Disputa de retóricas e narrativas envolve Trump, Maduro e a Rússia, em alertas na escalada de um conflito que pode minar a América Latina
JC
Publicado em 18/12/2025 às 0:00
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Sem papas na língua e com o objetivo de inflamar uns e amedrontar outros, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que quase a metade dos navios petroleiros que chegam ou saem da Venezuela estão bloqueados, porque “o petróleo é nosso” – deles, norte-americanos. A Casa Branca já classificou a ditadura de Nicolás Maduro como um governo criminoso, envolvido com narcotraficantes. E o narcotráfico, no primeiro ano do segundo mandato de Trump, já é sinônimo de terrorismo, suscetível ao mesmo tipo de intervenção que os EUA fizeram em outros países, num passado não tão distante.
Enquanto isso, sem opções práticas aparentes, Maduro dobra a aposta no discurso populista, denuncia os norte-americanos à Organização das Nações Unidas, e torce para que o apoio de Vladimir Putin, presidente da Rússia, permaneça firme para impedir um ataque militar dos EUA à Venezuela. Que só viria, teoricamente, após aprovação do Congresso, mas a escalada da expectativa bélica cresceu tanto que, na quarta-feira à noite, esperou-se que Trump declarasse guerra ao país do sucessor de Hugo Chavez, em pronunciamento na TV.
A guerra antes da guerra envolve um jogo de pronunciamentos e ações que mistura estratégias políticas e justificativas de interesse coletivo. Desde que assumiu a Casa Branca, Trump elegeu o cenário externo para movimentos de impacto, na economia e na geopolítica. Sem conseguir a bizarra façanha de levar o Nobel da Paz apoiando ou abrindo frentes de guerra, o presidente dos EUA inventou para si mesmo um troféu de paz pela Fifa, num estranho prêmio de consolação. Se declarar guerra à Venezuela, como leva a crer, o republicano magnata estará levando seu governo a uma aventura de “consequências imprevisíveis”, segundo um integrante do Kremlin.
Duas perguntas paralelas são feitas no mundo: até onde vai a ofensiva de Trump contra o regime de Maduro? E até onde chega a defesa da Venezuela pela Rússia? A proteção da soberania serve, numa guerra, a todos os lados. E é disso que se tem ouvido mais falar, de Caracas a Moscou, passando por Washington. Sob o trauma de intervenções e intromissões norte-americanas no século passado, a América do Sul não deseja reviver a presença militar dos EUA no continente. Por outro lado, Putin parece dar aval ao que Trump fizer na vizinhança americana, desde que não se intrometa na Ucrânia ou noutros territórios vizinhos da Rússia. Se for assim, o planeta está para entrar num período que lembra o enredo de George Orwell em “1984”, livro em que três regimes totalitários dominavam e dividiam o mundo – mantendo-se permanentemente em guerra.
Depois de declarar o governo da Venezuela como ilegítimo, Trump dá sinais de ir adiante na retórica belicista para implementar um conflito de fato. Resta ver o que os outros quase donos do mundo – a Rússia e a China – irão dizer e fazer a respeito, caso isto aconteça.


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