Mirella Almeida (PSD) e Vinicius Castello (PT) disputam o voto dos eleitores olindenses no segundo turno das eleições 2024 neste domingo (27)
Publicado em 27/10/2024 às 4:01
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Olinda chega ao dia do segundo turno das eleições municipais, neste domingo (27), sem favoritos. Embora Vinicius Castello (PT) tenha liderado no primeiro turno, com 38,75%, Mirella Almeida (PSD) apareceu pouco atrás, com 30,02%. A diferença entre eles na primeira etapa foi de 18 mil eleitores — 6% do total de eleitores aptos a votar na cidade.
Um dos fatores que impõem essa indefinição no pleito são os 51 mil votos obtidos por Izabel Urquiza (PL) no primeiro turno. Embora a candidata nunca tenha sido bolsonarista de carteirinha, ela se filiou ao PL e conseguiu um resultado significativo entre os conservadores olindenses, ficando na terceira posição.
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Enquanto os demais candidatos do pleito — Márcio Botelho (PP) e Antônio Campos (PRTB), que juntos somaram pouco mais de 12 mil votos no dia 6 de outubro — declararam apoio a Vini Castello, Izabel Urquiza optou por se manter neutra, colocando no colo dos eleitores a decisão de quem seguir na segunda etapa.
A maior barreira para Vini Castello obter os votos de Urquiza é o anti-petismo. Vereador filiado ao Partido dos Trabalhadores, ele tem no seu plano de governo propostas ideológicas comuns em chapas de esquerda. Mesmo que nem todos os eleitores da candidata do PL sejam necessariamente bolsonaristas, a identificação com Vini se torna mais difícil nesse sentido.
Já Mirella Almeida, filiada a um partido de centro-direita, aparenta ter mais abertura diante desse público. O apoio do atual prefeito professor Lupércio, voz forte entre os evangélicos da cidade, também pode ser um facilitador nesse processo, mas a rejeição a ele, natural após oito anos de mandato, pode ser um obstáculo.
Apoios e desafetos
As campanhas de Mirella e Vinicius seguiram o curso comum de um segundo turno: choveram acusações, ataques à vida pessoal e críticas sobre projetos de governo, sejam eles passados ou futuros.
Mirella Almeida e Vinicius Castello também abusaram das imagens de seus padrinhos políticos nesse segundo turno. A candidata apoiada pelo prefeito, teve como principal nome de peso no palanque a governadora do estado, Raquel Lyra (PSDB), que fez caminhadas, porta a porta e carreatas ao lado da ex-secretária.
O prefeito Professor Lupércio também esteve engajado na campanha de Mirella, buscando perpetuar a parente na prefeitura. Mirella, como se sabe, é esposa do sobrinho de Lupércio, o vereador reeleito Felipe Nascimento (PSD). O atual prefeito fez caminhadas, discursou e participou de diversos atos, muitas vezes acompanhado do candidato a vice da chapa, o ex-jogador Chiquinho (PSD), seu amigo de longas datas.
Vini Castello teve uma frente maior de apoio, levando o prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), para vários atos na cidade no segundo turno. Trajados de óculos juliet, eles dançaram passinho e gravaram vários vídeos juntos em diversas ocasiões para demonstrar a união entre as cidades. Além do socialista, os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão, do PT, também estiveram várias vezes com o vereador nos atos.
O candidato do PT também conseguiu usar a imagem de Lula na campanha. Como o presidente da República não veio a Pernambuco para atos políticos neste período eleitoral, Vini viajou a Brasília para gravar vídeos com o mandatário, publicados nas redes sociais e usados nos guias eleitorais.
Esses cabos eleitorais também foram usados pelos adversários para tentar atingir os oponentes na campanha. Durante a realização de debates, sabatinas e em discursos públicos, Mirella tentou inúmeras vezes associar Vini Castello ao ex-prefeito Renildo Calheiros (PCdoB). Por outro lado, o petista frequentemente lembrou aos olindenses a ligação da ex-secretária ao governo de Lupércio.
No debate realizado na última semana pela Rádio Jornal, por exemplo, Vini Castello disse que Mirella estaria querendo esconder Lupércio dos guias. A candidata retrucou afirmando não ter motivos para isso, completando que Renildo teria deixado a cidade “abandonada”.
Independentemente dos padrinhos políticos, os olindenses elegerão um prefeito com pouca expressividade até aqui, com experiência somente em trabalhos realizados nos bastidores, seja no Legislativo ou no Executivo, o que demandará um período de adaptação a partir de janeiro para que os eixos da cidade entrem no lugar.
Enquanto no primeiro turno Mirella Almeida liderava as pesquisas de intenção de voto, Vinicius Castello surpreendeu ao terminar a primeira etapa da votação em primeiro lugar. Neste domingo, porém, nada está definido até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechar as urnas e divulgar o resultado da apuração.
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