Ex-diretor da Penitenciária de Petrolina teria exigido R$ 5 mil de cada pavilhão como ‘presente de aniversário’

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Ex-diretor da Penitenciária de Petrolina teria exigido R$ 5 mil de cada pavilhão como ‘presente de aniversário’


MPPE pede que Justiça não autorize Alessandro Barbosa Martins de Sousa, investigado por corrupção, a retornar às funções públicas

Por

Raphael Guerra


Publicado em 20/05/2026 às 13:02
| Atualizado em 20/05/2026 às 13:36



Clique aqui e escute a matéria

Investigado por liderar um forte esquema de corrupção na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, localizada em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o ex-diretor Alessandro Barbosa Martins de Sousa teria exigido a quantia de R$ 5 mil de cada pavilhão da unidade como “presente de aniversário”, além de valores extras para compra de motos e “patrocínio” de festa pela aprovação de um filho no vestibular.

As informações constam em documento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), obtido com exclusividade pela coluna Segurança. No parecer encaminhado à Justiça na última semana, o promotor Djalma Valares pede que seja mantido o afastamento do ex-diretor das atividades no sistema prisional. Em abril, a Justiça autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica. 

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

Alessandro foi afastado das atividades em agosto de 2025, quando foi deflagrada a Operação Publicanos. Na ocasião, o ex-diretor e cinco policiais penais foram alvos de busca e apreensão. O inquérito segue em andamento, com dezenas de investigados – entre servidores públicos e detentos. 

O promotor destacou que a manutenção da medida cautelar para Alessandro é “absolutamente inafastável” para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal.

“Alessandro figura como líder do núcleo de agentes públicos, valendo-se do seu alto cargo de diretor da unidade prisional para negociar privilégios, transferências, funções de ‘chaveiros’ e ‘cantineiro’, além de facilitar regalias a detentos de alta periculosidade, em troca de vultosas vantagens indevidas”, citou o promotor, no documento. 

Alessandro estava à frente da penitenciária desde 2015. A investigação da Polícia Civil identificou que ele e a esposa movimentaram mais de R$ 3,3 milhões desde abril de 2022 – valor incompatível com a renda mensal declarada pelo casal. 

A Polícia Civil suspeita que valores teriam sido repassados ao gestor como propina para liberação de entrada de drogas, bebidas alcoólicas, celulares e negociação de venda de cantinas e até camas na unidade prisional. 

Estão sendo apurados os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e introdução de aparelho telefônico de comunicação móvel em presídio. 

A defesa do ex-diretor nega as suspeitas. Na época da operação disse, em nota, que os valores apontados na investigação não condizem com a realidade financeira de Alessandro e da esposa e que eles vivem “de forma modesta”. 

“CARGO PÚBLICO É O PRÓPRIO INSTRUMENTO DO CRIME”

No novo parecer, o promotor ressaltou que as provas indicam que os servidores tinham “hábito de tentar encobrir os ilícitos” e que diálogos interceptados e mensagens deletadas de WhatsApp comprovaram as irregularidades.

O promotor citou que o ex-diretor atuava ativamente para maquiar a realidade da penitenciária momentos antes da realização de inspeções. Ele mandava retirar televisores, armários e equipamentos de musculação das celas para “zelar pelo seu nome”.

“Permitir o seu retorno à função seria o mesmo que entregar a cena do crime aos cuidados do principal suspeito. (…) No caso em tela, o cargo público é o próprio instrumento do crime”, afirmou o promotor, no parecer.

Além da cobrança de valores como presente de aniversário, o MPPE pontou que o ex-diretor negociava carros de luxo diretamente com líderes de facções. 

INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO

O promotor Djalma Valares confirmou à Justiça que o inquérito segue em andamento, sob a responsabilidade da Polícia civil de Pernambuco. E ressaltou que se trata de investigação de altíssima complexidade, com dezenas de investigados divididos em núcleos. 






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *