A fantástica fábrica de produtos financeiros sem lastro real criada por Daniel Vorcaro e o seu Banco Máster

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A fantástica fábrica de produtos financeiros sem lastro real criada por Daniel Vorcaro e o seu Banco Máster


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No seu depoimento, nesta terça-feira (24), à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, classificou o Caso Master como detentor de uma “peculiaridade” e um “alinhamento perverso” entre gestores e investidores.

“Ele identificou uma ação de ficção contábil, uma espécie de “me engana que eu gosto” cuja estratégia era que, colocando isso no balanço, “se viabilizava um balanço muito mais robusto e isso permite que siga emitindo mais CDBs.”

Mercado de capitais

Accioly é diretor na autarquia que monitora o mercado de capitais desde 2022 e falou no grupo de trabalho criado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) para acompanhar as investigações do caso Master. E, segundo ele, não houve omissão da CVM, pois as irregularidades envolviam fundos exclusivos. E, nesse caso, o banco não foi uma vítima de fraude, na qual os gestores o enganaram, mas o próprio promotor ativo do superdimensionado.

As informações de João Accioly trazem uma revelação de qualidade sobre o mecanismo desenvolvido por Daniel Vorcaro quando se vai ao último balanço do Banco Master publicado em dezembro de 2024, em que se mostrava uma performance completamente diferente dos demais bancos brasileiros.

Banco de CDI

No balanço é possível constatar que o Master era um banco de CDI com R$ 18,37 bilhões emitidos e de CDB que somavam R$ 30,87 bilhões num passivo de R$ 58,27 bilhões.

O mais curioso é que Daniel Vorcaro saiu distribuindo esses títulos com prazos curtos (R$ 12 bilhões com vencimento de um ano) que lhe permitiam voltar ao cliente e captar mais dinheiro com prazos maiores, de modo que os títulos com prazos de até três anos somavam no balanço R$ 20 bilhões do total de R$ 58,27 bilhões que ele conseguiu captar no mercado.

Eu me basto

Também mostram que o Banco Máster era um banco que operava com seus próprios títulos. Diferentemente dos grandes bancos que carregam títulos públicos, o banco de Vorcaro se bastava e não se preocupava em comprar esses papéis com garantia da União. No último balanço do Máster, fora o que era obrigado a recolher como compulsório ao Banco Central, o banco praticamente não tinha disponibilidade nem saldo de depósitos à vista.

Mas o que chama a atenção é que o banco declarou que tinha R$ 8,57 bilhões a receber de um grupo de usinas de açúcar falidas que foram negociadas em vários níveis. Para o Master, esses papéis serviram para que a instituição emitisse mais CDBs e CDIs aos investidores, embora a maior parte deles servisse apenas para demonstrar que tinha ativos suficientes para sustentar mais e mais séries de títulos que compunham fundos de investimento.

Fiado no FGC

Como disse o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Master não estava sendo enganado. Porque seus diretores sabiam que os títulos que vendiam com o discurso de que até R$ 250 mil tinham garantia do FGC não estavam aplicados em projetos ou empreendimentos reais. A maioria era apenas resultado de uma fantástica fábrica de fundos de investimento fictícios.

Pressionado pelos senadores porque a CVM não tomou providências, Accioly disse que cabia ao Banco Central estabelecer as regras sobre a emissão de CDBs. E argumentou que a culpa é dos fraudadores, cabendo às instituições aprimorar os mecanismos de controle para fechar as brechas. E citou o caso como uma melhoria que poderia ser implementada num projeto de lei que aumente os incentivos para informantes de fraudes.

Direitos Creditórios

A recomendação pode servir daqui para frente. Mas revela o quanto balanços de instituições financeiras podem ser apresentados como saudáveis quando um olhar atento indica que eles não tinham como sobreviver por muito tempo.

O caso dos Direitos Creditórios é um bom exemplo: No balanço do Máster de 2024, eles aparecem como recursos federais, ou seja, devidos pela União, quando, na verdade, se tratavam de papéis de baixíssima liquidez, até porque envolvem questões judiciais. Eles indicam que dificilmente Vorcaro pagou R$ 8,57 bilhões declarados, embora tenham sido usados como garantia para mais emissões de CDBs e CDI.

Analise de especislaistas

Segundo o balanço do Master de 2024, os “direitos creditórios foram adquiridos com o auxílio dos nossos especialistas com conhecimento e experiência no setor, seguindo aspectos formais e legal services processuais atrelados aos direitos creditórios e precatórios, com base nas confirmações obtidas dos assessores jurídicos externos do Banco”. Pura conversa.

O banco também afirmava no seu balanço que suas Letras de Crédito Imobiliário – LCI pagavam uma remuneração de 150% do CDI, títulos que ancoravam nada menos que R$ 18,37 bilhões de um total de R$ 58,27 bilhões do balanço total do banco. Um banco que pagava 150% do CDI aos seus clientes dificilmente teria como sobreviver por muito tempo, segundo os analistas de mercado.

