Na visão dos agentes, o empresário não forneceu elementos inéditos que justificassem o benefício, limitando-se a apresentar dados já conhecidos
JC
Publicado em 21/05/2026 às 0:42
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
A Polícia Federal (PF) optou por recusar a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Na visão dos agentes, o empresário não forneceu elementos inéditos que justificassem o benefício, limitando-se a apresentar dados que já estavam em posse das autoridades.
Além da insuficiência de informações, os investigadores constataram falta de colaboração plena. Fontes ligadas à apuração apontam que Vorcaro deixou de confessar nos documentos da delação fatos que já haviam sido extraídos de seus próprios celulares, apreendidos em etapas anteriores da operação Compliance Zero.
A PF também concluiu que o ex-banqueiro feriu as premissas de boa-fé do acordo ao tentar justificar seus atos, quando a regra da colaboração exige a admissão inconteste dos crimes cometidos.
Com a via policial bloqueada, a estratégia da defesa agora é tentar firmar o acordo diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
No entanto, agentes que acompanham as tratativas consideram a investida de difícil sucesso, já que a PGR teria que chancelar os mesmos termos barrados pela PF, e o processo ainda precisaria da aprovação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
No âmbito financeiro, há um forte entrave entre as partes. Vorcaro, apontado como o líder das fraudes, propôs devolver cerca de R$ 40 bilhões em 10 anos, mas a PF e a PGR cobram o ressarcimento de R$ 60 bilhões em um período menor.
O rombo provocado pela derrocada do Banco Master já é estimado em mais de R$ 57 bilhões. Desse montante, calcula-se que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) precise desembolsar R$ 51,8 bilhões para reembolsar clientes lesados.
Atualmente, o ex-banqueiro encontra-se detido na Superintendência da PF em Brasília, local onde negociava a colaboração desde 19 de março.
Recentemente, ele foi transferido para uma cela comum, perdendo o acesso ao espaço diferenciado que anteriormente abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O histórico de detenções de Vorcaro inclui uma prisão em novembro de 2025 ao tentar embarcar em um voo internacional — sob a justificativa de captar investidores —, e outra captura em março, durante os desdobramentos da operação Compliance Zero.
A recusa do acordo não freou o ritmo das investigações, que passaram a mirar também a família do ex-banqueiro e o núcleo político. Em meados de maio, a PF prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel, em Belo Horizonte.
Ele é suspeito de integrar “A Turma”, um grupo supostamente utilizado pelo empresário para promover invasões cibernéticas e ameaçar adversários.
Poucos dias antes, o primo do executivo, Felipe Vorcaro, também foi detido. Ele é investigado por suspeita de repassar quantias mensais que variaram de R$ 300mil a R$ 500 mil, além de financiar voos particulares para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.












