‘A intervenção política de um Estado no outro deve ser evitada’, avalia especialista

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‘A intervenção política de um Estado no outro deve ser evitada’, avalia especialista



Em entrevista à Rádio Jornal, o professor de Direito e Relações Internacionais Marcus Vinícius de Freitas afirmou que as negociações entre Brasil e Estados Unidos, iniciadas nesta quinta-feira (16), ocorrem em um cenário de tensão política e econômica marcado por interesses divergentes.

Segundo ele, o Brasil sofreu sanções injustificadas durante o governo Donald Trump, apesar de manter uma balança comercial favorável aos norte-americanos.

“O saldo da balança comercial entre Brasil e Estados Unidos é superavitário para os Estados Unidos. Então não havia nenhuma razão para imposição desse 50%”, disse o especialista, ao comentar as tarifas impostas durante o governo Trump.

Para o especialista, as sanções têm relação direta com a aproximação do Brasil com a China e com o grupo dos BRICS. “Isso tem muito mais a ver com a aproximação do Brasil da China, com a questão do Brasil no BRICS e também o fato de que nós temos nesse processo todo sido concorrentes muito intensos dos Estados Unidos.”

Relação Brasil e EUA

Freitas avaliou que o governo norte-americano tenta forçar o Brasil a rever alianças. “Você pode esperar um governo norte-americano que vai querer uma aproximação forçada do Brasil aos Estados Unidos e que pode prejudicar este relacionamento que o Brasil tem construído com a China nos últimos anos.”

Ele ressaltou ainda que abrir mão da participação no bloco seria um erro estratégico. “Isso seria um erro estratégico nosso, porque diferentemente do G7, o Brasil tem participação no BRICS, é uma voz importante. E no G7, o Brasil nunca foi nada.”

O professor também comentou o encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o senador republicano Marco Rubio, marcado por agendas distintas. “O Brasil quer discutir comércio; os EUA querem discutir política. Esse é o conflito de expectativas.”

“Brasil deve manter a cautela”

Ao ser questionado sobre eventuais interferências políticas, Freitas foi direto: “A intervenção política de um Estado no outro deve ser evitada e não pode ser cenário de negociação.”

Na avaliação dele, o Brasil deve manter a cautela nas conversas com Washington e priorizar seus próprios interesses. “Não adianta você trocar um aspecto ideológico por outro que você não sabe exatamente o que vai representar do ponto de vista econômico.”

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