‘Volta Bolsonaro’, ‘Lula ladrão’ e ‘Fora, João’: os bastidores da pré-estreia do filme de Bolsonaro no Recife

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‘Volta Bolsonaro’, ‘Lula ladrão’ e ‘Fora, João’: os bastidores da pré-estreia do filme de Bolsonaro no Recife


Pré-estreia do documentário “A Colisão dos Destinos” reuniu lideranças bolsonaristas em Olinda e ganhou tom de mobilização política para 2026

Por

Pedro Beija


Publicado em 12/05/2026 às 23:37
| Atualizado em 13/05/2026 às 0:02



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Gritos de “Volta Bolsonaro”, “Lula ladrão” e “Fora, João” ecoaram no Teatro Beberibe, em Olinda, antes da pré-estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O evento, realizado na noite desta terça-feira (12), reuniu lideranças bolsonaristas de Pernambuco e transformou a exibição do filme em um ato político com críticas ao governo Lula, ataques ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e projeções para a eleição presidencial de 2026, com apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

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As duas sessões realizadas no teatro tiveram ingressos esgotados, segundo os organizadores. O encontro contou com a presença do ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos), dos vereadores do Recife Gilson Machado Filho (Podemos) e Thiago Medina (PL), além da deputada federal Clarissa Tércio (PP) e do diretor do filme, Doriel Francisco.

Antes da exibição, Gilson Machado Filho puxou coro de “Fora, João”, em referência ao ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador, enquanto apoiadores respondiam em uníssono. Em seguida, o vereador afirmou ao público:

“Bolsonarista se cria em Pernambuco sim”.

Ainda antes do início do filme, houve a execução do hino nacional brasileiro, gritos contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um vídeo do senador Flávio Bolsonaro foi exibido no telão, com agradecimento ao público presente. 

Emocionado, Gilson Machado diz que filme traz “lado humano” de Bolsonaro

Em discurso antes da exibição, Gilson Machado se emocionou ao falar da relação com Jair Bolsonaro, das investigações às quais responde após ter integrado o governo do ex-presidente e do significado político do documentário para os apoiadores bolsonaristas.

“A pior sensação do mundo, minha gente, é você ir para casa com a sensação de que está pagando por algo que você não fez. Me levaram para um presídio, me botaram numa cela, pelo fato de eu ter sido ex-ministro de Bolsonaro. Não acharam nada. Corrupção? Durmo com a cabeça tranquila”, afirmou.

Gilson disse ainda que Bolsonaro sofre com a impossibilidade de percorrer o país como fazia anteriormente e afirmou que o grupo político vive um momento de “sede de justiça”.

“Eu sei que ele está sofrendo, eu sei que ele queria estar rodando esse país, sendo recebido por todos. E a nossa sede de justiça é muito grande. Nada melhor do que a gente dar uma resposta esse ano. Eles já ultrapassaram todos os limites e apenas a nossa união é que vai nos tirar desse caminho que a gente está hoje”, declarou.

Ao comentar o documentário, o ex-ministro afirmou que a produção pode mudar a percepção de pessoas que rejeitam Bolsonaro, justamente por mostrar bastidores e aspectos pessoais do ex-presidente.

“Quem não gosta de Bolsonaro vai começar a gostar. Vai ver o lado humano de Jair Messias Bolsonaro, do qual eu conheço”, disse.

Gilson também relatou ter se emocionado durante a pré-estreia realizada anteriormente em Florianópolis e afirmou que o diretor do filme recuperou episódios marcantes de sua convivência com Bolsonaro, inclusive momentos anteriores ao atentado sofrido pelo então candidato durante a campanha presidencial de 2018.

“Eu nunca chorei tanto no cinema. Ele foi buscar no detalhe situações que ocorreram entre eu e ele, inclusive um dia antes da facada”, afirmou.

