Mulher firme e determinada. Thatcher introduziu iniciativas políticas e econômicas destinadas a reverter o alto desemprego e dificuldades do país
Publicado em 20/02/2025 às 6:00
| Atualizado em 20/02/2025 às 8:29
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É curioso como histórias políticas e econômicas de diversos países nos oferecem lições gratuitas de como efetivamente pode ser possível melhorar a vida social de uma nação e, no nosso caso, como vivemos cegos, distraídos e poucos atentos a esses ensinamentos.
Se a cidadania brasileira fosse menos dispersa, menos distraída, e mais organizada, já teríamos, por exemplo, a alguns anos um Sistema Tributário mais justo e eficiente, adotado e inspirado por um dos diversos modelos tributários aplicados, em tradicionais e experientes nações.
Assim, não passaríamos décadas tentando “reinventar a roda”, atolados na injustiça tributária, no atraso social e nas mãos de burocratas nos escritórios públicos.
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O aprendizado com as nações pós-guerra
Dentro desses ensinamentos é cabível se perguntar, ainda: Por que — esse é um outro didático exemplo —os perdedores da Segunda Guerra mundial, especialmente o Japão e a Alemanha, tão profundamente mutilados por uma barbárie inominável, foram capazes na sequência, de inspirarem um desenvolvimento econômico social espetacular e, em contrapartida, entre os aliados ganhadores da guerra — Inglaterra e França — se deixaram estacionados, marcando passos estreitos, limitados e empancados em medidas do desenvolvimento.
Só não queriam me convencer que foram estritamente os efeitos do Plano Marshall, da ajuda financeira dos Estados Unidos para reconstruir a Europa após o final da Segunda Guerra Mundial, tendo como objetivo garantir o apoio dos países da Europa Ocidental, e evitar o avanço da União Soviética sobre o Ocidente.
Não, não foi isso! A resposta é mais singela. Para uns, o lado do atraso, foi a palpável incapacidade de renovar-se, de mudar, de melhorar.
No Japão e na Alemanha, no entanto, a guerra produziu o efeito de combater-se principalmente o poder dos grupos influentes de lobistas, dos dominadores da política, do esvaziamento do poder da elite, afastou-se os especuladores de plantão, os mandatários corruptos, os diversos grupos de interesses que estavam encastelados no governo, ao contrário de turmas que existiam na Inglaterra, historicamente seduzidos pela continuidade, com o país completamente tomado por forças sindicais, associações empresariais, e caçadores das coisas públicas.
O impacto da liderança de Margaret Thatcher
E essa virada de chave, como deu-se? É quando surge a grande liderança, conhecida pela alcunha de “Dama de Ferro, ironia de um jornalista soviético que a associou ao seu corajoso estilo de liderança.
Como primeira-ministra, Thatcher foi dura, consolidou políticas conhecidas como Thatcherismo. O que essa mulher fez na Inglaterra, por meio de política bem definida, foi manter a ordem democrática.
Em certa ocasião, em um discurso, soltou a seguinte mensagem: “Esse jogo emperrou, vamos ter que mudar. Há muito grupos de interesses que precisam ser desinstalados para que esse país volte a respirar”.
Mulher firme e determinada. Thatcher introduziu iniciativas políticas e econômicas destinadas a reverter o alto desemprego e as dificuldades do país na sequência de uma recessão.
Sua filosofia política e orientações econômicas enfatizaram a desregulamentação (particularmente do setor financeiro), mercados de trabalho flexíveis, a privatização de empresas estatais e a redução do poder e influência dos sindicatos. Em certa ocasião, no Brasil, ressaltou: “que o consenso era a negação da liderança. Se você está conseguindo o consenso você não é líder. O líder cria o consenso, ele não segue o consenso antes imposto”.
O que ela fez foi determinar uma autoridade moral no país, quebrou o “status quo”, daqueles que se aproveitavam do Estado. Thatcher definiu sua própria filosofia política como uma grande e controvertida ruptura com o conservadorismo de uma nação.
E cabe nos apontar: Faltam lideranças desse tipo, era preciso desinstalar esse bando de gente em nossas instituições, seja no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, desses tantos que capturaram o Estado somente para os seus interesses, distante das necessidades do povo e das empresas nacionais.
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A crise de credibilidade das instituições brasileiras
O que temos em nossas mãos, nessa quadra da história, é um “Estado social de descréditos e de desconfianças”.
O povo não acredita nas autoridades, em nossas instituições, não acredita em nosso parlamento, no precário Judiciário, tampouco espera que a justiça funcione.
Também não confia nas ações e nos programas do governo, desconfia de todos os políticos, de serviços públicos que não funcionam espontaneamente, a não ser via corrupção, enfim, há uma descrença na punição dos criminosos, uma frustação generalizada sobre todas as coisas. Merecíamos muito mais.
Paulo Roberto Cannizzaro, escritor
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