Quinta edição da Feira do Livro, em São Paulo, consolida evento na agenda da cidade, promove articulação entre editoras e espalha o modelo no país
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Tendas repletas de livros e de gente, em volta de um jardim circular em frente a um estádio de futebol. A Feira do Livro de São Paulo, promovida pela Associação Quatro Cinco Um e Maré Produções, mais uma vez levou milhares de pessoas, durante mais de uma semana, à Praça Charles Miller, defronte ao Estádio do Pacaembu. Com seis espaços para debates e oficinas – os tablados literários – e a participação de dezenas de editoras de pequeno e médio portes, além das maiores do mercado editorial, o evento se consolida, em sua quinta edição, que se encerra neste domingo, 7, no calendário cultural da capital paulistana, atraindo leitores, escritores e editores de todo o país.
Para o criador e coordenador da Feira do Livro, Paulo Werneck, o evento gratuito é uma forma diferenciada de a população ocupar a cidade. “Quando a gente transforma um estacionamento numa feira de livros, durante nove dias, estamos afirmando a centralidade do livro na cidade. O paulistano está descobrindo que pode ter algo assim na cidade. Na quinta edição, a população já sabe que a Feira do Livro existe”, diz Paulo Werneck, que também é editor, em depoimento à Literária. Para ele, os editores fazem o coração da Feira do Livro. “Os editores abraçaram a feira, colaboram conosco e colaboram entre si. Há muita parceria entre editores que antes se viam como concorrentes. Agora são parceiros. E parcerias que nasceram aqui na Feira são reproduzidas em outras feiras”.
Para Werneck, diante da perda de espaço dos livros, a iniciativa de uma feira de livros é estratégia de guerrilha para reagir a uma adversidade. “O editor de livros é o empreendedor que mais enfrenta adversidades. Não tem notícia boa de lugar nenhum. Mas a gente sabe se articular, criar novas estratégias, novos canais de vendas, como formas de juntar o leitor e o livro”.
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Paula Novais venceu o Prêmio Caminhos – Divulgação
Gaiolas de concreto armado
A Dublinense promove o lançamento da obra vencedora do Prêmio Caminhos de Literatura, nesta terça, 9, na Livraria da Tarde, em São Paulo, a partir das 7 da noite. O romance “Gaiolas de concreto armado” é de autoria de Paula Novais, que antes dos autógrafos conversará com a escritora Izabella Cristo, vencedora do Caminhos em 2024, e Henrique Rodrigues, diretor do Instituto Caminhos da Palavra. “Estou muito animada para o lançamento de São Paulo. Fiz vários amigos na cidade em virtude da literatura. Além disso, tenho recebido ótimos retornos sobre o Gaiolas, alguns ressaltando o quanto as personagens foram marcantes, outros salientando os diálogos e a construção da atmosfera de Copacabana. E também a alternância de passagens mais fortes com trechos mais suaves e poéticos. Outro aspecto que, volta e meia, tem sido comentado é o humor que permeia a narrativa”, diz a autora, em depoimento para a Literária.
Lugar de fala
Primeiro título da Coleção Feminismos Plurais, em 2017, considerado um dos melhores livros brasileiros de não ficção do século 21, o livro de Djamila Ribeiro tem nova edição pela Rosa dos Tempos, revista e ampliada. Traduzido para vários países, “Lugar de fala” é “uma intervenção original na forma de pensar o poder, as relações raciais e o letramento antirracista, ao articular testemunho, produção de conhecimento e legitimidade discursiva”, segundo a antropóloga Débora Diniz. O lançamento com bate-papo e sessão de autógrafos será na terça, 9, no Espaço Feminismos Plurais, em São Paulo, a partir das 18h.
Pesquisa e ficção
O Astrolabio dá início, na terça, 9, à oficina online de escrita com Angela Marsiaj, “A pesquisa como motor da ficção (e vice-versa)”. Autora do romance “Soroca”, publicado pela Urutau, Angela Marsiaj foi finalista do Prêmio SESC em 2018 na categoria romance, e do Prêmio Kindle em 2015 na categoria conto. A oficina acontece até o dia 30 de junho, sempre às terças, das 19h30 às 21h30. Informações e inscrições em www.centroculturalastrolabio.com.
No CCBB com Socorro Acioli
Nesta quarta, 10, o Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) terá a presença da escritora cearense Socorro Acioli, para conversar com leitores sobre sua obra “A cabeça do Santo”. O livro também será tema do enredo da Unidos da Tijuca no Carnaval 2027 do Rio de Janeiro. Para a curadora e mediadora Suzana Vargas, o texto do livro “nos remete ao mágico e ao fantástico, mas com os pés muito bem plantados na sua terra, o Nordeste brasileiro”. O encontro será no Salão de Leitura da Biblioteca Banco do Brasil, no CCBB Rio, a partir das 5 e meia da tarde, com entrada gratuita.

Márcia Moura lança no Recife, na APL – Divulgação
Malhada das Graúnas
Obra vencedora do Prêmio Pallas, de autoria da pernambucana Márcia Moura, “Malhada das Graúnas” será lançada na próxima sexta, 12, no Recife. Haverá bate-papo da autora com a escritora Karine Asth, e com este colunista, antes dos autógrafos. O romance de estreia da autora narra a história de uma professora que descobre que os ossos de sua mãe foram encontrados sob o altar de uma capela abandonada em Camaragibe. Segundo a divulgação da editora, “a personagem provoca o leitor a reconhecer as violências que moldaram nosso processo civilizatório”. O evento de lançamento será na Academia Pernambucana de Letras, a partir das 5 da tarde.
Feirinha Literária
O Largo de Santa Rita, no Centro do Rio de Janeiro, foi palco de mais uma edição da Feirinha Literária de Santa Rita, no sábado, 6. O evento mensal realizou a quarta edição, com uma programação variada em torno dos livros, além da comercialização. Segundo Raphael Vidal, dono de restaurantes na região e um dos criadores do evento, “a Feirinha une a tradição da boemia carioca com a escuta e a convivência, fortalecendo a economia local”. A produção é do Instituto Caminhos da Palavra, com curadoria de Henrique Rodrigues.










