves, um crescimento de 100 mil veículos ou 6,2% em relação ao ano anterior. A idade média da frota das locadoras caiu de 17,5 meses para 16,4 meses.
As empresas do setor investiram R$ 79,3 bilhões na aquisição de novos automóveis, quase R$ 11 bi a mais do que em 2024, o que representa aumento de 15,3%. O investimento médio por automóvel atingiu R$ 126.050 (19% a mais do que o ano anterior). Considerando que os emplacamentos totais de automóveis e comerciais leves no Brasil atingiram 2,5 milhões de unidades em 2025, as locadoras foram responsáveis por 24,6% desse total.
Pé de meia negativo
O Brasil registrou uma das maiores retrações de matrículas da educação básica das últimas décadas. Entre 2024 e 2025, mais de 1 milhão de alunos deixaram as escolas, reduzindo o total de 47,08 milhões para 46,01 milhões, segundo o Censo Escolar 2025 divulgado pelo Inep. O recuo foi superior ao observado no auge da pandemia .
Embora parte da queda seja explicada pela redução da população em idade escolar, as escolas particulares também sentiram o impacto, com queda de 2,9% nas matrículas, índice superior ao da rede pública, que recuou 2,1%.




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