Empresa que está comemorando 50 anos controla fazendas em 75 mil hectares onde mantém 65 mil cabeças de gado Nelore em quatro estados brasileiros.
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No final da década de 60, quando a Sudene consolidava o modelo de desenvolvimento econômico com a implantação de projetos de indústrias nas regiões metropolitanas e rurais no Nordeste, focados na produção de carne em fazendas de criação de gado, dezenas de empresas iniciaram a ocupação de terra no interior da Região na fronteira com a Amazônia.
Foi um período de desbravamento de grandes áreas compradas por dezenas de grupos econômicos do Sudeste que se aproveitaram do sistema de incentivos fiscais ancorado pelo Finor e Finam. Também foi um período de aquisições sem qualquer conhecimento das realidades do território, sem qualquer infraestrutura, mata nativa e profissionais com expertise para a atividade rural.
No fundo, mesmo com o regime militar, estava em curso a proposta de Celso Furtado no comando da Sudene que visava a formação de grupos de capital de origem no próprio Nordeste.
De modo que, aproveitando o sistema de incentivos fiscais dos artigos 34 e 18, desenvolvessem uma cultura empresarial capaz de gerar mais empresas com investimento e reinvestimento, criando uma base econômica moderna e capaz de substituir a clássica importação da produção do Sul e Sudeste.
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Nas fazendas do Grupo Pontes, o tempo médio está fixado wm 20 meses quando atinge 345 quilos. – DIVULGAÇÃO
A proposta de Furtado não teve o sucesso que ele desejou. Mas foi determinante para a formação de grupos empresariais de capital dos estados do Nordeste que hoje se tornaram referência pelo que representam na economia nacional. O modelo teve sucesso importante.
São casos como os grupos Meio Norte, no Piauí, Jereissati, Edson Queiroz, M. Dias Branco e Steinbruch, no Ceará; Guararapes no Rio Grande do Norte, São Braz na Paraíba, Moura, Iquine, Raymundo da Fonte, Paranhos e Pontes, em Pernambuco, Franco em Sergipe e Odebrecht – que acabou controlando o primeiro complexo petroquímico planejado do País -, na Bahia apenas para citar os mais importantes.
Tempos do Artigos 34/18 da Sudene
Em muitos casos, os artigos 34 e 18 do sistema Finor ajudaram a potencializar atividades já existentes e em muitos outros levaram à migração para outras atividades.
Mas em outros, ela serviu para alavancar a própria empresa quando empresários decidiam empreender em novos produtos, como é o caso de Edson Mora Mororó, com baterias automotivas, e Nevaldo Rocha, com o setor de confecções com a Guararapes.
Também tivemos casos como o Grupo Pontes, resultado da determinação de empresários como Guilherme Pontes, no Vale do Grajaú no Maranhão, e dos Irmãos Paranhos e Vieira (esses médicos que empreenderam no setor rural) que cresceram no oeste da Bahia na região de Luiz Eduardo Magalhães, quando ainda fazia parte de Barreiras.
Entretanto, o caso de Pontes é, certamente, um dos mais emblemáticos por ele ter levado sua família (hoje na quarta geração) para o negócio de criar e vender gado bovino apostando fortemente em tecnologia.
Num tempo em que sua fazenda sequer tinha estradas para escoar o gado e a região não tinha frigoríficos para processar a carne.
Mas é também um sucesso como modelo de gestão moderna de agropecuária por apostar fortemente em conhecimento, mirando a rentabilidade das suas fazendas, adotando técnicas pioneiras para melhoramento do perfil da raça Nelore, que foi levada para a região alimentada pelo sistema de pastagem.

Companhia aposta no plantio de soja e milho em suas fazendas para suporte as ações de engorda. – Divulgação
O Modelo Pontes de produção
Depois de 50 anos, comemorados em agosto de 2025, a Pontes Pecuária acabou se tornando uma referência para o setor, estando hoje entre as 30 maiores empresas do segmento agropecuário por investir constantemente em novas tecnologias, em algumas delas sendo pioneira na Região.
Segundo o diretor operacional da empresa, Renato Pontes, o grupo tem o histórico de ter, desde o início, em se apoiar em técnicas como inseminação, estação de monta, usar animais Puro Origem (PO), fruto desta seleção e melhoramento genético reduziu o tempo de preparação de um animal para o abate de 48 para 28 meses, embora o alvo seja 22.

