A aeronave Cessna prefixo PT-BAN tinha registro para serviços aéreos privados, mas não tinha autorização para operar como táxi aéreo, segundo a Anac
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Um dos maiores arquitetos e urbanistas do mundo, o chinês Kongjian Yu e dois documentaristas brasileiros – Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr. – morreram na noite desta terça-feira (23) após a aeronave de pequeno porte em que estavam cair no Pantanal de Mato Grosso do Sul, na região de Aquidauana.
Marcelo Pereira de Barros, piloto da aeronave, também morreu na tragédia. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas.
De acordo com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Kongjian Yu esteve no dia 18 na abertura da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, na Oca, no Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.
Na sequência, ele viajou para fazer gravações sobre seu trabalho com um grupo de cineastas. Ele voltava de Campo Grande quando ocorreu o acidente. O arquiteto estava no Brasil desde o início de setembro, quando participou de uma conferência internacional.
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O ACIDENTE
A aeronave Cessna prefixo PT-BAN tinha registro para serviços aéreos privados, mas não tinha autorização para operar como táxi aéreo, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião foi fabricado em 1958 e adquirido em 2015 pelo atual proprietário, o piloto Marcelo Pereira de Barros, que morreu no acidente. A aeronave tinha capacidade para um tripulante e três passageiros, mas estava habilitado apenas para operação diurna. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) tinha validade até 9 de dezembro.
Em 2015, a aeronave foi apreendida e ficou quase quatro anos sem operar por causa do transporte irregular de turistas. Na época, as autoridades interditaram 46 aeronaves (a maioria da categoria agrícola) e uma oficina clandestina de manutenção de aviões foi fechada. O Cessna foi liberado após cumprir as exigências da Anac.
QUEM ERAM AS VÍTIMAS
O arquiteto chinês Kongjian Yu era reconhecido mundialmente pelo conceito das “cidades-esponja”. Sua proposta explicava como era possível ajudar a combater as enchentes. “Conviver com a água em vez de combatê-la. Em seus projetos, parques e áreas verdes funcionam como esponjas, absorvendo o excesso de chuva e reduzindo enchentes. O conceito já é referência para mais de 250 cidades no mundo e virou política nacional na China”, conforme destacou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU).
Segundo o instituto, Yu acumulou mais de 20 livros publicados e mais de 300 artigos científicos. “Seu trabalho recebeu prêmios internacionais, como o IFLA Sir Geoffrey Jellicoe Award (2020), o Cooper Hewitt National Design Award (2023) e o RAIC International Prize (2025)”, disse.
Também era editor-chefe da Landscape Architecture Frontiers e possuía doutorados honorários de universidades na Itália e na Noruega.
Conforme o CAU, depois de passar pela Bienal do Livro de São Paulo, ele viajou para o Pantanal para fazer gravações sobre seu trabalho com um grupo de cineastas, no sábado,20, e voltaria nesta terça-feira a Campo Grande.
Ele também esteve na Conferência Internacional CAU 2025, de 4 a 6 de setembro, em Brasília.
Em visita ao Rio de Janeiro, Yu sugeriu, inclusive, intervenções na Avenida Francisco Bicalho para devolver espaço aos rios e mitigar alagamentos, proposta que chamou atenção da imprensa e de especialistas brasileiros, de acordo com o instituto.
De acordo com publicação da Fapesp, em seus premiados projetos em cidades na China e em outros países, o renomado arquiteto “adotava a natureza e a metodologia conhecida como soluções baseadas na natureza para absorver, limpar e usar as águas fluviais e pluviais – em vez de expulsá-las com pressa das áreas urbanas com canalizações.”
Graduado na Universidade Florestal de Beijing e doutor pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, ele afirmava que era necessário adaptar-se à água, não confrontá-la, inspirando-se nos agricultores de sua infância que criavam terraços e lagos nas montanhas, vivendo em harmonia com a água.
Cidades-esponja
O conceito, criação chinesa que aumenta a capacidade de absorção da água das chuvas a partir de soluções baseadas na natureza, deve ser ampliado, englobando as zonas rurais, as encostas e nascentes dos rios. Analisar toda a bacia hidrográfica, não só o centro urbano, aumenta o potencial do projeto de minimizar os efeitos dos eventos climáticos extremos.
Essa ampliação do conceito também vem da China. Os pesquisadores da Universidade de Pequim Xiao Peng, Xianpei Heng, Qing Li, Jianxia Li e Kongjian Yu, considerado um dos pais das cidades-esponja, afirmaram que poderia ser ineficiente modificar apenas os centros urbanos porque as chuvas são cada vez mais volumosas.
Por isso, defenderam que é preciso restaurar a capacidade de absorção da água em toda a bacia hidrográfica no artigo “De Cidades Esponja para Bacias Hidrográficas Esponja”, publicado na revista científica Water. Em entrevistas dadas recentemente, Kongjian Yu vinha, inclusive, estava utilizando o termo “planeta-esponja”
Os cineastas brasileiros Luiz Fernando Feres da Cunha e Rubens Crispim Jr viajavam junto com o arquiteto e urbanista chinês Kongjian Yu. Os dois gravavam um documentário sobre o arquiteto.
Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz era sócio da Olé Produções. Em postagem nas redes sociais, a empresa confirmou as mortes e lamentou as perdas. O cineasta assinou a direção da série “Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia” pela Pacha Films, que retrata o acidente aéreo que ocorreu em novembro de 2016 e vitimou jogadores e comissão técnica da Chapecoense, além de jornalistas. A produção foi indicada para o Emmy Internacional para WBD/HBO.
Ele também esteve à frente da direção da série “To Win or To Win”, sobre a história do time Al Nassr FC.
Rubens Crispim Jr era dono da Posei’dos, produtora audiovisual especializada em filmes de arte. Ele dirigiu o longa “O Bixiga é Nosso!”, que foi o vencedor de Melhor Filme pelo Público na Mostra Competitiva Territórios e Memórias, dentro na Mostra Ecofalante 2024.


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