O projeto também atuará em sinergia com outras ações de impacto socioambiental e inclusão produtiva que já ocorrem no território litorâneo
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Uma iniciativa inédita de turismo sustentável e regenerativo promete transformar o cenário do litoral nordestino ao integrar 14 municípios em uma rota focada na preservação ambiental, inclusão produtiva e valorização da biodiversidade costeira. O projeto “Rota dos Corais – Conexão do Litoral Sul de Pernambuco ao Norte de Alagoas” será apresentado nesta terça-feira (26) a gestores públicos e representantes do setor. Fruto de uma parceria entre o Sebrae Nacional, Sebrae/PE e Sebrae/AL, a ação contará com um investimento superior a R$ 3,3 milhões e tem como meta beneficiar diretamente mil empreendedores da região.
O modelo proposto pelo Sebrae aposta na integração regional para impulsionar o desenvolvimento do litoral. Em vez de concentrar os investimentos apenas nos polos que já são amplamente consolidados, a estratégia visa criar uma rede conectada ao longo de aproximadamente 150 quilômetros de faixa costeira contínua. Com a descentralização do fluxo de visitantes, o projeto busca estender o tempo de permanência dos turistas na região e promover uma distribuição de renda mais equilibrada.
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NOVA ROTA PARA DESTNOS CONSAGRADOS
A nova rota fará a conexão entre destinos consagrados do turismo nacional, como Porto de Galinhas e Tamandaré, em Pernambuco, e Maragogi, em Alagoas, com cidades que ainda são pouco exploradas pelos roteiros tradicionais, apesar do grande potencial natural e cultural, como São José da Coroa Grande (PE) e Japaratinga (AL). O projeto engloba ainda os municípios alagoanos de Barra de Santo Antônio, Paripueira, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres, além das cidades pernambucanas de Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso e Sirinhaém.
O foco da iniciativa está no apoio a trabalhadores formais e informais de múltiplos setores, incluindo hotelaria, gastronomia, receptivo turístico, artesanato e pesca artesanal. Profissionais locais como jangadeiros, bugueiros, barqueiros, ambulantes e integrantes de comunidades tradicionais receberão suporte por meio de consultorias, oficinas e atividades de qualificação profissional. O objetivo é aprimorar a gestão dos negócios, otimizar custos, aperfeiçoar os serviços prestados, incentivar a formalização e gerar novas oportunidades de mercado.
Segundo o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a atuação da entidade é estratégica para o setor de Turismo, no qual cerca de 97% das empresas são de pequeno porte. Ele destaca que o suporte oferecido visa suprir deficiências na gestão financeira e de negócios, permitindo que o talento natural dos empreendedores locais se converta em sustentabilidade empresarial. A projeção para o programa, que deve se estender até o fim de 2028, é alcançar um crescimento de 20% no volume de negócios turísticos da região, além de formalizar 10% dos participantes e garantir que ao menos 40% do público-alvo implemente melhorias práticas em seus empreendimentos.

O projeto vai conectar destinos já consolidados no turismo nordestino, como Porto de Galinhas (PE), Tamandaré (PE) e Maragogi (AL), a cidades pouco exploradas pelos roteiros tradicionais, apesar do potencial natural e cultural, como Japaratinga (AL) e São José da Coroa Grande (PE) – DIVULGAÇÃO
PRESERVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Para o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, a iniciativa surge como uma resposta visionária ao desafio de conciliar o forte potencial econômico do litoral com a inclusão comunitária e a preservação ambiental. O superintendente do Sebrae Alagoas, Domício Silva, reforça que a integração territorial cria oportunidades concretas de geração de renda para quem vive diretamente da atividade turística, associando o crescimento econômico à conservação ecológica e à valorização das identidades locais.
A execução do Projeto Rota dos Corais será estruturada em quatro fases distintas. A etapa inicial consistirá em um diagnóstico territorial e na estruturação da governança turística regional. Na sequência, a segunda fase será voltada a capacitações, inovação e trilhas de empreendedorismo com foco nas diretrizes ESG (ambientais, sociais e de governança) e no protagonismo juvenil.
A terceira etapa englobará a concepção de produtos turísticos integrados e a preparação das localidades para receber certificações nacionais e internacionais. Por fim, o ciclo será encerrado com foco na promoção comercial, desenvolvimento da marca, estratégias de branding, acesso ao mercado e monitoramento dos resultados obtidos.
O projeto também atuará em sinergia com outras ações de impacto socioambiental e inclusão produtiva que já ocorrem no território. Entre os parceiros integrados estão as experiências de restauração de recifes conduzidas pela Biofábrica de Corais, uma startup pernambucana voltada para a regeneração marinha, e o trabalho do Instituto Negralinda, que promove a capacitação de empreendedores locais e a valorização da gastronomia tradicional do mangue.













