‘Não existe esse risco de pandemia’, afirma infectologista da UPE sobre hantavírus

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‘Não existe esse risco de pandemia’, afirma infectologista da UPE sobre hantavírus


Milena Pinheiro explicou, em entrevista à Rádio Jornal, que vírus identificado em surto em navio exige contato íntimo e prolongado para transmissão

Por

Eduardo Scofi


Publicado em 13/05/2026 às 13:23
| Atualizado em 13/05/2026 às 13:24



Clique aqui e escute a matéria

Após a repercussão de casos de hantavírus registrados em um navio na América do Sul, a infectologista Milena Pinheiro, da Universidade de Pernambuco (UPE), afirmou que não há risco de uma nova pandemia relacionada à doença.

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a médica explicou que o vírus possui baixa capacidade de transmissão entre humanos e que o cenário atual é considerado controlado.

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Segundo a especialista, o caso registrado no navio envolveu uma situação considerada excepcional, ligada a uma única variante do hantavírus capaz de passar de pessoa para pessoa.

“Não existe esse risco. Nesse momento está tudo sob controle”, afirmou. Ela explicou que a cepa envolvida no surto é “a única espécie de hantavírus dentro de mais de 30 espécies que ele pode realmente ser transmitido de pessoa a pessoa”.

Transmissão exige contato próximo e prolongado

Durante a entrevista, Milena Pinheiro destacou que a dinâmica de transmissão do hantavírus é muito diferente da observada em doenças respiratórias como covid-19 e influenza.
Segundo ela, o vírus acomete principalmente as vias respiratórias inferiores, dificultando a disseminação casual entre pessoas.

“Para você contaminar outra pessoa, precisa realmente de um quadro muito exuberante de tosse e um contato muito prolongado”, explicou.

A infectologista afirmou ainda que o ambiente fechado do navio favoreceu o surto, especialmente pelas baixas temperaturas e pela permanência prolongada dos passageiros em áreas internas comuns.
“Foi toda uma conjunção de fatores que levou esse navio a ter esse surto dentro do navio”, disse.

Maioria dos hantavírus é transmitida por roedores

A médica também esclareceu que os demais tipos de hantavírus conhecidos são considerados zoonoses, ou seja, doenças transmitidas ao ser humano principalmente por animais silvestres.

“No caso são os roedores silvestres, os ratos do campo”, explicou. Segundo ela, o Brasil registra casos desde a década de 1990, sem que a doença tenha alcançado níveis epidêmicos.

Cuidados para quem vai fazer cruzeiros

Questionada sobre viagens marítimas, Milena Pinheiro afirmou que não existe recomendação para evitar cruzeiros, mas orientou atenção ao estado de saúde antes do embarque. Ela recomendou que passageiros mantenham a vacinação atualizada e evitem viajar caso apresentem sintomas infecciosos.

“Estar bem de saúde para embarcar, estar com as vacinas em dia e, se tiver alguém próximo com algum quadro infeccioso, usar máscara e higienizar as mãos”, orientou.

A infectologista também lembrou que ambientes fechados e sistemas compartilhados de climatização em navios favorecem a circulação de vírus respiratórios, o que exige atenção redobrada dos passageiros e equipes médicas.

Confira a entrevista na íntegra






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