Clique aqui e escute a matéria
No futuro, quando se contar a história do Banco Master, alguns aspectos sobre a sua capacidade de destruição de riquezas terão destaque especial como a sua tentativa de aquisição pelo BRB pode ter comprometido a saúde de um conglomerado financeiro que mirava estar em os 10 maiores do Brasil; como Daniel Vorcaro conseguiu literalmente gastar “12 bilhões” de investidores incautos, e de como ele estourou o caixa do Fundo Garantidor de Crédito(FGC) em mais de R$ 50 bilhões tendo contribuído como associados com menos de R$ 1 bilhão.
Porém, nenhum desses eventos foi mais surpreendente que o estrago que causou a uma holding financeira que foi anunciada como sua possível compradora junto com o fundo de investimentos árabe e que, dois meses depois, precisou pedir Recuperação Judicial para sua parte financeira depois que viu seu patrimônio financeiro evaporar em R$ 4 bilhões com seus clientes sacando em massa.
Do agro ao futebol
Para quem não sabe, o grupo Fictor até 17 de novembro, data em que Daniel Vorcaro anunciou que através dele vendendo seu banco falido a um fundo árabe (que até hoje ninguém sabe de quem se tratava) era um conglomerado sólido com dezenas de negócios de sucesso em diversos segmentos e que não tinha qualquer problema de caixa.
Mas os seus problemas começaram na manhã seguinte, quando o banqueiro foi preso tentando sair do Brasil por São Paulo com aquela história de que estava indo se encontrar com o possível adquirente em Dubai.
Pedido de RJ
Ainda no dia 18, o Fictor informou que estava retirando a oferta. Mas sabe-se agora que, entre o comunicado depois da liquidação extrajudicial e o dia 31 de janeiro, seus clientes sacaram R$ 2,1 bilhões em investimentos, o que representava 71,38% do total aportado. Na petição à Justiça, os advogados informaram que as dívidas da Fictor Invest com os credores somam R$ 4,2 bilhões e revelaram que em apenas uma única semana, entre 15 e 21 de janeiro de 2026, o volume de pedidos atingiu o pico de 5.783 solicitações.
Como a corrida de investidores, a empresa acabou sendo tragada pelo redemoinho do Máster. Além disso, no dia 27 de janeiro, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor como uma forma de preservar uma garantia prevista em contrato de uma operação de cartões de crédito empresariais.
Chuvas de crises
Era o ápice de uma tempestade de notícias ruins como a que ela transferiu no dia 23 de outubro de 2025 um valor de R$ 30 milhões à Titan, uma espécie de “holding ostentação” do banqueiro Daniel Vorcaro, registrada em um paraíso fiscal. Até aquele momento, a Fictor era apenas uma empresa do mercado financeiro mais conhecida por patrocinar o Palmeiras, contrato que o clube se apressou em cancelar.
O problema da exposição do nome da Fictor como a empresa que queira comprar o banco de Daniel Vorcaro é que no mercado todo mundo começou a escrutinar os detalhes das chamadas Sociedades em Conta de Participação (SCPs) que sempre atraíram investidores pela rentabilidade, mas que serão os últimos a receber seus recursos na fila da Recuperação Judicial.
Investigação na PF
Para completar, as informações sobre as atividades da Fictor também motivaram uma investigação na Polícia Federal, com um inquérito policial instaurado na Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros de São Paulo que investiga lavagem de dinheiro e crime financeiro.
Porém, o caso do Fictor apenas mostra o potencial tóxico das ações do Banco Máster. Na verdade, esse potencial tóxico já levou à liquidação do Will Bank, uma das mais queridas fintechs do mercado brasileiro e que se notabilizou pela publicidade no TikTok e que foi direto para a extinção quando deixou de pagar a Mastercard, que executou suas garantias, já que o seu controlador (Máster) estava sendo liquidado.
Will Bank
O caso do Will Bank é mais sério porque sem poder emprestar no cartão de crédito ele também não tem muita chance de receber o que já emprestou com potencial de ampliar seu estrago no saldo do FGC.
Além disso, um outro efeito contágio continua rondando o BRB que terá que encontrar até R$5 bilhões para sair do negativo em que se encontra hoje com graves riscos à sua existência como instituição saudável.
Nota oficial
Nesta terça-feira (3), o BRB precisou divulgar nova nota oficial informando que entregou o relatório à Polícia Federal (PF) e ao Banco Central detalhando resultados de investigação independente que contratou com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero.
Liquidez de banco não combina com relatório para a Polícia Federal. E assim como aconteceu com o Fictor, não se sabe o efeito que essas notícias podem provocar no caixa do banco do Distrito Federal se ele não aportar R$ bilhões e os seus clientes também decidirem retirar suas economias depositadas nele.
Toxicidade
Mas tudo isso só reforça a ideia de como o caso Máster, a cada dia, amplia sua toxicidade. Hoje já se sabe que além dos R$ 50 bilhões restituídos pelo FGC um valor igual pode estar sem perspectivas de recebimento em títulos não garantidos por lastro financeiro.
Também, já se sabe que além do Will Bank e da liquidação da administradora de fundos Reag Trust, Vorcaro provocou o pedido de Recuperação Judicial do Fictor e que à medida que a Polícia Federal avança nas investigações, mais instituições poderão ser envolvidas.
