Acidentes com lagartas em crianças exigem atenção redobrada durante o verão

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Acidentes com lagartas em crianças exigem atenção redobrada durante o verão


Contato com cerdas venenosas pode provocar dor intensa e, em casos raros, complicações graves; crianças estão entre as principais vítimas



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Com a intensificação do calor e o aumento das atividades ao ar livre, cresce também o risco de acidentes envolvendo lagartas, especialmente entre crianças. Esses insetos, comuns em troncos de árvores e folhas, possuem cerdas pontiagudas capazes de liberar toxinas ao entrar em contato com a pele, provocando reações que vão de dor intensa a quadros mais graves.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou mais de 26 mil acidentes com lagartas entre 2019 e 2023. Desse total, cerca de 20% das vítimas tinham até 9 anos. O número reforça o alerta para cuidados em parques, quintais e áreas arborizadas, onde crianças costumam brincar com mais frequência.

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Por que as crianças correm mais risco?

Segundo a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Hospital Pequeno Príncipe, crianças são mais vulneráveis aos efeitos do veneno liberado pelas lagartas.

“Elas apresentam maior carga de toxicidade em relação ao peso corporal, um sistema imunológico ainda em desenvolvimento e maior dificuldade para relatar sintomas precocemente”, explica. Além disso, o contato costuma ocorrer durante brincadeiras, o que aumenta a exposição.

Na maioria dos casos, o acidente provoca o chamado erucismo, reação inflamatória causada pelas cerdas, e evolui sem complicações. No entanto, algumas espécies exigem atenção imediata.

Sintomas mais comuns após o contato

Cerca de 70% dos acidentes atingem mãos e braços. Os sinais costumam surgir logo após o contato e incluem:

  • dor intensa e sensação de queimação
  • vermelhidão e inchaço
  • lesões semelhantes à urticária

Embora geralmente leves, esses sintomas não devem ser ignorados, principalmente quando atingem crianças.

Lagartas mais perigosas no Brasil

Os acidentes envolvem lagartas em fase larval de borboletas e mariposas. As espécies mais comuns pertencem a dois grupos: as chamadas “cabeludas”, que possuem pelos longos, e as “espinhudas”, com estruturas ramificadas que liberam veneno ao toque.

Entre elas, o gênero Lonomia é o que apresenta maior risco à saúde pública. O veneno dessas lagartas pode provocar distúrbios na coagulação do sangue, levando a sangramentos na pele, gengivas e urina. Em casos mais graves, pode haver insuficiência renal e risco de morte se não houver atendimento rápido.

“O quadro tende a piorar nas primeiras horas após o contato, especialmente entre seis e 12 horas”, alerta a dermatologista.

O que fazer em caso de acidente

Diante do contato com lagarta, algumas medidas imediatas podem ajudar a reduzir os efeitos:

  • remover cuidadosamente as cerdas com fita adesiva
  • lavar o local com água e sabão
  • aplicar compressa fria para aliviar a dor
  • procurar uma unidade de saúde o quanto antes

É importante evitar práticas caseiras, como esfregar o local, aplicar álcool, vinagre ou fazer torniquete. Também não se recomenda o uso de aspirina ou anti-inflamatórios, pois podem aumentar o risco de sangramento em casos mais graves.

Atendimento e tratamento

Nos acidentes envolvendo Lonomia, o tratamento indicado é o soro antilonômico, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil é o único País produtor desse soro, desenvolvido pelo Instituto Butantan.

Em situações de emergência, a orientação é acionar o SAMU pelo telefone 192. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) também presta orientações pelo número 0800 644 6774.

Como prevenir acidentes com lagartas

Especialistas alertam que fatores ambientais, como desmatamento e queimadas, têm aproximado esses insetos das áreas urbanas. Para reduzir riscos, algumas medidas simples são recomendadas:

  • observar troncos e folhas antes de tocá-los
  • evitar contato com lagartas, mesmo mortas
  • usar luvas ao manusear vegetação
  • redobrar a atenção em parques, quintais e áreas arborizadas

A prevenção e a informação são as principais ferramentas para evitar acidentes e garantir que o período de lazer não se transforme em um problema de saúde.





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