O anúncio da licitação ocorreu durante o VI Programa de Formação de Startups da Incubadora do Parque.TeC, e prevê obras em três andares do edifício
Lucas Moraes
Publicado em 25/05/2026 às 23:28
| Atualizado em 25/05/2026 às 23:56
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A licitação para realização das primeiras obras da lâmina norte da antiga sede da Sudene, às margens da rodovia BR-101, na Zona Oeste do Recife, foi publicada. Futura sede do Parque.TeC UFPE, o edifício Celso Furtado terá num primeiro momento três andares recuperados, que vão abrigar a sede do Parque.TeC, incluindo a Incubadora, ambiente de coworking, laboratório de inovação em Saúde Digital, salas para startups e empresas âncoras e um auditório modular, segundo a Universidade Federal de Pernambuco. Ao todo, a torre norte do prédio irá receber investimentos que somam R$ 9,6 milhões.
O anúncio da licitação ocorreu durante o VI Programa de Formação de Startups da Incubadora do Parque.TeC, ocorrido na última semana, do qual participaram o vice-reitor Moacyr Araújo, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade (Propesqi), Pedro Carelli, dirigentes do Parque.TeC e representantes das novas incubadas.
A reforma é financiada pelo projeto “Implantação do Parque Tecnológico da Universidade Federal de Pernambuco – Parque.TeC UFPE”, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Governo Federal, no valor de R$ 9,6 milhões, no âmbito do Edital de Apoio a Parques Tecnológicos em Implantação e em Operação – 01/2021.
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Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade, Pedro Carelli, “uma parte importante do trabalho da Propesqi tem sido o esforço de captação de recursos para viabilizar projetos estratégicos para o desenvolvimento da UFPE”. “Esse projeto de implantação de um ambiente de inovação destinado à geração de empresas de base tecnológica e científica a partir das pesquisas da UFPE tem o potencial de gerar um retorno extraordinário de relevância social e econômica da nossa universidade”, destaca ele.
PRÓXIMOS PASSOS PARA RECUPERAR O PRÉDIO
Entre a captação dos recursos e o atual lançamento houve o processo de tombamento do Edifício Celso Furtado, o que trouxe novos requisitos para o projeto que foram aprovados pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). A partir da publicação da licitação, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade-UFPE) conduzirá o processo de seleção e contratação das propostas que acontecerá ao longo dos próximos meses.
Nas próximas etapas de ocupação do Edifício Celso Furtado, serão instalados projetos ligados ao Parque.TeC UFPE e financiados por projetos complementares já captados junto à Finepe: o TeC.Maker (laboratório de prototipagem), o Centro de Bionegócios da Caatinga e o Instituto Quanta-UFPE.
RECUPERAÇÃO DA ANTIGA SEDE DA SUDENE
Em maio de 2025, a universidade já havia informado a formação de um consórcio para concepção de estudos técnicos que preveem um amplo retrofit do espaço, preparando-o para abrigar atividades de ensino, pesquisa, inovação e parcerias com o setor privado.
A partir da coordenação da instituição financeira, foi contratado um consórcio formado por quatro empresas (Finarq, Plantar Ideias, Urban System e Vieira Rezende Advogados), que executaria a elaboração de estudos de viabilidade, plano de negócios, diagnóstico jurídico e urbanístico e outras etapas.
A proposta que agora começa a ser consolidada é de transformar os mais de 62 mil metros quadrados de área construída em um novo polo de conhecimento e desenvolvimento regional, sem deixar de lado a memória de um prédio antes símbolo de planejamento estratégico no Nordeste.
Pelo projeto estruturado pela UFPE, o prédio está dividido em duas lâminas (norte e sul). No caso da área norte, deverão ser instaladas startups que atualmente já funcionam no campus da universidade.
O conjunto de startups da universidade reúne atualmente mais de 30 negócios em funcionamento, que deverão ser transferidos para o antigo prédio da Sudene, assim como também lá serão criados centros de estudos voltados para áreas estratégicas para a economia da região.
Além disso, na chamada lâmina sul, a ideia é fechar parcerias para ocupação do espaço pensando em rentabilidade para sobrevida da edificação. Inicialmente, a universidade também previa a construção de um novo restaurante universitário.
GIGANTE DA ZONA OESTE
O projeto também respeita o legado arquitetônico do local. O prédio principal, com duas torres de 13 andares, foi desenhado com linhas modernistas e conta com paisagismo de Burle Marx.
Construído em 1974, o Complexo foi sede da Sudene o início dos anos 2000, quando passou a integrar o patrimônio da União. Sendo novamente anfitrião da superintendência a partir de 2007, passou a abrigar também outras instituições públicas. Em 2017, foi doado à UFPE com encargo de uso educacional, científico e institucional. Desde então, a Universidade tem buscado alternativas para restaurar e ativar o espaço.