Governo Lula
E olha que não estamos falando do que poderá provocar no governo Lula, no Congresso que atuou para ajudá-lo e até no STF após as decisões de alguns de seus ministros.
Assembleia contesta JC Negócios
Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Pernambuco envia nota corrigindo informações da coluna JC Negócios na edição de ontem (3), esclarecendo que não houve prejuízo ao contribuinte em razão de convocações extraordinárias. Deputados estaduais não recebem proventos extraordinários por esse motivo desde 2006 e não houve qualquer manobra regimental, sabotagem institucional ou impedimento imposto pelo Legislativo.
A nota questiona o uso do termo “lero-lero” para qualificar a atuação parlamentar e afirma que o termo não constitui crítica política, mas desqualificação institucional gratuita, incompatível com o debate público responsável.
O texto esclarece que a Assembleia Legislativa aprovou autorização para remanejamento de até 10% do orçamento por decreto, autorização esta que foi vetada pela própria governadora. E que ao vetar o dispositivo, o Executivo suprimiu o instrumento que agora afirma lhe faltar. E afirma que na convocação extraordinária não houve pedido para apreciação de veto, o que torna absolutamente improcedente a acusação de omissão da Assembleia nesse ponto.
Também afirma que foram encaminhados quatro projetos pelo Poder Executivo, e não três, como afirmado na JC Negócios. E que no alegado engessamento orçamentário e na impossibilidade de utilização de recursos de fundos públicos a abertura de créditos suplementares e especiais depende de lei, conforme a Constituição e a Lei nº 4.320/64. A autorização para abertura por decreto é faculdade do Poder Legislativo, limitada a percentual fixado na LOA.
E, finalmente, que, ao contrário do que diz a nota da Coluna, não existem dois projetos de alongamento da dívida, mas um único projeto que trata de dois empréstimos, distinção elementar no processo legislativo.
Feitas as correções de ordem técnica e informacional, a Coluna JC Negócios mantém suas afirmações de opinião.
Comercio em alta
As férias escolares contribuíram para movimentar o comércio de produtos e serviços no mês de janeiro em todo o estado de Pernambuco. Dados apurados pelo Itaú Unibanco apontam um crescimento de 8,1% nas vendas realizadas entre os dias 1º e 31 de janeiro, quando comparado com o mesmo período do ano passado.
Os números consideram as vendas realizadas via adquirência, pelas Laranjinhas (cartões de débito e crédito), Pix QR Code e Pix Transferência, feitas de pessoa física (PF) para pessoa jurídica (PJ), tanto no e-commerce quanto presencialmente.
Entre os setores mais beneficiados durante o período estão venda de celulares, com alta de 27,3%, papelarias, com aumento de 15,7%, comércio varejista de produtos farmacêuticos sem manipulação de fórmulas, que obteve reforço de 15,1%, e supermercados, que se vio com acréscimo de 14,5%. Os segmentos de hotéis, além de bares e restaurantes, também registraram crescimento, alcançando 8,7% e 8,2%, respectivamente.
Setor de beleza
O setor de beleza a cada dia se consolida como um dos principais motores do empreendedorismo no Brasil. Em 2025, mais de 236 mil novas micro e pequenas empresas foram abertos no segmento, com crescimento de 18,5% no ano.
Dados da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), mostram que do total de empresas de beleza formalizadas em 2025, 221.585 foram registradas como Microempreendedor Individual (MEI), o equivalente a 94%, enquanto 12.424 se enquadraram como microempresas, com 5%, e 1.672 como empresas de pequeno porte, com 1%.
Mais de 3000 vôos
A Aena Brasil, administradora do Aeroporto Internacional do Recife, revela que a movimentação de passageiros entre a semana pré-carnavalesca, o Carnaval e a pós-Carnaval deve atingir 502.205 viajantes, entre embarques e desembarques. O número representa uma alta de 9,4% em comparação aos 459.084 viajantes registrados no mesmo período de 2025. A projeção para 2026 é de um total de 3.008 voos (pousos e decolagens).
Eletromobilidade
A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) contratou a KPMG para um estudo sobre pegada de carbono dos veículos elétricos e eletrificados no Brasil e os impactos socioeconômicos de uma estratégia nacional de eletromobilidade. O estudo avaliará, entre outros tópicos, as condições de emissão de carbono na fabricação e circulação de veículos elétricos e eletrificados, levando em conta fatores específicos da realidade brasileira.
Seguro do FGC
O deputado Filipe Barros escreve à Coluna esclarecendo o projeto que propôs a ampliação da garantia dos depósitos do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, afirmando que a lei nasceu exatamente para combater interesses criminosos de instituições golpistas que, diante da inoperância de agentes de fiscalização do mercado, vendem promessas falsas de lucro vultoso.
Para ele aumentar o FGC – que, vale lembrar, não é público; e sim custeado pelos próprios bancos – é dar resguardo principalmente ao pequeno e médio investidor, permitindo que aplique com segurança o dinheiro poupado ao longo de toda a vida. Mas ele esclarece que para que o assunto seja mais bem debatido decidi retirá-lo de tramitação por vê-lo contaminado por ilações, que não condizem com minha própria atuação parlamentar no caso Máster.





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ccisp-ipca2-scaled.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)











/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ccisp-ipca2-scaled.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)



