Alta dos alimentos: Economista explica raízes da inflação e comenta atuação do governo sobre o tema

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Alta dos alimentos: Economista explica raízes da inflação e comenta atuação do governo sobre o tema


Em entrevista à Rádio Jornal, Sérgio Buarque detalhou causas da inflação, criticou “visão simplista” do governo e sugeriu medidas para recuperação


Publicado em 07/02/2025 às 21:04



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Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta sexta-feira (5), o economista Sérgio Buarque fez uma análise detalhada sobre os fatores que levaram à alta dos preços dos alimentos no Brasil.

De acordo com o economista, o aumento da renda da população, impulsionado por reajustes no salário mínimo, ampliação de programas sociais e crescimento do emprego, elevou a demanda por alimentos. No entanto, a oferta não acompanhou esse crescimento, o que resultou em inflação.

Buarque destacou que a inflação dos alimentos está diretamente ligada a um conjunto de fatores, como o aumento do consumo, problemas climáticos e, principalmente, a valorização das commodities no mercado internacional.

“A questão cambial é um fator crucial, influenciado por decisões macroeconômicas. O governo precisa trabalhar para reduzir a volatilidade da moeda e recuperar a confiança do mercado”, afirmou.

O economista também comentou a recente declaração do presidente Lula, que sugeriu que os consumidores buscassem produtos mais baratos como forma de combater a inflação. 

“Os brasileiros já fazem isso naturalmente. A inflação não se resolve com escolhas individuais, mas sim com políticas estruturais que garantam maior equilíbrio entre oferta e demanda”, criticou.

Buarque ainda ressaltou que o governo tem cometido erros na condução da política econômica, especialmente ao minimizar os impactos da desvalorização do real e ao gerar insegurança no mercado.

Apesar dos desafios, o economista acredita que há espaço para uma recuperação gradual dos preços. Com a recente queda do dólar, é possível que ocorra um alívio na pressão sobre os preços das commodities, o que pode trazer algum respiro para o consumidor.

“Se o câmbio permanecer estável e fatores externos ajudarem, podemos ver uma leve redução nos preços. No entanto, é preciso cautela, pois o cenário global ainda é incerto”, analisou.

Além da estabilidade cambial, Buarque defende que o governo adote medidas que incentivem o aumento da produção de alimentos e a melhoria da infraestrutura logística, garantindo um melhor equilíbrio entre oferta e demanda.

“O problema da inflação não é isolado, mas sim resultado de uma série de fatores que precisam ser enfrentados com planejamento e seriedade”, concluiu.



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