Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, irritam o trato gastrointestinal e comprometem a qualidade de vida
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Dor abdominal frequente, diarreia persistente, sangue nas fezes, perda de peso e cansaço extremo são sintomas que muitas pessoas costumam atribuir a problemas passageiros. Mas essas manifestações podem, na verdade, indicar doenças inflamatórias intestinais (conhecidas pela sigla DIIs). São condições crônicas cuja incidência tem aumentado no Brasil e ainda enfrentam desinformação e demora no diagnóstico.
Neste Maio Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais, especialistas reforçam o alerta para a importância de reconhecer os sinais precocemente e buscar acompanhamento médico especializado.
Dados compilados pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia, com base no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que as internações por doenças inflamatórias intestinais aumentaram 61% no Brasil nos últimos dez anos.
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O avanço pode estar relacionado tanto ao crescimento da incidência quanto às dificuldades no diagnóstico e no tratamento contínuo dos pacientes.
Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa
As doenças inflamatórias intestinais são doenças crônicas que provocam inflamações no trato gastrointestinal e podem comprometer significativamente a qualidade de vida. Entre as formas mais comuns, estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.
Segundo a gastroenterologista Carolina Pereira, da Clínica Endogastro, um dos maiores desafios ainda é fazer com que os pacientes reconheçam que os sintomas não são normais.
“Muitas pessoas convivem durante anos com desconfortos intestinais antes de procurar ajuda. Em alguns casos, o paciente passa repetidamente por emergências e consultórios até conseguir fechar o diagnóstico”, explica Carolina.
A especialista destaca que a doença de Crohn pode atingir qualquer parte do sistema digestivo e comprometer todas as camadas da parede intestinal, enquanto a retocolite ulcerativa afeta principalmente o intestino grosso e a mucosa intestinal.
“Essa diferença é importante porque interfere diretamente no tratamento e no acompanhamento de cada paciente”, afirma.
“Em alguns casos de doenças intestinais crônicas, o paciente passa repetidamente por emergências e consultórios até conseguir fechar o diagnóstico”, explica a gastroenterologista Carolina Pereira – DIVULGAÇÃO
Além do sistema digestivo: doenças também afetam saúde mental
As doenças inflamatórias intestinais também podem provocar manifestações fora do sistema digestivo, como dores nas articulações, alterações na pele, fadiga intensa e impacto emocional, principalmente devido às crises recorrentes e às limitações na rotina.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- diarreia persistente
- dores e cólicas abdominais
- sangue nas fezes
- perda de peso sem explicação
- fadiga constante
- urgência para evacuar
Impactos na qualidade de vida
Conviver com uma doença intestinal crônica exige adaptações constantes. Os impactos vão além dos sintomas físicos e atingem diretamente o bem-estar emocional e social.
“É comum que pacientes desenvolvam ansiedade e depressão. O medo de crises e as limitações impostas pela doença afetam a rotina, o trabalho e a vida social”, afirma Carolina Pereira.
A alimentação também desempenha papel importante no controle dos sintomas. “Não existe uma dieta padrão, mas é essencial identificar alimentos que desencadeiam crises e manter hábitos saudáveis. O acompanhamento nutricional é um aliado importante.”
De acordo com Carolina Pereira, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações, reduzir internações e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.
“O tratamento evoluiu muito nos últimos anos e hoje existem abordagens capazes de controlar a inflamação e proporcionar mais qualidade de vida. Mas a informação ainda é uma das principais ferramentas para que o paciente chegue mais cedo ao diagnóstico”, ressalta.
Exames são fundamentais para confirmação
O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. A colonoscopia é considerada o principal método.
“A colonoscopia permite visualizar o intestino por dentro e realizar biópsias, o que é fundamental para confirmar o diagnóstico”, explica Carolina Pereira. “Mas ela não atua sozinha. Precisamos de um conjunto de exames para entender a doença como um todo.”
Entre os exames mais utilizados, estão colonoscopia com biópsia, exames de sangue como hemograma, proteína C reativa e VHS, exames de fezes incluindo a calprotectina fecal, tomografia computadorizada, ressonância magnética, enterografia, endoscopia digestiva alta e cápsula endoscópica.
“Cada exame tem um papel específico. O diagnóstico não é feito com base em um único resultado, mas sim na soma de evidências clínicas e laboratoriais”, reforça a médica.
Preconceito, tabu e invisibilidade
Apesar dos avanços no tratamento, o preconceito ainda é uma barreira significativa. Por envolver sintomas considerados íntimos, muitos pacientes evitam falar sobre a doença.
No caso da doença de Crohn, o constrangimento pode ser ainda maior quando há comprometimento da região ano-retal, com formação de fístulas perianais. A vergonha e o tabu associados a esse quadro fazem com que muitos pacientes silenciem seus sintomas e adiem a busca por ajuda especializada.
“Existe um tabu em torno das doenças intestinais. Muitos pacientes sofrem em silêncio, principalmente porque, fora das crises, a doença não é visível”, diz Carolina Pereira. “Isso dificulta a compreensão por parte da sociedade e até no ambiente de trabalho”, complementa.
A médica reforça a necessidade de empatia. “É fundamental promover inclusão e acolhimento, especialmente no ambiente profissional, onde pequenas adaptações podem fazer grande diferença.”
Tratamentos evoluem e ampliam perspectivas
Embora não tenham cura, as doenças inflamatórias intestinais contam com diversas opções de tratamento que permitem controle e qualidade de vida.
“Hoje dispomos de medicamentos anti-inflamatórios, imunossupressores e terapias biológicas que têm revolucionado o tratamento. Em alguns casos, a cirurgia também pode ser necessária”, explica Carolina Pereira.
Ela ressalta que o acompanhamento contínuo é indispensável. “Mesmo em períodos sem sintomas, o paciente precisa manter o seguimento médico. O controle adequado evita complicações e melhora a evolução da doença”, finaliza.


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