O influenciador Pablo Marçal reiterou as críticas ao que vinha chamando de “consórcio comunista” e disse que não vota “na esquerda jamais”
Publicado em 25/10/2024 às 21:27
| Atualizado em 25/10/2024 às 23:54
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Em uma tentativa de arregimentar votos na parcela do eleitorado que optou por Pablo Marçal no primeiro turno, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos (PSOL), participou de uma live com o candidato derrotado do PRTB nesta sexta-feira (25). A estratégia, que causou surpresa entre aliados e adversários, se tornou o fato inusitado na reta final da disputa pela Prefeitura de São Paulo. Durante quase uma hora, Boulos fez vários gestos para o eleitorado de Marçal, se apresentando como um candidato da mudança.
Ao final do encontro, o influenciador reiterou as críticas ao que vinha chamando de “consórcio comunista” e disse que não vota “na esquerda jamais” nem no atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), que ele classificou como “da mesma laia, centro-esquerda”. Também convidado, Nunes não participou nem atendeu ao telefonema que o influenciador fez durante a transmissão ao vivo.
Descomprometido com propostas para a cidade, Marçal se protagonizou na eleição pela postura agressiva com os adversários. Às vésperas do primeiro turno, ele publicou em uma rede social um laudo falso que mostrava Boulos como alguém que sofrera um surto psicótico associado ao consumo de cocaína. Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal. O candidato do PSOL chegou a pedir a prisão do influenciador, que foi negada pela Justiça Eleitoral. Marçal ficou de fora do segundo turno por uma diferença de aproximadamente 56 mil votos em relação a Boulos. O influenciador conquistou 28,14% (1.719.274) dos votos válidos.
Durante a “entrevista de emprego” – como Marçal batizou a live – , o candidato do PSOL disse que as 1,7 milhão de pessoas que votaram no influenciador no primeiro turno buscavam mudanças. Ele tentou se firmar como o nome da mudança no segundo turno. Em suas considerações finais, Boulos voltou ao tema e se direcionou aos eleitores de Marçal. “Eles querem impedir a mudança. Nós representamos a mudança na cidade de São Paulo para não ficar com essa turma”, declarou.
Para tentar atrair o voto de quem apoiou o influenciador na primeira etapa da eleição, Boulos enfatizou que questões ideológicas não interferem no cotidiano da população de São Paulo. “Quando você está no ponto de ônibus, ninguém te pergunta se você é de esquerda ou de direita”, disse.
Logo no início da live, ele citou as críticas que ambos receberam por aceitar o convite. “Teve apoiadores meus aconselhando ‘não vá’. E vi que teve apoiadores seus te criticando por isso. Se fosse levar para o lado pessoal, seria o último a aceitar até pelos ataques que sofri de você no primeiro turno”, afirmou o candidato do PSOL. “A maioria das pessoas que votaram por você, votaram pela mudança. Ganhando essa eleição, vou governar inclusive para as 1,7 milhão de pessoas que votaram em você.”
Boulos buscou aproximação com o público de Marçal ao citar ideias do influenciador que incluiu em seu programa de governo, como a criação de escolas olímpicas e a introdução de educação financeira na rede municipal. “Não tenho problema em reconhecer ideia boa e não vou ficar com ‘birrinha’ porque a ideia é do adversário”, declarou.
O influenciador questionou Boulos sobre eventuais arrependimentos. “Se eu cometer erros na gestão pública, certamente me arrependerei desses erros. Não tenho arrependimento do que fiz até agora na vida pessoal e política”, respondeu o candidato. Questionado sobre quem ele apoiaria se não estivesse no segundo turno, respondeu: “Eu apertaria ’50” na urna. Não votaria nem em você (Marçal), nem em Ricardo Nunes”, disse Boulos.



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