Taxa das blusinhas expõe a demagogia do lulismo. E vai tirar empregos

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Taxa das blusinhas expõe a demagogia do lulismo. E vai tirar empregos


Fim da taxa das blusinhas expõe omissão política e empresarial diante de uma decisão que pode atingir empregos e pequenos negócios.



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O Brasil tem um problema para resolver há muitos anos que é o de políticas públicas de ocasião, feitas sem planejamento de longo prazo. Mas o governo Lula (PT) inaugurou algo ainda mais absurdo e contraproducente para o desenvolvimento de um país: a política pública volátil.

A gestão petista, sem muita discussão na opinião pública, decidiu acabar com a “taxa das blusinhas”. Já é um flagrante de instabilidade digno de uma “republiqueta de bananas” quando um governo derruba medidas aprovadas em outro governo, mas este não é o caso. A tributação criada para segurar a entrada de produtos chineses no Brasil e proteger empregos em regiões pobres como o Polo de Confecções do Agreste, em Pernambuco, entre outros, foi criada na própria gestão do petista, num momento em que ele precisava melhorar a arrecadação.

Agora, de olho nas eleições, encurralado por pesquisas que mostram sua popularidade em baixa, buscando qualquer saída para tentar salvar o governo pífio que conduziu desde 2023, ele retira o tributo e libera tudo para facilitar a entrada do poderoso governo chinês em uma concorrência contra as costureiras pobres de cidades como Toritama, Santa Cruz e Caruaru, entre outras muitas pelo Brasil.

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Elas acordam cedo todo dia para trabalhar numa máquina e produzir peças que até podem ter mais qualidade que as chinesas, mas cujo custo é maior porque o próprio governo brasileiro, a facilitar a entrada dos chineses, impõe alta tributação ao mercado regional.

É uma máscara caindo, demonstrando que as prioridades do governo petista sempre estiveram muito mais alinhadas com a demagogia e o pragmatismo privado e partidário do que com a sobrevivência dos mais humildes.

Estes, pelo visto, os pobres, só servem quando servem.

Arrecadação

Serviram quando o governo Lula estava precisando de dinheiro para equilibrar as contas. E aí o discurso se tornou responsável, preocupado com os produtores de confecção nos polos têxteis do Brasil. “Vamos proteger os empregos”, era a toada.

O problema na época era que o governo Lula queria dinheiro para cobrir rombos e bancar programas sociais, também com o objetivo de conseguir mais votos.

Lula e sua equipe arrecadaram bastante: só em 2025 foram R$ 3,5 bilhões segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria. Mas a popularidade não subiu. Agora, precisando de votos, é preciso liberar os produtos chineses e agradar um público que, ele espera, volte a gostar dele até outubro e o reeleja.

Matemática

A derrubada da taxa é uma estupidez matemática. O cálculo feito pela mesma CNI é que a taxa impediu, só em 2025, que cerca de R$ 4,5 bilhões em compras fossem para a China, ficando no Brasil. Esse aquecimento preservou cerca de 135 mil empregos, que podem acabar sendo descartados agora.

Em 2024, 179,1 milhões de remessas de produtos chegaram ao País por meio do Remessa Conforme, que é o mecanismo utilizado pelos chineses para desaguar seus produtos. Em 2025, com a taxa o ano todo em vigor, o número caiu para 159,6 milhões, numa retração de 10,9%.

Ou seja, apenas pouco mais de 10% das compras deixaram de ser realizadas por causa da taxa e 90% do volume seguiu sem interrupção. A taxa, neste mesmo período, gerou um aquecimento de R$ 4,5 bilhões na economia e arrecadação de R$ 3,5 bilhões. Significa que o impacto, só no mercado nacional foi de R$ 450 milhões para cada ponto percentual das mercadorias chinesas que deixaram de entrar e R$ 350 milhões na arrecadação.

Isso mostra que a indústria nacional é capaz de absorver demanda e gerar riqueza para o país e para o governo, enquanto gera empregos e se financia para ser mais moderna e competir melhor no mercado internacional.

Mostra também que um governo populista, preocupado apenas com a reeleição, pode ser matematicamente estúpido com uma facilidade tremenda. Basta cair nas pesquisas.

Omissão

É necessário também pontuar a inação absurda dos empresários do setor, dos parlamentares pernambucanos, dos prefeitos da região e do governo de Pernambuco também nesse ponto. A falta de capacidade de articulação, a ausência de um movimento que exerça pressão sobre o governo federal e leve essas contas feitas aqui nesta coluna (entre outras muitas) ao Palácio do Planalto é um flagrante de como todos esses grupos também parecem estar preocupados apenas com as próximas eleições.

Deputados estaduais da região passaram os últimos meses preocupados em brigar com o Governo ou contra o Governo na Alepe. Deputados federais andam mais preocupados em carregar dinheiro de emendas de um lado para o outro do que em discutir os problemas do estado que os dá o cargo para que carreguem emendas de um lado para o outro. Servem para quê, então?

O Governo de Pernambuco também falhou. Não apenas por não agir diretamente, mas também por não mobilizar os empresários e as bancadas de parlamentares. Isso é papel do Palácio do Campo das Princesas. Todo mundo sabia que isso vinha sendo discutido como decisão a ser tomada em curto prazo para ter efeito eleitoral. E é dever de toda a classe política estar vigilante pela saúde financeira deste estado, que já sobrevive à custa de muito sacrifício. Todos são culpados.

Desarticulação

E o que dizer dos empresários, das federações e confederações, associações comerciais do estado e dos municípios? O que dizer dos sindicatos dos trabalhadores dessa área? Se grupos assim não cerram fileiras para lutar por interesses tão urgentes, correm o risco de se transformar em meros clubes de fim de semana. E acredito que este não deva ser o propósito.

É impressionante a desarticulação do setor com algo tão sério. Já há algumas semanas o Sistema Jornal do Commercio vem buscando personagens e entidades do polo têxtil para saber como anda essa mobilização. E a impressão é que um não tem nem o telefone do outro. Esperar mobilização seria um sonho.

E ninguém está aqui falando de postagem em rede social, mas de pressão legítima desses grupos de interesse. Deveria ser simples, mas é como se todo mundo tivesse desaprendido sobre como se comportar.

Quando quem deveria proteger está dormindo, os que não tem como se defender são os que mais sofrem. Todo o caldo descrito acima, neste texto, vai terminar sobre a cabeça dos que perderão empregos na cadeia produtiva de confecção. E não são apenas as costureiras. Só em Pernambuco, no Agreste, 160 mil pessoas visitam as cidades fazendo compras., toda semana. Essas pessoas comem, dormem e garantem a movimentação financeira de milhares de pequenos e grandes negócios. Isso vai ser afetado. Parabéns aos envolvidos.






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