ABC pede que agência rejeite petições para não renovar licenças de emissoras

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ABC pede que agência rejeite petições para não renovar licenças de emissoras


A ABC, emissora da Disney, pediu à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, a FCC, que rejeite as petições para negar a renovação de suas licenças de TV, afirmando que a agência está adotando medidas “punitivas” contra canais que desagradem ao presidente americano Donald Trump.

Em documento apresentado ao órgão regulador, a empresa pediu que fossem rejeitadas as tentativas de impedir a renovação das licenças de oito emissoras da rede e afirmou que a medida representa uma “pena de morte corporativa” motivada por razões políticas.

Segundo a empresa, a FCC abriu um procedimento inédito ao exigir que as oito emissoras renovassem suas licenças antes do prazo previsto. A decisão veio em abril deste ano, um dia após Trump pedir a demissão do apresentador Jimmy Kimmel por uma piada sobre a primeira-dama, Melania Trump.

A Disney afirma que o governo busca punir a ABC por sua cobertura jornalística e por programas como Jimmy Kimmel Live e The View, e acrescenta que “negar a renovação de uma licença devido a um discurso desfavorecido seria censura pura e simples”.

As petições contra a renovação das licenças foram apresentadas por dois grupos conservadores, que acusam a emissora de atuar com viés político, promover discriminação racial e de gênero e influenciar eleições. A ABC rebateu dizendo que os pedidos não apontam violações da legislação de telecomunicações e tentam usar a FCC para controlar editorialmente o conteúdo da rede.

O caso também provocou reação de ex-dirigentes da própria FCC e de entidades como a ACLU, que classificaram a investigação como um ataque à liberdade de imprensa. Segundo a Disney, mais de 153 mil manifestações foram enviadas ao órgão regulador, e cerca de 95% delas apoiam a renovação das licenças das emissoras.

Mesmo assim, o presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que decisões editoriais da ABC seguirão sendo consideradas durante a análise. Na semana passada, ele citou como exemplo a decisão da emissora de não transmitir ao vivo um discurso de Trump.



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