Conversa de lobista, interceptada pela Polícia Federal, arrasta a crise do INSS para o gabinete de Lula

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Conversa de lobista, interceptada pela Polícia Federal, arrasta a crise do INSS para o gabinete de Lula


Valdemar Costa Neto vai pedir ao ministro Alexandre de Moraes que Ilda Firmo substitua a irmã, Michelle Bolsonaro, nos cuidados com o ex-presidente


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FOI ENTRANDO E ARRASTANDO LULA
A lobista Roberta Luchsinger resumiu bem como era sua relação com os poderosos de Brasília. O diálogo revelado por Veja mostram que ao resumir sua relação com Fábio Luís, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula da Silva (PT) ela diz: “somos uma coisa só. Ele só entra em campo quando precisa”. E revelou o tamanho da intimidade com Lula.
– Sabe, fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde você quer ficar. E eu disse: onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio. Tô em cargo nenhum e ando onde eu quero, disse.

NÃO PEGOU BEM…
…no meio Judiciário, a ausência de Lula na posse do ministro Luís Felipe Salomão na presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na noite de terça-feira (19). Lula ficou em casa, no Palácio da Alvorada, reunido com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que chefia a defesa do filho mais velho do presidente.

NOS BRAÇOS DE MORFEU
O ditado popular, com base na mitologia grega, “cair nos braços de Morfeu” significa adormecer. Na esfera federal, a Procuradoria-Geral da República é uma instituição autônoma e não integra nenhum dos três Poderes.

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FILHO DE HIPNOS E PASITEIA
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, adormeceu por um bom tempo e somente “foi acordado agora” para se dar conta de que Lulinha não tem foro privilegiado — embora tenha mais privilégio do que a maioria dos auxiliares do pai. Só agora é que Gonet se deu conta de questionar o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, sobre por que os inquéritos contra o filho traquina do presidente estão no STF.

‘TEM QUE SER CENSURA’
A professora Maria Inês Fini, ex-presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), disse que “não há outra palavra” a não ser “censura, sim”, ao defender a adoção de medidas que impeçam o acesso de crianças e jovens a conteúdos inapropriados e viciantes nas redes sociais.
— Eu acho que é censura, sim, e que nós temos que assumir que é censura, sim. A censura, nesse sentido, é a proteção, defendeu a educadora.

UMA FIRMO POR OUTRA FIRMO
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que vai pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a auxiliar de enfermagem Ilda Firmo substitua a irmã, Michelle Bolsonaro, nos cuidados com o ex-presidente.
— Ela [Michelle] vai precisar de mais tempo para se dedicar à própria campanha e à organização das mulheres que apoiam Flávio [Bolsonaro], candidato à Presidência.

OLHEIROS DA UNIÃO EUROPEIA
O TSE confirmou informações apuradas pela reportagem da Rádio Jornal em Brasília de que a União Europeia pediu autorização à Justiça Eleitoral e ao Itamaraty para enviar uma missão composta por cinco peritos para acompanhar as eleições de outubro.

‘NEGONA DO BOLSONARO’
Como diz minha prima Marinalva, moradora do sítio Piancozinho, em Flores, no Sertão do Pajeú:
— Ô, primo, mas a Justiça Eleitoral encrenca com tudo, não é?

E SE FOSSE ‘NEGONA DO LULA’?
Vanessa Oliveira (PL), candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que o diga. O Tribunal Regional Eleitoral deu cinco dias para que a candidata explique os motivos de querer registrar seu nome na urna como “Negona do Bolsonaro”.
— Agora eu pergunto: se eu fosse conhecida como “Negona do Lula”, eles me mandariam parar de usar o nome?, questiona a candidata, que jura que o apelido foi dado pelo “amigo” Jair Bolsonaro.

PENSE NISSO!
A Justiça no Brasil tarda e, às vezes, falha. E a demora talvez seja sua mais contundente falha.

Vamos tomar por base a Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional e, mais tarde, modificada pelos próprios parlamentares. Ocorre que alguém resolveu “cutucar” o Judiciário, o ministro Gilmar Mendes sentou-se em cima do questionamento e o que temos hoje é um rol de candidatos — alguns com chance de serem eleitos — e a incerteza jurídica segue dando as cartas.

Vou dar um exemplo: o ex-governador do DF José Roberto Arruda (PSD), candidato ao Palácio do Buriti. Ele foi condenado com base na Lei da Ficha Limpa, a lei foi modificada, ele tornou-se elegível, mas o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do registro de Arruda.

Essa demora do STF em dar a palavra final ao questionamento das mudanças na Lei da Ficha Limpa deixa mais de uma centena de candidatos, inclusive Arruda, com um olho no gato e outro na frigideira.

Pense nisso!

 






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