Albânia pode sediar o que seria o ‘Vaticano Muçulmano’ nos próximos anos; entenda

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Albânia pode sediar o que seria o ‘Vaticano Muçulmano’ nos próximos anos; entenda


Panorama da cidade de Tirana e a maior mesquita da Albânia – Divulgação/Civitatis – Divulgação/Civitatis

A população albanesa é composta por 50% de muçulmanos, mas apenas 10% deles se identificam como muçulmanos Bektashi. Se o micro-Estado for criado, ele seria comparável ao Vaticano, encravado em Roma (Itália), que possui regime teocrático.

A ordem sufi dos Bektashis, em breve, poderá alcançar o status de micro-Estado na cidade de Tirana, capital da Albânia. O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, anunciou planos para transformar a ordem em um Estado soberano, com o objetivo de promover valores como “moderação, tolerância e coexistência pacífica”.

Sob essa nova estrutura, a Ordem Bektashi assumiria plena autonomia sobre suas questões religiosas e administrativas, sem a interferência do governo albanês.

“Este é um passo histórico que reconhece a Ordem Bektashi como um Estado soberano e autônomo, dedicado à preservação de sua tradição secular de moderação e envolvimento espiritual. Seu propósito será exclusivamente a liderança espiritual”, afirmou Rama, conforme publicado pelo “Metro”.

Vaticano Muçulmano na Albânia

A Ordem, liderada por Haiji Edmond Brahimaj Mondi, mais conhecido como Baba Mondi, estabeleceu sua sede em Tirana nos anos 1930, apesar de suas origens remontarem ao século XIII. Atualmente, estima-se que existam 20 milhões de seguidores do Bektashismo ao redor do mundo.

Os sufis, praticantes do sufismo, buscam uma conexão direta com o divino por meio de práticas espirituais como o “zikr” (recordação de Deus), orações e jejuns. O sufismo, com seu enfoque na jornada interior, prepara seus adeptos para a “grande jihad”, que envolve a luta contra o ego, o orgulho e as ilusões da vida material.





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