Raquel Lyra, João Campos e a renovação da política brasileira

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Raquel Lyra, João Campos e a renovação da política brasileira


O destaque nacional para os dois pernambucanos acontece por causa dos discursos equilibrados, fora do maniqueísmo frouxo entre esquerda e direita


Publicado em 18/10/2024 às 20:00




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As movimentações de João Campos (PSB) nesses últimos dias em cidades fora de Pernambuco, com destaque para agendas em Fortaleza e Natal, fez alguns eleitores começarem a cogitar a possibilidade de ele não ser candidato a governador em 2026 como se especula, mas a Presidência da República.

Seria um salto e tanto, de prefeito de uma capital com cerca de 1,5 milhão de habitantes para o principal cargo executivo da República.

Idade

Isso seria possível, seguindo a teoria, por causa da popularidade digital do socialista, que é nacional. Tudo muito bem, tem apenas um problema tão pequeno quanto definitivo e insolúvel por enquanto: Campos precisaria ter 35 anos para ser candidato a presidente. No fim de 2026 ele ainda terá 33. Fim da história, por enquanto.

Renovação…

Mas o simples fato de ser citado como uma liderança nacional já chama atenção para a política de Pernambuco. E não é um caso isolado.

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Em sua participação no programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a jornalista Eliane Cantanhêde confirmou que Pernambuco é o estado que mais tem se destacado na renovação da política do Brasil. Citou especificamente João e a governadora Raquel Lyra (PSDB).

…é de Pernambuco

Segundo Eliane, Campos pela esquerda e Lyra pela centro-esquerda têm sido vistos como o futuro da política em campos nos quais o Brasil parece ter parado no tempo completamente.

O destaque para os dois acontece por causa dos discursos equilibrados, fora do maniqueísmo frouxo entre esquerda e direita e voltado para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Quem diria que a obviedade em defender a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável fosse ser exceção e não a regra nisso que virou a política brasileira, por culpa de lulas e bolsonaros da vida.

Sem PT

O próprio Lula tem reclamado com cada vez mais frequência da incapacidade do PT de ter sucessores para ele. Tem escutado também, quando a franqueza vence a covardia no partido, que parte grande da culpa é dele.

Hoje, por causa da polarização e dos discursos com estética dos anos 1980 do petismo, é quase impossível ver surgir no PT uma liderança jovem que não arraste as correntes pesadas da sigla e acabe marcada e rejeitada por isso.

Basta fazer um exercício: imagine João Campos ou Raquel filiados ao PT. No dia seguinte estariam vinculados a um partido que reconheceu Nicolás Maduro na Venezuela. O PT perdeu-se para dentro. E precisaria ser refundado.

Apesar de você

João Campos e Raquel Lyra foram forjados líderes apesar dos petistas. Mesmo que os dois, hoje, estejam de bem com o partido de Lula, a verdade é que nenhum deles deve nada ao PT. E isso é o que os fortalece no cenário nacional.

É exatamente por serem aliados momentâneos de Lula, mas não serem do PT, que os dois têm tanto potencial para liderar grupos políticos nacionais e fortes se souberem se conduzir com paciência.

Paciência

Se você observar bem, a paciência é o maior desafio de Raquel Lyra e de João Campos para o futuro. Ele precisa ter mais paciência consigo mesmo e ela precisa ter mais paciência com os outros.

De um lado, Campos precisa entender o tempo das coisas. Do outro, Lyra precisa entender o tempo das pessoas.

O prefeito precisa ter cuidado para não acelerar o passo e atropelar os próprios pés. A governadora precisa cadenciar o seu jeito de fazer política para, sem nunca abandonar a prática republicana, assustar menos os mais tradicionais.

Menos briga

Outra coisa que ambos precisam fazer também é baixar as armas em algum momento breve antes que haja mais acirramento. Quando Eduardo Campos resolveu ser candidato a presidente foi procurar Jarbas Vasconcelos. Eram adversários há anos, com vitórias e derrotas de lado a lado que só acirraram ainda mais os ânimos e muitas vezes atrasaram Pernambuco.

O tom da conversa foi o seguinte: “eu quero ser candidato a presidente e não posso ir antes de fazermos as pazes”.

Só se constrói para fora com união por dentro. Ficou essa importante lição.





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