Depois de longos períodos autoritários no século passado, o povo brasileiro não pode abrir mão das conquistas da democracia em nome de radicalismos
Publicado em 26/11/2024 às 0:00
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A violência sugerida é acintosa, a invasão de privacidade é inaceitável, e a quebra da estrutura da intimidade familiar, uma perda que não se repara. Qualquer governo autoritário baseado na força bruta, na intolerância ideológica e na tortura física e psicológica, venha de motivações de esquerda ou de direita, não se justifica por nenhuma narrativa do bem contra o mal. Em Cuba, na Venezuela, na Rússia, na China e em outros países da contemporaneidade, ou no Brasil do século passado. O sucesso de bilheteria de um filme como “Ainda estou aqui”, que está em cartaz e contabiliza quase 2 milhões de espectadores nos cinemas de todo o país, é uma prova de que o assunto continua sensível na memória coletiva – e assim deve ser, para evitar novas guinadas extremistas que não apenas dividem a nação, mas provocam graves fraturas sociais, com prisões e assassinatos para os quais não há mais eufemismos disponíveis.
Os brasileiros vêm se deparando com flertes de nostalgia totalitária há alguns anos, desde que polarizações políticas mal construídas produziram discordâncias profundas na sociedade, afastando familiares e amigos antigos da convivência. Palco do debate por excelência, virou comum se afirmar que política não se discute. Nada mais indicativo da saturação da capacidade do diálogo, do que abrir mão da essência da democracia por um silêncio de inquietude e mal-estar. Temos que recuperar a conversa antagônica, fugir dos extremos excludentes e buscar a volta do centro gerador de consensos possíveis, sem os quais a vida em comum não se sustenta.
A exemplo do que fez em um 7 de Setembro não tão longínquo, respaldando a defesa das instituições democráticas, dos direitos individuais e da liberdade, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cumpre o seu papel, ao conclamar os políticos a baixarem o tom dos radicalismos. Com a revelação de investigações acerca da trama de golpe e assassinato de figuras expoentes da República, envolvendo militares do círculo de poder de Jair Bolsonaro, a OAB chama à responsabilidade “os líderes de partidos e grupos políticos, das diferentes ideologias, a incitarem seus seguidores a afastarem do Brasil qualquer tipo de violência, terrorismo político, tentativa de golpe de estado e apreço ao autoritarismo”.
A mensagem dos advogados aos brasileiros faz um alerta contra “o ódio político, a desinformação e os xingamentos” que, predominando na cena em que deveria imperar o diálogo, contribuem para o aumento dos radicalismos que levam, não à negação aparente da política, e sim, à negação profunda do ser humano, no mesmo tipo de arregimentação que permite as matanças das guerras na história da humanidade – inclusive as atuais. O direito de defesa é também levantado pela entidade, que rechaça condenações sumárias fora do processo legal – o que deve valer, certamente, para os milhares de detentos de pena vencida ou não apreciada, abandonados nas penitenciárias.
Quarenta anos depois de ter marcado cidadãos “do bem” e “do mal” durante duas décadas, a ditadura militar brasileira é retratada no filme de Walter Salles com a delicadeza possível, sem apelações visuais à violência confessada mais tarde, inclusive pela Justiça. Às gerações atuais, é preciso deixar claro: a vida não segue a mesma, quando o ódio governa a vida.


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