Quando se mede a popularidade de alguém que não precisa ser popular, está fabricando um novo critério que, quando não for atendido, vai gerar crise.
Publicado em 28/12/2024 às 20:00
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As manchetes desta semana diziam assim: “Popularidade de Janja cai e chega ao menor nível desde o início do governo Lula”. A impressão é que hoje se faz pesquisa sobre tudo. E isso gera um cansaço.
A frase acima, retirada de uma manchete, está errada em essência, em importância e em substância. O principal problema dela é a pesquisa existir.
Qual a necessidade de medir a popularidade de uma primeira-dama sem qualquer cargo oficial no governo?
Critério
Parte-se do princípio de que ela influencia a gestão, o que é verdade. Influenciando a gestão, o que os resultados do levantamento podem provocar é uma perda dessa influência no caso de os números serem negativos ou um aumento dessa força, em caso contrário. O problema, porém, não está nos números, está na ação.
Quando você mede publicamente a popularidade de alguém que não deveria precisar ser popular para o funcionamento da República, está fabricando um novo critério para o presente e para o futuro que, quando não for atendido, será mais um elemento de crise.
Essa atenção ao ponto de realizar pesquisa de aprovação da primeira-dama fará com que ela e as próximas a ocupar o posto durmam e acordem pensando em como aumentar a popularidade. É contraproducente. Sabe-se ser frequente que, tentando ter um papel mais ativo do que o necessário, as pessoas mais atrapalham do que ajudam.
E isso dentro de uma gestão responsável pela vida de mais de 200 milhões de pessoas acaba tendo consequências graves.
Acontece coisa parecida com o STF. E, recentemente, divulgaram uma pesquisa com a aprovação e desaprovação dos ministros do Supremo. Magistrado quando tenta ser popular faz bobagem. Essas pesquisas exacerbam o perigo. Ministros do STF não têm que ser populares, porque aplicam a lei e nada deve se sobrepor a ela. A vaidade deles deve ser contida em nome da harmonia institucional.
Primeiras-damas também não precisam se preocupar com a popularidade, pelo mesmo motivo. É algo óbvio. Mas a obviedade, ultimamente, tem sido tratada como machismo, no caso de Janja, ou ação antidemocrática, no caso do STF. Aí fica difícil.
Completa essa preocupante história uma notícia que também foi manchete esta semana: “Equipe ‘informal’ de Janja tem pelo menos 12 pessoas e já gastou R$ 1,2 milhão em viagens”. É natural que a primeira-dama acabe gerando despesas. Outras também tinham assistentes e andavam com equipes informais que, de uma forma ou de outra, iam ter custos.
O pagamento de despesas de Michelle Bolsonaro, por exemplo, feito pelo ex-ajudante de ordens da presidência Mauro Cid já foi motivo de polêmica. Michelle também tentou e tenta ser popular, por interesses políticos pessoais. Se Janja e Michelle não buscassem tanto a popularidade, ninguém ficaria fazendo contas dos gastos formais delas ocupando cargos informais.


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