Vida curta

Curiosamente, o Máster sobreviveu e cresceu. Hoje pode-se observar que, como disse o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Máster se tornou uma ficção em que um balanço muito mais robusto permitiu que seguisse emitindo CDBs até o dia em que quebrou.

O problema é que pouca gente no Congresso está disposta a investigar a fantástica fábrica de fundos de Daniel Vorcaro que, ao menos até agora, está se dando muito bem.

Mercado exigindo novas habilidades

A edição de Habilidades em Alta 2026 do LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, no Brasil identificou que as competências que mais crescem no país foram as que sintetizam as transformações estruturais do mercado brasileiro em 2026: Estratégia de IA, Plataformas e Sistemas Inteligentes, Marketing, Comunicação e Storytelling Estratégico, Engenharia de Software, APIs e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão de Programas, Projetos e Operações,Segurança da Informação, Cibersegurança e Conformidade Técnica.

Hidrogênio verde

O hidrogênio verde perdeu o charme ao redor do mundo, mas a Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) conseguiu com o deputado federal Arnaldo Jardim, agenda para realizar no próximo dia 17 de março, às 14h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, o lançamento da sua Agenda Estratégica 2026.

Climatização

O Grupo Leveros, que atua no mercado de soluções para climatização, inaugura unidade em Recife em abril. Localizado na Imbiribeira, o hub recebeu investimento de R$ 4,5 milhões direcionado especialmente à incorporação de práticas sustentáveis e ao aprimoramento da experiência dos instaladores parceiros. A estratégia do Leveros está associada ao modelo de “logística de proximidade”, que permite atendimento em tempo real, maior disponibilidade de estoque e redução significativa nos prazos de entrega.

Lean na Iquine

O Grupo Iquine anuncia a Lean Agency como sua nova agência de publicidade cujo foco será ampliar sua conexão com os consumidores e reforçar sua posição no mercado através de uma comunicação que integre sensibilidade cultural e inteligência de dados.

Recife Scale

Nos dias 10 e 11 de abril, o Recife Expo Center recebe o Recife Scale Summit, considerado um dos maiores eventos da escala de negócios do Brasil. Com palestras do fundador da rede Camarada Camarão, Sylvio Mattos, e da influenciadora Gracyanne Barbosa.

Usina PCH do Grupo Cornélio Brennad certificada por ter lixo zero. – Divulgação

Atiaia Lixo Zero

A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energia renovável do Grupo Cornélio Brennand, obteve a Certificação Lixo Zero para 92% de suas usinas em operação. O selo – concedido pelo Instituto Lixo Zero Brasil e validado pela Zero Waste International Alliance – agora contempla também as Usinas Fotovoltaicas (UFVs) Maravilhas I e II, em Pernambuco, Assuruá e Verde Vale III, na Bahia. A ampliação da certificação para 12 unidades – 11 usinas em operação e o escritório em Cuiabá – reforça o protagonismo da Atiaia Renováveis.

Logística reversa

O projeto Repense Reuse, da Humana Brasil, fechou o balanço das operações nos últimos meses com 829 toneladas de resíduos têxteis recolhidas nas quatro frentes em que atua: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Distrito Federal. A Bahia lidera em volume, com 546 toneladas arrecadadas e 291 pontos de coleta ativos. Pernambuco contabilizou 107 toneladas, apoiadas por 93 coletores e estrutura própria de triagem na Região Metropolitana do Recife.

A Usina Hidrelétrica Ilha Solteira (CTG Brasil), na cidade de Ilha Solteira (SP), inaugurou laboratório de estudo do uso de baterias associadas à geração solar. O projeto, chamado Flex BESS, foi desenvolvido pela CTG Brasil em parceria com o Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs) de Pernambuco, Thymos Energia e Wisebyte.

Divulgação
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a Itaipu Binacional. – Divulgação

Energia Renovável

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a Itaipu Binacional iniciam, nesta segunda-feira (23), o recebimento de propostas do mecanismo concorrencial para a venda de Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs) lastreados na geração da usina em 2025.

A iniciativa marca um novo avanço do mercado brasileiro de atributos ambientais, ampliando a escala e a liquidez de certificados vinculados à maior geradora de energia limpa da América Latina. A divulgação dos resultados preliminares está prevista para 3 de março.

maior Outdoor

A Kallas Mídia OOH registrou crescimento de 60% em relação a 2025 no protagonismo como mídia de presença nos polos estratégicos de circulação nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Circuito Nordeste (Recife, Olinda e região metropolitana, Fortaleza, Salvador e Lauro de Freitas, João Pessoa).

A operação contemplou as marcas 51 e 51 Ice, 99, Ademicon, Atacadão, Azul, Bob’s, Bradesco, Carnaval de Rua, Carvalheira, Club Social, Empetur, Engov, Esportes da Sorte, Google, Governo da Bahia, Governo do Recife, Itaipava, Liquigás, O Boticário, Pitú, Riachuelo, SECOM-MA, SECOM-MG, Tim, Trident, Vivo, Wella, entre outras.



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