No encerramento da fala, Gilson reafirmou fidelidade política ao ex-presidente e disse continuar defendendo Bolsonaro mesmo após medidas cautelares impostas contra ele.

“Eu não sou conservador, eu não sou de direita, eu sou bolsonarista”, enfatizou.

“Sou bolsonarista raiz, com muito orgulho. Estou aqui de cautelar até hoje, meus bens apreendidos, meu passaporte apreendido, tendo que estar no juiz de 15 em 15 dias, mas a coragem não se fez ausente aqui”, complementou.

Clarissa Tércio cita possível chapa com Flávio Bolsonaro

Durante o evento, Clarissa Tércio comentou as especulações sobre uma possível composição como vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026.

A deputada afirmou que recebe “com alegria” as menções ao seu nome e disse estar à disposição do grupo político bolsonarista.

“Recebo sempre com alegria, com muita honra, sabendo que isso é fruto do nosso trabalho e que a gente tem sido fiel às pautas do nosso presidente Bolsonaro”, declarou Clarissa ao JC.

Clarissa também afirmou que, caso seja convocada, está preparada para disputar a eleição.

“Se for para ajudar, se for para contribuir com a eleição do presidente que eu acredito que vai transformar a história do nosso Brasil, eu estou pronta, já nasci pronta”, disse.

A parlamentar associou a possível composição à continuidade do legado político de Bolsonaro e à defesa de pautas conservadoras ligadas à família e aos costumes.

Organizadores falam em “boicote” de cinemas

Durante entrevista ao JC antes da sessão, Gilson Machado afirmou que as duas exibições tiveram ingressos esgotados “em tempo recorde” e defendeu que o documentário seja exibido em cinemas comerciais do Estado.

“Esse filme mostra a história de um presidente da República, desde o seu nascimento até sua eleição em 2018 e sua saída em 2022. Daqui a 100 anos vão falar da história do presidente Bolsonaro e do que nós estamos vivendo hoje”, afirmou.

Já Gilson Machado Filho afirmou que houve dificuldade para conseguir espaço em salas de cinema no Recife e classificou a situação como um “boicote”. Segundo ele, o Teatro Beberibe foi o único equipamento que aceitou sediar a pré-estreia na capital.

“A gente tentou em diversos cinemas aqui. Infelizmente o filme foi boicotado nos outros cinemas. O único local que abriu as portas para a gente foi o Teatro Beberibe”, declarou.

O vereador também afirmou que o documentário pretende mostrar “quem realmente é o presidente Bolsonaro” e disse acreditar que a produção pode mudar a percepção de pessoas que têm rejeição ao ex-presidente.

Diretor fala em “novo momento” do audiovisual conservador

Diretor do documentário, Doriel Francisco classificou o lançamento como um marco para produções conservadoras no audiovisual brasileiro.

“É a primeira vez que um filme brasileiro de direita, conservador, está indo para o cinema com repercussão tão boa”, afirmou.

Ele também criticou grandes redes de cinema por não exibirem o longa e alegou resistência do mercado audiovisual a conteúdos ligados à direita.

“Algumas redes já falaram que não queriam porque era um filme bolsonarista”, disse.

Segundo Doriel, o filme entra oficialmente em cartaz no dia 14 de maio e já conta com exibições confirmadas em grupos médios e pequenos de cinema pelo país.

O diretor afirmou ainda que o documentário foi produzido sem recursos públicos ou privados de incentivo cultural.

Direita mira ampliação de votos em Pernambuco

Thiago Medina afirmou que Pernambuco registrou crescimento da votação de Bolsonaro entre 2018 e 2022 e disse que o objetivo da direita local é ampliar o desempenho eleitoral do grupo no próximo pleito.

“Nosso objetivo é fazer Flávio Bolsonaro ter mais voto que o pai dele teve aqui em 2022”, declarou o vereador.

Segundo Medina, a exibição do documentário também funciona como instrumento de mobilização política do eleitorado conservador no Estado.






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