Em entrevista à CNN, governadora exalta parceria com o governo federal e cita investimentos, mas não confirma apoio ao petista em 2026
JC
Publicado em 09/06/2026 às 12:58
| Atualizado em 09/06/2026 às 13:39
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Em entrevista à CNN nesta terça-feira (9), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), elogiou a relação institucional que mantém com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou parcerias entre os governos estadual e federal. Apesar disso, evitou confirmar se estará no palanque do petista na disputa presidencial de 2026 ou se pedirá votos para ele durante a campanha.
Questionada diversas vezes sobre a possibilidade de um palanque duplo em Pernambuco e sobre seu posicionamento na eleição nacional, Raquel afirmou que a relação com Lula é baseada no trabalho conjunto em favor do estado.
A governadora citou investimentos federais em áreas como habitação, infraestrutura e a retomada da Ferrovia Transnordestina. “Qual é a nossa relação com o presidente? Uma relação baseada no trabalho e na entrega”, afirmou. Em outro momento, completou a resposta declarando ser grata ao governo federal. “Eu sou grata ao presidente e aos seus ministros. Isso é indiscutível”, disse.
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Mesmo diante da insistência dos entrevistadores, a governadora não confirmou apoio ao presidente. Ao ser questionada de que lado está na disputa nacional, respondeu que está em “todo lado do povo pernambucano”. Já quando perguntada se Lula está ao seu lado, disse que o presidente “tem nos ajudado em Pernambuco”.
Ao abordar a eleição de 2026, Raquel afirmou que sua prioridade continua sendo a administração estadual. “Quem faz, eu me coloco porque sou governadora. Se eu não fosse governadora, tivesse na oposição, estava falando de eleição todo dia. Mas eu tenho o dever de governar”, declarou.
Pesquisas e foco na gestão
Durante a entrevista, Raquel comentou a pesquisa mais recente do Datafolha, que a colocou à frente do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), em um eventual cenário para a disputa pelo Governo de Pernambuco.
A governadora disse ver as pesquisas como um retrato do momento e afirmou que sua principal preocupação é a avaliação da gestão. “Eu não fui eleita para ser candidata a nova governadora. Eu fui eleita para ser a melhor governadora que Pernambuco pudesse ter”, disse.
Segundo ela, o estado retomou investimentos e apresentou melhora em indicadores econômicos. “É muito menos sobre eleição e sobre intenção de voto e muito mais sobre gestão e entrega no chão daquilo que a população precisa”, afirmou.
Relação com o governo federal
Ao falar sobre a parceria com Brasília, Raquel disse que Pernambuco voltou a receber investimentos após anos de conflitos institucionais entre o governo estadual e a União. “O governo federal e o presidente Lula têm se colocado à disposição de Pernambuco”, afirmou.
Entre os exemplos citados pela governadora estão investimentos no Porto de Suape, a retomada da Transnordestina e ações habitacionais desenvolvidas em parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida.
Raquel também defendeu o diálogo entre diferentes esferas de poder. “Eu acredito na política que se faz com paz e com união. E é isso que a gente tem construído ao longo do tempo”, declarou.
Chapa para 2026
Sobre a formação da chapa governista para a eleição do próximo ano, a governadora evitou antecipar definições e afirmou que as decisões serão tomadas até o período das convenções partidárias. “A gente tem até a convenção”, disse. Segundo ela, os partidos aliados estarão representados na composição da chapa e o grupo possui nomes competitivos para a disputa.
Raquel afirmou ainda que o projeto político em construção busca dar continuidade ao que classificou como um processo de transformação do estado. “Não haverá surpresa sobre isso, nem qual é o propósito, que é continuar um projeto de transformação do nosso estado”, declarou.












