São Paulo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresenta a exposição “Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”, que propõe uma leitura do futebol como prática cultural e também de criação de identidades e vínculos sociais. A mostra fica em cartaz até 2 de agosto e reúne obras do artista beninense Aston e das brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle.
O conceito de ginga —associado ao movimento, à destreza e à improvisação— é o ponto de partida para discutir formas de inteligência corporal presentes em manifestações culturais de matriz africana.
Painel de Mariana Calle na exposição “Ginga” no Museu Afro
–
Divulgação
O futebol aparece na mostra como um campo simbólico que articula práticas sociais, imaginários coletivos e processos históricos comuns a comunidades negras em diferentes regiões do Atlântico.
A instalação “Stadium” (2014), de Aston, é o núcleo central. Produzida a partir de madeira, fios, plásticos, metal e outros materiais reaproveitados, a obra recria um campo de futebol e estabelece relações entre ancestralidade, coletividade e sustentabilidade, ao transformar itens descartados em estrutura artística.
Feitas especialmente para a exposição, os murais de NeneSurreal e Mariana Calle incorporam referências das periferias, da cultura afro-brasileira e das disputas por visibilidade no espaço público, tratando o futebol como experiência cotidiana e elemento de pertencimento comunitário.
A mostra inclui ainda mesas de futebol de botão para o público jogar.
Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (parque Ibirapuera, portão 10) – av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Vila Mariana, região sul. Até 2/8. Ter. a dom., das 10h às 17h. Ingr.: R$ 15 (inteira)














