Entidade japonesa que defende a abolição das bombas nucleares é agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, em contraste com as ameaças das guerras
Publicado em 13/10/2024 às 0:00
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Organizações internacionais que acompanham a situação mundial têm alertado para a espiral dos conflitos humanos nas últimas décadas, com o aumento notável dos gastos com armamentos pelos países desenvolvidos. Os cenários dos ataques terroristas e suas réplicas no Oriente Médio, bem como da guerra que se seguiu à invasão da Ucrânia pela Rússia, causam apreensão na população de todos os países, recordando o tempo da Guerra Fria, em que o equilíbrio instável entre as superpotências se construiu à base de ameaças de destruição mútua, através da tecnologia das bombas atômicas. Desta vez, no século 21, a sombra nuclear ressurge, sob o pano de fundo de uma realidade mais complexa, na qual as potências armadas estão fragmentadas, e as lideranças políticas, difusas, geram um nível talvez maior de insegurança global do que no século passado.
É nesse contexto que a entrega do Prêmio Nobel da Paz para a organização japonesa Nihon Hidankyo busca transmitir uma mensagem de alerta – mais uma – à humanidade, sobretudo aos governos das nações e às empresas multinacionais que financiam e abastecem as guerras de armamentos. Trata-se de um movimento popular no Japão, composto por sobreviventes dos ataques dos Estados Unidos a Hiroshima e Nagasaki, cidades destruídas por bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial. A justificativa oficial para a premiação foi a de que os testemunhos dos sobreviventes configuram uma prova de que “as armas nucleares nunca mais devem ser usadas”.
O Prêmio Nobel é considerado uma honra de reconhecimento à causa e aos valores humanos. A escolha da luta contra as bombas devastadoras e seus arsenais apocalíticos devem ser vistos, contudo, como um alerta muito além da tecnologia máxima de destruição que as armas nucleares representam. Afinal, mesmo sem o seu uso, os custos em vidas dizimadas e de recursos que poderiam estar sendo aproveitados para o bem da espécie humana e do planeta, cada vez em maior monta, lançam para o horizonte dos próximos anos graves incertezas acerca da capacidade do ser humano de conviver em harmonia, e convergir para a paz entre os povos.
Somente no ano passado, a soma conhecida de investimento em armas nucleares por vários países – incluindo os EUA, a Rússia, a China e o Reino Unido – chegou a 91 bilhões de dólares. O acervo de ogivas, com isso, ao invés de ser reduzido, vem crescendo, fazendo com que o receio de sua utilização se torne cada vez maior. Depois dos bombardeios sobre o Japão, as armas nucleares viraram tabu, mas o aumento do dinheiro aplicado nessa forma de arma – e em outras – e a disseminação de guerras pelo planeta, faz com que a mensagem do Nobel seja urgentemente atual. Menos de um século depois da morte de 120 mil habitantes no Japão, o cogumelo atômico volta a assustar a humanidade, como possibilidade cogitada com maior frequência por líderes que não parecem ter qualquer interesse na paz.


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