Paulista amplia Caminhada de Ogum com oficinas e debate sobre racismo religioso

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Paulista amplia Caminhada de Ogum com oficinas e debate sobre racismo religioso


Iniciativa do terreiro Ilê Asé Omo Ogundê chega à 11ª edição com programação gratuita de 12 a 26 de abril; oficinas de dança e percussão abrem o ciclo

Por

JC


Publicado em 11/04/2026 às 17:55



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A cidade do Paulista, na Região Metropolitana do Recife, recebe neste domingo (12) a programação da 11ª Caminhada de Ogum. Este ano, o evento expande seu cronograma habitual de cortejo para um ciclo de atividades que se estende até o dia 26 de abril, incluindo oficinas formativas, debates sobre direitos religiosos e apresentações culturais.

Realizada pelo Ponto de Cultura Ilê Asé Omo Ogundê, a iniciativa visa ocupar o espaço público com tradições de matriz africana. Todas as atividades são gratuitas e as inscrições para as oficinas de capacitação já estão abertas através das redes sociais da instituição.

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Formação cultural e oficinas

As atividades começam com foco na transmissão de saberes tradicionais. As oficinas de percussão afro-brasileira e dança dos orixás ocorrem nos dias 12, 15 e 22 de abril na sede do terreiro, no Centro de Paulista.

  • Percussão: ministrada por Natalício Sales, aborda ritmos como afoxé, maracatu e toques de orixás com instrumentos tradicionais (atabaques e alfaias).
  • Dança: conduzida por Ana Paula Santana, trabalha os movimentos e arquétipos das divindades africanas.
  • Certificação: os participantes com 75% de frequência receberão certificado e poderão integrar o corpo artístico do cortejo final.

Para o idealizador da caminhada, o Bàbálorixá Hypolito de Ogum, a expansão da agenda reflete o papel social do terreiro.

“A Caminhada de Ogum nasce de um lugar de fé, mas também da necessidade de ocupar a rua, de mostrar que a nossa religião existe, resiste e tem direito de estar presente nos espaços da cidade. Ao longo dos anos, ela foi crescendo junto com a comunidade, e hoje esse crescimento se reflete nessa ampliação da programação”, diz.

“As oficinas, a roda de diálogos e o samba fortalecem ainda mais esse encontro, porque não é só caminhar, é também compartilhar saber, cultura e vivência. É um movimento de resistência, mas também de construção coletiva”, completa.

Debate sobre racismo religioso

No dia 23 de abril, data em que se celebra Ogum no sincretismo com São Jorge, a programação foca na defesa de direitos. A roda de diálogo “Racismo Religioso: Reconhecer, Nomear, Denunciar” reunirá especialistas no Ilê Asé Omo Ogundê a partir das 12h.

O debate contará com a participação da professora Tereza Luiza de França, da advogada criminalista Tatiane Pereira, da professora Débora Nascimento e da historiadora Juliane Lima. O objetivo é orientar comunidades de terreiro sobre proteção jurídica e canais de denúncia contra intolerância.

Cortejo e encerramento

O encerramento da programação ocorre no domingo, 26 de abril, com a tradicional caminhada pelas ruas do Centro.

O cronograma do último dia prevê:

  • Concentração: praça do Casarão;
  • Cortejo: saída em direção ao Centro de Paulista com o Balé de Ogum e o Maracatu Encanto do Pina;
  • Chegada: recepção pelo Afoxé Povo de Ogunté no Ilê Asé Omo Ogundê;
  • Samba de Ogum: show com Mari’s do Samba, Layde do Banjo e participação de Karynna Spinelli.

O projeto conta com incentivo do governo de Pernambuco, via Funcultura, e apoio da prefeitura do Paulista. O terreiro organizador, fundado em 2003, foi oficialmente reconhecido como Ponto de Cultura em 2025, consolidando sua atuação na preservação do Candomblé Nagô e da Jurema Sagrada na região.






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