Grupo Pontes 04 – Divulgação
Da agropecuária extensiva para confinamento
Reduzir o tempo de permanência do boi na fazenda significa uma jornada que no final vai definir se a empresa perde ou ganha dinheiro no negócio.
No caso das fazendas do Grupo Pontes, o tempo médio está fixado hoje em oito meses no pasto na recria mais oito para o acabamento e mais quatro quando ele vai para o confinamento e quando atinge aproximadamente 22 arrobas (345 quilos).
É o que no Brasil chamamos de Boi China, um padrão definido pelo Ministério da Agricultura que um animal vendido para o mercado chinês não pode ter mais que 30 meses, esclarece Pontes.
O objetivo é essencialmente evitar que seja exportada uma carne sujeita a doenças que o gado de corte mais velho pode adquirir e que o Brasil – como líder de produção de proteína animal – a cada safra eleva os padrões da carne produzida.
Isso não foi obtido por acaso. A passagem da agropecuária extensiva (com o gado se alimentando exclusivamente a pasto) para a de semi-confinamento no acabamento da carcaça do animal de corte levou anos, custou muito investimento e aposta constante na tecnologia de manejo e melhoria genética com a contratação de boa consultoria.
Investimento constante em inovação
Também exigiu investimento na pastagem. Especialmente na melhoria do capim braquiara, que ainda hoje é o grande fornecedor de alimento ao animal. O que resultou em redução de custos na mitigação da pastagem.
Foi necessário investir em controle biológico contra a cigarrinha, um dos maiores problemas nas pastagens no Brasil. A Pontes Pecuária foi pioneira no uso de defensivos biológicos nas suas fazendas. O que resultou num robusto banco de banco biológico construído ao longo dos anos.
E necessário, entre outras coisas, apostar em defensivos biológicos, buscando-se inimigos naturais para defender a planta, reduzindo a necessidade de defensivos, aumentando a produção do volumoso.
No caso da Pontes Pecuária, isso incluiu até o fornecimento de água tratada para os animais dentro das fazendas, e isso reduz os riscos de consumo de água com parasitas e aumenta o controle sanitário. O investimento na construção de redes de abastecimento para oferta se provou lucrativo pela redução de casos de parasitose.
Anos de experiência no campo e manutenção no negócio fazem parte de um objetivo traçado lá atrás pelo fundador Guilherme Pontes de reduzir a exposição ao risco.
E manter a rentabilidade do negócio de modo a manter o investimento permanente que levou a empresa não apenas a melhorar suas práticas agrícolas, mas também práticas de gestão e de prestação de contas aos seus acionistas, evitando os riscos cambiais inerentes ao setor.
Isso quer dizer ter robustez financeira para ir mudando de patamar da agricultura de pastagem para a de semiconfinamento e confinamento, passar pela produção de commodities que podem ser usadas como consociadas com pastagens e exportadas.

Grupo Pontes tem fabrica de rações para suporte seus animais. – Divulgação
Presença forte em três estados
Hoje a Pontes Pecuária atua em quatro grandes sistemas de produção. No município do Grajaú (MA), formado por seis áreas contiguas que são as fazendas de cria: Soberana, Colorado, Buritirana, Paquetá, Ingarana e Caxias;
Bonanza, no município do Arame (MA), fazenda é referência na cria de gado Nelore. Viamão, na divisa dos municípios do Grajaú e Arame (MA), destinada a receber toda a produção de fêmeas e machos apartados, oriundas das Fazendas Soberana e Bonanza para recria.
Na Fazenda Itaipavas no município de Piçarra no sul do Pará, especializada em engorda de machos, trabalhando no sistema de semiconfinamento e confinamento, integração a lavoura com a pecuária.
E São José em Sairé (PE), propriedade trabalha no sistema de semiconfinamento fazendo recria e engorda do gado.
O gado de corte nas fazendas do Grupo Pontes mira ser abatido e exportado em sua maior parte, portanto, tem influência do dólar para o que alguma empresa precisa fazer hedge, diz Renato Pontes.
Nos últimos dois anos, a companhia decidiu apostar no plantio de soja e milho em algumas de suas fazendas, aproveitando o potencial.
Atualmente, ela já planta as duas culturas em 2.600 hectares com meta de chegar a 5.000 hectares sem que tenha sido necessário suprimir um metro quadrado de floresta para essa nova atividade.

Referência em agripecuária de ponta Pontes mantém tradição familiar há 50 anos – Divulgação
Floresta como suporte à criação
Nesse aspecto, a companhia se orgulha de ter, desde o início, uma preocupação em usar a floresta como suporte natural à produção de carne, tendo como política o desmatamento mínimo para a agropecuária extensiva de modo a suportar 65 mil cabeças de gado que eles hoje têm no campo.
Claro que isso se deu com o bom aproveitamento do regime de chuvas no Nordeste, especialmente do Maranhão. Mas a decisão de apostar em tecnologia sempre norteou a companhia cujo objetivo central é o reinventamento no negócio.
E segundo o executivo rural Renato Pontes, esse comportamento está na origem. E começou a ser perseguido quando Guilherme Pontes desbravou a floresta e começou a criar boi quando sequer existia estrada, as comunicações eram precárias e a venda precisava começar levando o boi para um ponto onde houvesse estrada e, a partir daí, começar a venda onde existisse um frigorífico nos diversos estados do Nordeste.
Na verdade, foi essa disponibilidade de oferta de carne que, a seguir, motivou a chegada dos primeiros frigoríficos dentro das áreas de criação.
Foi isso que acabou forçando a melhoria do produto, já que essas plantas chegaram com as exigências sanitárias do Ministério da Agricultura, o que naturalmente obrigou o produtor a se profissionalizar para vender para eles.
Portanto, a migração ou a integração nessas regiões de uma agricultura que, primeiro, melhorava a alimentação do animal (e, a seguir, respeitava a seu favor o regime de chuvas) para evoluir para o semiconfinamento se deu por necessidade e perspectiva de melhoria do negócio.
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