ABMES contesta resultados do Enamed e diz que é ‘incorreto’ chamar alunos de inaptos

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ABMES contesta resultados do Enamed e diz que é ‘incorreto’ chamar alunos de inaptos


Entidade diz que Enamed não mede aptidão profissional e aponta divergência entre dados de dezembro e os divulgados segunda pelo Ministério da Educação

Por

JC


Publicado em 20/01/2026 às 23:19



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A divulgação da lista de cursos de Medicina com desempenho insatisfatório no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), realizada nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC), gerou uma forte reação das instituições privadas.

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) divulgou nota nesta terça (20) colocando em xeque a credibilidade dos dados e afirmando ser “incorreto e tecnicamente inadequado” concluir que os alunos com notas baixas não estão aptos a atuar como médicos.

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A manifestação ocorre após a repercussão de que 4 em cada 10 alunos de faculdades privadas teriam tirado notas vermelhas, o que acendeu o alerta para sanções em diversos cursos.

Para a ABMES, a prova avalia competências curriculares, e não a capacidade profissional. “O Enamed não é um exame de proficiência, não habilita nem desabilita médicos, tampouco substitui os mecanismos legais para o exercício da profissão”, defende a entidade.

A crítica mais dura da associação recai sobre a metodologia do Inep. Segundo a nota, o governo alterou os critérios de avaliação após a aplicação da prova e o encerramento dos prazos de recurso. A ABMES cita três notas técnicas (nº 40, 42 e 19) publicadas entre 9 e 30 de dezembro que teriam modificado as regras do jogo com a partida já encerrada.

Além disso, a entidade aponta divergências numéricas graves. Os conceitos apresentados às faculdades em dezembro não seriam os mesmos divulgados à imprensa ontem. “O próprio MEC reconheceu a existência de inconsistências, ampliando o cenário de dúvidas e insegurança regulatória para as instituições.
“, diz o texto.

Microdados sem identificação

Outro ponto levantado é a impossibilidade de checagem. A forma como os microdados foram liberados impediria as faculdades de saber quais alunos tiraram quais notas, inviabilizando a defesa das instituições.

“Diante disso, a ABMES defende uma apuração criteriosa e reafirma que, no atual contexto, é impossível garantir que os conceitos produzidos e divulgados pelo Inep estejam corretos”, conclui a nota.





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