Lideranças tucanas acreditavam que a saída de Dilma da presidência da República representaria a morte do PT e do lulismo. A expectativa foi frustrada
Publicado em 16/02/2025 às 6:02
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Em 1994, FHC é eleito presidente da República em razão do sucesso do Plano Real que debelou a histórica inflação brasileira. FHC foi fundador do PSDB e um presidente inclusivo e inovador. O seu trabalho possibilitou a inclusão social através da redução da inflação e da criação do Bolsa Escola. O ex-presidente foi inovador porque findou com os monopólios, promoveu privatizações, fez meritórias reformas no Estado e inseriu na agenda econômica a vital necessidade da responsabilidade fiscal.
FHC é reeleito em 1998 tendo como adversário, mais uma vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula, como sábio político, descobriu, após diversas derrotas para a presidência da República, de que precisava abandonar o radicalismo e incorporar a agenda de FHC ao seu discurso. E assim fez através da bem-sucedida Carta aos Brasileiros. O candidato do PT vence a eleição em 2002 contra José Serra, então candidato do PSDB.
O presidente da República eleito se aproveita do fernandohenriquismo e realiza um governo inclusivo e inovador. O então presidente Lula construiu políticas sociais que promoveram a inclusão social e manteve os pilares econômicos do governo do PSDB, quais eram: controle da inflação e responsabilidade fiscal.
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Em 2006 surge o primeiro escândalo da era PT: Mensalão. Apesar dos vários boatos sobre o impeachment do presidente Lula, a sua habilidade política mais o crescimento econômico e o sucesso das políticas sociais sufocaram quaisquer tentativas de impedimento do líder do PT.
Nessa época, o PSDB já estava perdido. Ele não sabia se elogiava as políticas sociais do Lula ou se as criticava. Ele não sabia se defendia as privatizações realizadas no governo FHC ou as apresentaria como equívocos de uma era. Enquanto isto, Lula e PT narravam que os tucanos (PSDB) eram neoliberais, privatistas e só governava para os ricos.
Lula começa a sua segunda era (2007 a 2010) reforçando as políticas sociais, ofertando crédito para o aumento do consumo e em um ambiente de bons ventos econômicos internacionais. Em 2008, o governo Lula é pego de surpresa por uma grave crise econômica mundial, mas o presidente da República não perdeu o ritmo na oferta de crédito para ampliar o consumo, seguiu promovendo o acúmulo de reservas internacionais, e os brasileiros conquistaram mais satisfação econômica. Lula finda a sua última era com cerca de 80% de aprovação.
Em 2010, mais uma vez, o PSDB está no caminho do Lula. José Serra foi o candidato. Os tucanos mais os estrategistas acreditaram que a liderança de Serra nas equivocadas pesquisas de intenção de voto, mais o jeito de ser de Dilma Rousseff, levaria o PSDB de volta à presidência da República. Contudo, as pesquisas quantitativas, as quais geram miopias em candidatos apressados, não identificaram a força do lulismo, o qual estava intensamente presente na sociedade.
Dilma é eleita e realiza um governo, inicialmente, imitando a gestão Lula. Com o passar do tempo, comete equívocos econômicos e políticos e disputa uma reeleição em 2014 extremamente apertada contra, mais uma vez, o PSDB. As manifestações de junho de 2013 e as passeatas contra o governo Dilma eram sinais visíveis de que o governo Dilma e o lulismo estavam passando por um processo de enfraquecimento eleitoral.
Por pequena diferença, a presidente Dilma vence Aécio Neves, o candidato do PSDB, em 2014. As presenças e os desempenhos do ex-governador Eduardo Campos (PSB) e de Marina Silva (foi alçada a candidata após a morte de Eduardo Campos) na disputa presidencial de 2014 revelavam não só o enfraquecimento do governo Dilma entre os votantes, mas também do PSDB. Foi na reta final que Aécio Neves conseguiu superar Marina e ir para o turno final.
Em 2014 começa a desestruturadora Lava Jato. Ela provocou forte crise na imagem de todos os políticos na opinião pública. Se a política já era vista como atividade imprópria e não adequada para os defensores dos bons costumes, a Lava Jato amplificou e reforçou tal sentimento. A presidente Dilma sofre impeachment (2015) com forte apoio do PSDB. As lideranças tucanas acreditavam que a saída de Dilma da presidência da República representaria a morte do PT e do lulismo.
A expectativa do PSDB foi frustrada. Na nova eleição presidencial de 2018, o lulismo mostra recuperação eleitoral e leva Fernando Haddad (PT) para o segundo turno contra Jair Bolsonaro. Se antes, a polarização histórica era entre PT e PSDB, a partir de 2018, a nova ordem passou a ser lulismo versus bolsonarismo. O PSDB por absoluta falta de compreensão do Brasil e de estratégia desprezou o lulismo e não vislumbrou que a Lava Jato poria fim ao sonho dele de voltar a presidência da República. Foi a Lava Jato que contribuiu fortemente para o surgimento do bolsonarismo.
Adriano Oliveira é cientista político, professor da UFPE e fundador da Cenário Inteligência: Pesquisa qualitativa & Estratégia
Veja também: CONFUSÃO NA ALEPE, COMÉDIA NA CÂMARA DOS VEREADORES, LULA E O AÇO | VIDEOCAST CENA POLÍTICA #14
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