Raquel Lyra rebate acusação de ‘gabinete do ódio’ e diz que o PSB é quem faz ‘velhas práticas’

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Raquel Lyra rebate acusação de ‘gabinete do ódio’ e diz que o PSB é quem faz ‘velhas práticas’


Durante ato de campanha no Derby, governadora negou acusação feita por João Campos e disse que também é alvo de ataques e desinformação


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A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) rebateu, nesta terça-feira (26), as acusações feitas pelo adversário João Campos (PSB) sobre a existência de um suposto “gabinete do ódio” ligado ao Governo de Pernambuco.

Em entrevista durante um ato político de campanha no Derby, na área central do Recife, Raquel negou as acusações e afirmou que o PSB é quem mantém o que classificou como “velhas práticas” na política. “Vocês conhecem muito bem as velhas práticas que infelizmente hoje o PSB lidera, se apresentando como nova política. Para mim, eu não faço política desse jeito. Para mim, a eleição não é um vale-tudo”, afirmou a governadora.

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A reação ocorreu após João publicar, também nesta terça-feira, um vídeo no qual afirmou que ele, familiares e aliados seriam alvo de uma estrutura organizada de ataques nas redes sociais. Segundo o candidato, a suposta estrutura teria relação com o Governo do Estado.

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Raquel afirmou que, por outro lado, também tem sido alvo de ataques desde a campanha de 2022 e disse que sua equipe tem recorrido aos órgãos competentes para denunciar os casos.

“Desde não só a transição do governo, mas na nossa campanha para o governo, a gente sofreu muitas violências e continua sofrendo. E a gente tem denunciado isso aos meios necessários”, declarou.

Ela citou ações no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), no Tribunal de Justiça e disse que a campanha também recorre às esferas criminal e cível quando entende haver ataques à sua honra.

A governadora ainda pediu cautela à imprensa na divulgação de informações e afirmou que continuará adotando medidas judiciais e administrativas contra conteúdos que considere falsos.  “Vocês da imprensa têm um papel fundamental nisso, de não publicar ou colocar informações que não são verídicas”, disse.

Uma briga que já dura mais de um ano

A troca de acusações sobre ataques e desinformação nas redes sociais não começou com os vídeos divulgados nesta terça-feira. João Campos afirma há mais de um ano ser alvo do que chama de “gabinete do ódio”, enquanto Raquel Lyra também sustenta que sua campanha e sua imagem têm sido alvo de ataques e conteúdos falsos de forma coordenada.

No vídeo publicado mais cedo, João afirmou que a suposta estrutura teria atacado não apenas ele, mas também familiares, aliados e integrantes de sua equipe. O candidato disse ainda que as informações que motivaram sua nova manifestação indicariam que as decisões sobre os ataques partiriam do Palácio do Campo das Princesas.

“Há mais de um ano eu venho denunciando a existência de um gabinete do ódio que tem atacado a mim, meus aliados, minha família, minha esposa, de forma covarde, caluniosa, mentirosa, difamatória. Isso é criminoso, isso é absurdo. Não vale tudo na política ou em uma eleição”, afirmou.

João disse que os advogados da campanha irão adotar medidas sobre o caso e direcionou uma crítica à adversária, sem citá-la nominalmente. “Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital.”

Raquel, por sua vez, também tem recorrido à Justiça para denunciar o que considera ataques e desinformação. Em entrevista ao O Globo, na segunda-feira (24), a governadora classificou a disputa como uma “campanha de amor contra o ódio” e afirmou ter denunciado ao TRE o uso de robôs para espalhar mentiras contra ela.

No início do mês, após o uso de um vídeo manipulado com sua imagem para pedir dinheiro por Pix, ela também registrou boletim de ocorrência e classificou o episódio como uma “ação coordenada” dos adversários.

Agora, a disputa digital ganha um novo capítulo: de um lado, João atribui, segundo suas acusações, a existência de uma estrutura organizada de ataques ao entorno do Governo de Pernambuco; do outro, Raquel nega qualquer envolvimento e devolve as críticas ao PSB, partido que, segundo ela, mantém as “velhas práticas” que diz combater.

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