Projeto de estudantes de Pernambuco é selecionado para feira de ciências na Europa

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Projeto de estudantes de Pernambuco é selecionado para feira de ciências na Europa


Estudantes do Colégio Militar do Recife estão arrecadando recursos para representar Pernambuco em uma das maiores feiras científicas do mundo



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Um projeto científico idealizado por estudantes do Colégio Militar do Recife (CMR) foi selecionado para a MILSET Europe Exposcience, uma das maiores feiras científicas do mundo, realizada em Mântua, na Itália.

O projeto, que se trata de um biofilme sustentável feito a partir de resíduos, inicialmente foi desenvolvido para a feira de ciências do colégio, mas acabou ganhando repercussão internacional.

“O projeto foi criado para o evento obrigatório da feira do colégio, então fomos convidados para a Fenecit, que acontece em Camaragibe. Nesse evento, a avaliação foi tão positiva que o projeto foi premiado e convidado a participar do evento na Itália”, explica a professora Goretti Cabral.

Para custear a viagem o grupo de alunas está arrecadando o valor através de uma vakinha online, os interessados podem ajudar até o dia 1 de junho, pelo link ou via pix usando a chave: 6088696@vakinha.com.br.

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Desenvolvimento e importância do projeto

As estudantes criaram um biofilme sustentável a partir da entre caixa da melancia, que é a parte branca descartada, com o objetivo de aumentar o tempo de prateleira de frutas e verduras, além de substituir o filme PVC convencional.

De acordo com Lavínia Freitas, uma das alunas idealizadoras do projeto, além de utilizar elementos que geralmente são descartados, o desenvolvimento da pesquisa foi feito de forma artesanal.

“A produção do biofilme foi toda caseira. Todo o processo de extração, mistura e estufa adaptada com forno foi feito para baratear o processo e tornar ele mais alcançável para o público geral”, conta.

Atualmente, o grupo conta com o apoio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para elevar o nível científico dos testes em laboratório.

A ideia de usar a melancia como matéria prima para o projeto surgiu porque uma das integrantes utilizava a fruta no seu cotidiano e ficou em dúvida se ela funcionaria como biofilme. Após o resultado positivo, Lavínia reforça que a ciência é para todos, basta ter curiosidade.

“A ciência está em todo lugar, basta ter olhos e curiosidade para ver. Além disso, os melhores projetos muitas vezes nascem de uma inovação ou da necessidade de resolver problemas na sua comunidade ou no seu cotidiano”, ressalta.

Para a professora Goretti Cabral, que acompanhou o processo de criação, a conquista das alunas representa a força da ciência brasileira.

“Mais do que levantar a bandeira do Brasil, essa conquista significa desmistificar a ciência em um país que muitas vezes não dá espaço para ela. Significa mostrar onde ela pode te levar e que o Nordeste produz ciência de muita qualidade.”

Saiba como assistir aos Videocasts do JC






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