Ondas de calor podem levar a uma queda na qualidade do ar, o que pode afetar o sistema respiratório e cardiovascular, causar ou agravar casos de asma
Publicado em 16/02/2025 às 14:14
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Um aumento nas temperaturas vem ocorrendo no Brasil devido a uma onda de calor que pode atingir o Sudeste e o Nordeste.
De acordo com o Climatempo, essa onda de calor no Sul deverá se estender para outros Estados até o dia 24 de fevereiro. Com isso, espera-se que os termômetros cheguem a 40°C no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Piauí.
As capitais São Paulo, Belo Horizonte e Vitória também deverão registrar temperaturas muito acima do normal.
Em São Paulo, por exemplo, a temperatura deve chegar a 33ºC no decorrer desta semana. Já o Rio de Janeiro deve enfrentar temperaturas de até 41°C nos próximos dias. Com isso, é importante a população se proteger dos impactos negativos das ondas de calor.
Climatologistas, por meio do relatório da Academia Brasileira de Ciências (ABC), apontam que o El Niño irá atingir o pico durante o mês de dezembro, o que agravará as temperaturas extremas pelo País e intensificará a seca na Amazônia, as chuvas no Sul, o calor no Sudeste e Centro-Oeste.
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Durante o período, é possível ocorrer uma queda na qualidade do ar, o que pode afetar o sistema respiratório e cardiovascular, causar ou agravar casos de asma, alergias respiratórias, acidente vascular cerebral e infartos.
O calor pode ocasionar insolação, desidratação, queimaduras na pele, exaustão pelo calor e até mesmo alterações de pressão.
A exposição prolongada ao sol intensifica a perda de líquidos e sais minerais essenciais ao organismo, o que exige atenção e cuidados redobrados nessa época do ano.
“Quando apresentamos sintomas como sede, significa que nosso corpo já está apresentando um certo grau de desidratação. Então, beba bastante água”, afirma o médico de família e comunidade Raul Queiroz Mota de Sousa, da Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Valquíria, gerenciado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
“Um excelente parâmetro para avaliar nosso nível de hidratação é a cor da urina. À medida que ela fica mais escura ou em menor quantidade, já é um indicador de que está faltando água”, acrescenta.
Os sintomas iniciais de desidratação incluem sede intensa, boca seca e fadiga. Em casos mais graves, podem surgir tontura, confusão mental e até pele ressecada. Crianças e idosos tendem a apresentar sinais específicos.
“Nos pequenos, os sinais incluem ausência de lágrimas ao chorar, boca seca, urina escura e diminuição na quantidade, que é o parâmetro mais percebido nessa faixa etária. Entre os idosos, a perda de elasticidade da pele, tontura e confusão mental são comuns. Gestantes, por sua vez, manifestam os mesmos sintomas gerais”, detalha Raul.
O médico aponta que há outros fatores que podem potencializar a perda de líquido no dia a dia, como episódios de vômito e diarreia frequentes, que devem ser cuidadas adequadamente para que não se torne uma desidratação grave. Há ainda as perdas insensíveis de líquido pelo suor e respiração, que podem intensificar.
“Se não tratada, a desidratação pode gerar complicações graves para a saúde, como lesões renais, distúrbios nos eletrólitos e problemas circulatórios”, reforça Raul.

Vendedores ambulantes, na Praia do Flamengo, no Rio, durante semana com alerta de calor extremo – Fernando Frazão/Agência Brasil
O médico Thiago Piccirillo, clínico-geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, dá dicas para cuidar da saúde durante esta onda de calor.
É essencial uma hidratação adequada. No calor, o corpo perde mais líquido. Então, precisamos beber água regularmente. Em média, a ingestão de oito a dez copos de água por dia deve ser respeitada.
No entanto, durante períodos de calor intenso ou exercício físico, essa quantidade aumenta significativamente. A cada 15 ou 20 minutos durante a atividade física, é recomendado beber cerca de 150-250 ml de água.
- Sempre busque ficar em ambientes frescos
Tente sempre estar em ambientes que estejam com a ventilação adequada. Abrir a janela, deixar a brisa passar é uma alternativa para dissipar o calor. Ar-condicionado e ventilador também devem ser utilizados.
Evite a exposição ao sol por períodos longos, principalmente em horas como o meio-dia. No ponto alto do dia, o índice de raios ultravioletas, prejudiciais para a pele, é mais alto.
Se for tomar sol, aplique protetor solar para evitar complicações na pele. Também use boné e chapéu para evitar as queimaduras que o sol forte pode provocar.
Opte por roupas mais leves e claras para enfrentar o calor. Nada de roupas escuras, afinal, elas costumam reter mais calor, o que não é recomendável nos dias quentes.
- Não faça atividades físicas extremas
Reduzir atividades físicas que demandam muito esforço em dias muito quentes é essencial porque pode levar a uma hipotensão, um mal-estar, tontura e até desmaio. Então, é importante dar uma maneirada nessa atividade física mais forte.
Se for fazer exercícios intensos, busque realizá-los em horários alternativos em que as temperaturas estão mais baixas, como à noite ou bem cedo pela manhã.
- Escolha alimentos leves e refrescantes
Com relação a alimentação, opte por refeições mais leves e refrescantes, como frutas e saladas. Caso vá comer alguma refeição mais consistente, como a feijoada, se alimente moderadamente para não correr o risco de passar mal.
- Fique atento às condições de saúde e também às notícias
As pessoas que já têm alguma condição de saúde mais fragilizada podem, muitas vezes, ficar desidratadas. Com os idosos, a mesma atenção é necessária. Também é importante ficar de olho nas notícias sobre a previsão do tempo para se proteger.


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