Os órgãos de controle querem saber para onde vai o dinheiro que não é deles e sustenta votos que os manterão controlando dinheiro que não é deles.
Publicado em 15/03/2025 às 20:00
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Entre 2024 e este terceiro mês do novo ano, cada deputado brasileiro já custou aos cofres públicos o montante de R$ 4,1 milhões. Somados os 513 parlamentares, o custo foi de R$ 2.1 bilhões.
Neste período, nos últimos meses, a maior e mais básica obrigação do Congresso Nacional é aprovar o orçamento para o ano que entra. Chegamos em março sem que as contas fossem aprovadas.
Cada deputado recebe R$ 46 mil de salário, R$ 125 mil de verba de gabinete, R$ 4,2 mil de auxílio moradia, entre outros valores que somam um custo de R$ 273 mil todo mês. Isso para cada parlamentar da Casa.
Mas ninguém vota o orçamento.
Sombra e água fresca
Pela regra comum, os parlamentares não deveriam ter recesso de um ano para o outro enquanto não votassem o orçamento do ano seguinte.
Em 2024 eles não votaram, fizeram o recesso normalmente, ignoraram janeiro e parte de fevereiro, pararam por 15 dias para brincar o carnaval, voltaram em março num ritmo de trabalho comparável a um cágado com reumatismo e ainda não votaram o orçamento do ano corrente.
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O que nunca atrasou foi o salário deles, não se trata de greve ou coisa do tipo, o problema são as emendas.
Dinheiro
Os deputados estão em uma cruzada para serem o menos transparente possível na hora de destinar dinheiro do pagador de impostos para suas bases eleitorais. Na prática, eles estão chateados porque órgãos de controle querem saber para onde eles mandam o dinheiro que não é deles para sustentar votos que os manterão controlando o dinheiro que não é deles em benefício próprio.
Circo
A política brasileira é um circo bizarro com um público cada vez menor aplaudindo na medida em que as atrações vão ficando mais bizarras. O perigo é que quanto menos gente estiver dentro, mais descontentes ficam do lado de fora planejando como colocar fogo na lona.
Humberto
Humberto Costa é o nome para o caso de dar tudo errado no PT, diz um petista que conversou com a coluna e “até torce para que isso aconteça”. O senador assumiu a presidência do partido, nacionalmente, para um mandato tampão.
Quem conversa com ele diz que nunca houve intenção de ficar e Humberto está sendo honesto quando diz que seu compromisso é até julho, quando alguém for eleito para suceder Gleisi Hoffmann (PT) recém-saída para ser ministra. O pernambucano não tem nenhum plano maquiavélico ou carta escondida na manga. Mas pode acabar virando a salvação do consenso.
Racha
Acontece que o partido rachou e nem a tendência majoritária, da qual Gleisi e Lula fazem parte, consegue se entender. O presidente da República trabalha para que Edinho Silva (PT), ex-prefeito de Araraquara, assuma a sigla. Mas uma tendência à esquerda do grupo, puxada por Rui Falcão (que já foi presidente), rechaça a figura e pretende bater chapa.
O discurso é que Edinho levaria o partido “muito ao centro”. Um “crime”, certamente. Rui Falcão fez uma carta há alguns dias com um daqueles discursos delirantes contra o que chama de “ordem de bilionários”.
Deliberado
O PT, muitas vezes, é uma loucura deliberada para disfarçar ambições. Geralmente, as loucuras e ambições misturam-se tanto que a única opção para sobreviver é buscar alguém que não mergulhou no copo do liquidificador. É o caso do senador de Pernambuco.
Humberto entrou para ir pagando as contas enquanto a confusão se desenrolava, mas começou a ser citado como uma alternativa para o caso de ninguém se entender até julho.
O impasse, quase sempre, é a vantagem dos brandos.

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