Ivan Moraes define o que o separa de João e Raquel e vê presença do governo como ator para fortalecer empresa e produtor rural

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Ivan Moraes define o que o separa de João e Raquel e vê presença do governo como ator para fortalecer empresa  e produtor rural


Candidato abordou as questões de economia a partir de uma visão social focada no apoio aos pequenos produtores rurais e pequenas empresas.


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Na sua participação na Sabatina da Rádio Jornal, nesta terça-feira (18), o candidato do PSOL surpreendeu quem imaginava que defenderia medidas radicais na economia. Embora tenha marcado posição clara contra propostas que unem Raquel Lira e João Campos, que têm abordagens diferentes.

Ivan Moraes defendeu uma revisão do pacote de incentivos fiscais concedidos pelo governo de Pernambuco ao longo dos últimos anos de modo a redefinir o que ainda é importante para dar competitividade, uma tese que tem adeptos em instituições como a própria Fiepe.

Rever concessão

Mas avisou que uma eventual eleição vai buscar formas de rever a concessão de serviços da Compesa e usar os recursos do governo federal para serem aplicados no Metrô após a concessão pela própria CBTU no estado.

Moraes defende a instituição disso no seu programa de governo, o Pacto Pernambucano de Desenvolvimento Produtivo, dando atenção especial às empresas pernambucanas, especialmente para se tornarem fornecedoras do Estado.

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Estado cliente

Isso já existe, por exemplo, no setor rural para compras de alimentos de pequenos produtores. Mas, segundo Ivan Moraes, precisam ser ampliados e se tornar agentes de desenvolvimento pela garantia da venda.

Ele abordou a questão dos incentivos de forma direta, defendendo a ideia de uma revisão do sistema no sentido de saber quais as contrapartidas.


Jailton Júnior

Na sua participação na Sabatina da Rádio Jornal. – Jailton Júnior

De baixo para cima

“Eu defendo um desenvolvimento que vem de baixo para cima”, insiste o candidato do PSOL para dizer que as empresas que estão consolidadas, principalmente as empresas pernambucanas, precisam ter uma atenção especial, o que inclui atenção às associações, às cooperativas.

Ele também abordou a questão da economia da cultura. “Historicamente, você concede incentivos à cultura que no estado não passam de R$ 300 milhões. Mas o Funcultura, que é o principal mecanismo de distribuição de recursos para a produção de cultura, não passa de 40 milhões de reais há décadas”.

Distribuição

Para ele, esses valores desconhecem o potencial distributivo de emprego e capacidade de geração de renda que estão provados em dezenas de estudos. “Financiamento à cultura é um investimento de enorme retorno financeiro. Não é apenas o lúdico, é o negócio mesmo”.

Ivan Moraes também dedicou espaço para abordar a questão da economia verde como um mecanismo para gerar recursos de mãos dadas com a defesa do meio ambiente. Para ele, essa é uma grande oportunidade para cidades como Recife, uma das cidades mais vulneráveis à mudança climática.

Eventos extremos

“Os eventos climáticos extremos já chegaram a ser cada vez mais constantes. E então, como podemos abordá-los? diz o candidato do PSOL para chamar atenção para a Caatinga”.

“Não é apenas um meio da gente sobreviver no planeta, mas pode e deve ser também um meio da gente sobreviver economicamente. Olha o ecossistema como um fator produtivo com aproveitamento da biodiversidade que está contida nele “, diz.

Placa de venda

E de uma forma bem-humorada , Ivan Moraes propõe a privatização da Arena Pernambuco. “Hoje ela dá prejuízo. Não precisamos dela. Se eu for eleito, vou colocar uma placa de vende-se na porta porque hoje ela virou um problema”.

Eu sou contra todas as privatizações daquilo que é público e que tem serviço público, que é direito humano”, diz o candidato. “Mas eu acho que não é um direito humano o Estado bancar uma arena como aquela que fica longe, que tem difícil acesso”.

Compesa, não

O candidato do PSOL muda o tom quando fala da Compesa e do Metrô. Morais acha que o equívoco está na ideia de que só um parceiro privado pode tornar o serviço eficiente. A Compesa vem tendo lucros e tem capacidade de investimento. Por que o Estado não potencializa isso?

E insiste que o modelo de privatização adotado com apoio de João Campos ( que defende sua ampliação) e Raquel Lyra, que trabalha com a perspectiva de recebimento de R$ 4 bilhões da União, está equivocado. Porque, se a União vai repassar esse dinheiro a um ator privado, seria mais barato repassá-lo à própria empresa que o administra.

Discurso político

Ivan Morais, pela condição de oposição aos dois postulantes, tem a facilidade de apontar contradições nos projetos de governo dos adversários e mudar o quadro a partir de uma visão que, segundo ele, foi construída de baixo para cima e, ao menos na Sabatina, sem apelar para o discurso radical, pode se colocar contra o que propõem os dois adversários.


Foto Laura Jales

Secretário Fabrício Marques apresenta PLDO – Foto Laura Jales

Contas do Governo

O secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, foi à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) apresentar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 em audiência pública da Comissão de Finanças. A proposta orçamentária prevê uma receita total de R$ 57,4 bilhões para 2027. Na conta estão R$ 27,2 bilhões para as despesas com pessoal e encargos sociais e as despesas correntes somam R$ 21,3 bilhões. O PLDO projeta ainda receitas totais de R$ 59,2 bilhões em 2028 e R$ 63,1 bilhões em 2029.

BNB e eólicas

O BNB é um dos credores mais antigos, fornecedor de cerca de R$ 150 milhões em financiamentos bancários, assinados ao longo de 2024 de uma empresa de energia renovável, Thopen Energy, que pediu recuperação judicial em meio a dívidas, de R$ 4,5 bilhões.

O BNB afirmou que está avaliando internamente a situação “para a adoção das providências administrativas, negociais e legais cabíveis”. Mas sabe que o caso da Thopen Energy não será o único. O banco até 2024 foi o principal agente de financiamento de energia eólica na Região com negócios de mais de R$ 30 bilhões.


Divulgação

Eólicas daChina agora sem incentivos. – Divulgação

Sol e vento

Na época o discurso era que o clima privilegiado de sol e vento, a região tornou-se líder na produção de energia solar e eólica, com destaque para os estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e Ceará. Apenas nos dois anos de 2023 e 2024, a instituição financeira destinou R$ 10,7 bilhões para o financiamento de projetos de energia solar e eólica.

O problema é que o número de empresas comercializadoras com pedidos de Recuperação Judicial não para de crescer.


Divulgação

Empreendimento de altíssimo padrão, o Aura Paiva. – Divulgação

Parceria sólida

A Rio Ave e o Grupo Ricardo Brennand seguem na parceria firmada há cinco anos com o propósito de juntos transformarem e valorizarem a paisagem urbana do Paiva. Respeitando a história e preservando a natureza, preparam-se para o desenvolvimento de um novo empreendimento de altíssimo padrão, o Aura Paiva, ainda mais exclusivo, a ser lançado nos próximos meses, vizinho aos outros dois, também fruto dessa parceria, o Essenza e o Unique.






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