Líderes da direita latino-americana parabenizam De la Espriella após o primeiro turno das eleições

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Líderes da direita latino-americana parabenizam De la Espriella após o primeiro turno das eleições


Por meio de uma mensagem nas redes sociais, Javier Milei quis parabenizar tanto De la Espriella quanto os colombianos por uma “jornada exemplar”

Por

JC


Publicado em 01/06/2026 às 16:06


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Os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Equador, Daniel Noboa; e do Chile, José Antonio Kast, todos de direita, parabenizaram o vencedor do primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, que disputará a Casa de Nariño com o esquerdista Iván Cepeda após alcançar quase 44% dos votos.

Por meio de uma mensagem nas redes sociais, Javier Milei quis parabenizar tanto De la Espriella quanto os colombianos por uma “jornada eleitoral exemplar” e considerou que o resultado “reflete o anseio de liberdade e progresso do povo colombiano”

Especificamente, destacou a derrota de Cepeda como “uma vontade expressa de dizer basta ao modelo socialista fracassado que tanto dano causou” à América Latina e “à Colômbia, especialmente nos últimos quatro anos”.

“Se esse resultado se repetir no segundo turno, não tenho dúvidas de que a Colômbia voltará a fazer parte do concerto das nações livres e retomará um rumo voltado para a defesa da vida, da liberdade e da propriedade”, concluiu o líder libertário

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Por sua vez, José Antonio Kast também abordou nas redes sociais o dia das eleições na Colômbia, embora em uma mensagem mais breve do que a de seu homólogo argentino, para parabenizar De la Espriella “por sua grande vitória”.

“Desejo-lhe o maior dos sucessos no segundo turno”, destacou o líder ultraconservador, que ressaltou que “uma Colômbia mais livre e segura”, como a que, em sua opinião, traria o vencedor do primeiro turno, “é uma boa notícia para toda a região”.

Quem também parabenizou o agora principal candidato à Casa de Nariño foi o presidente equatoriano, que elogiou a vitória de De la Espriella como “uma grande vitória”. “Sucesso no segundo turno. O povo colombiano precisa de uma mudança real”, declarou Noboa.

No entanto, ele também dirigiu palavras ao presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, que garantiu não aceitar os resultados da pré-contagem eleitoral que dão a vitória em primeira instância ao candidato do movimento Defensores da Pátria, e ao candidato do Pacto Histórico, Iván Cepeda, que pediu esclarecimentos sobre um suposto “desfasamento eleitoral”

“Infelizmente, ser mau perdedor é algo contagioso”, repreendeu Noboa, que atribuiu a postura dos políticos do Pacto Histórico colombiano ao fato de o ex-presidente equatoriano Rafael Correa “ter conseguido contagiar outros na região”.

A Milei, Kast e Noboa juntou-se o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, embora este não tenha demonstrado apoio a nenhum dos candidatos, aos quais parabenizou sem nomeá-los nem distingui-los, ao mesmo tempo em que elogiou “a participação cívica durante o dia de votação”.

Da mesma forma, e sem fazer alusão explícita às denúncias de Petro e Cepeda, o presidente dominicano defendeu que a “legitimidade de toda democracia repousa no respeito à vontade soberana dos cidadãos expressa nas urnas e nas decisões das autoridades eleitorais competentes”. “Esse princípio deve ser preservado e fortalecido em todos os momentos”, argumentou.

 “UM DIA DE ELEIÇÕES EM PAZ”

Quanto ao desenrolar da jornada eleitoral elogiado por Milei e Abinader, o representante da ONU em Direitos Humanos na Colômbia, Scott Campbell, parabenizou o povo colombiano e as autoridades por “um dia de eleições em paz”.

“Felizmente, não documentamos violações ou violações significativas dos direitos humanos hoje”, afirmou Campbell em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Nele, o enviado da ONU Direitos Humanos quis destacar “dois pontos importantes” para as próximas semanas: “Primeiro, a importância de respeitar o compromisso com eleições livres e pacíficas. E segundo, a importância de implementar as recomendações do alerta eleitoral precoce da Defensoria do Povo”, argumentou, apontando assim um “roteiro para eleições livres e pacíficas”.






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