Censo Escolar 2025: Decisão judicial evita perda de R$ 78 milhões para a educação de Pernambuco

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Censo Escolar 2025: Decisão judicial evita perda de R$ 78 milhões para a educação de Pernambuco


Procuradoria Geral do Estado conseguiu uma decisão liminar para correção de dados de mais de 46 mil matrículas de tempo integral no Estado

Por

JC


Publicado em 11/04/2026 às 9:22
| Atualizado em 11/04/2026 às 10:39



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A Justiça Federal em Pernambuco determinou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reabra o sistema Educacenso 2025 para correção de dados de mais de 46 mil matrículas de tempo integral no Estado. A correção poderá evitar um prejuízo estimado em mais de R$ 78 milhões à educação estadual.

E mais: a abertura do sistema tem que acontecer em até 72 horas e o Estado tem o prazo de cinco dias úteis para realizar os ajustes após a reabertura. A 10ª Vara Federal em Pernambuco atendeu ao pedido da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) para a retificação de informações de 157 escolas da rede estadual.

A ação judicial foi motivada pela identificação de uma falha técnica durante a migração de dados entre o Sistema de Informações Educacionais de Pernambuco (SIEPE) e o Educacenso. Esse erro sistêmico resultou na classificação incorreta de 46.081 matrículas de tempo integral, que foram registradas como sendo de tempo parcial, afetando diretamente 1.328 turmas.

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Segundo a PGE, a inconsistência ocorreu porque o processo de migração considerou apenas os dados da Formação Geral Básica (FGB), omitindo os Itinerários Formativos que compõem a carga horária do ensino integral.

A PGE também alega que, caso a correção não fosse autorizada – e de fato aconteça, porque a decisão é liminar (provisória) e cabe recurso por parte do Inep -, a rede estadual sofreria uma redução drástica nos repasses do Fundeb, com um impacto financeiro calculado em R$ 78.777.828,31 ao longo do ano de 2026.

TENTATIVA DE ACORDO ANTES DA JUSTIÇA


BETO DLC / JC IMAGEM

Liminar obriga o Inep a reabrir o sistema Educacenso para correção de dados de mais de 46 mil matrículas de tempo integral em Pernambuco – BETO DLC / JC IMAGEM

O Estado demonstrou que a situação foi agravada por mudanças operacionais implementadas pelo próprio Inep no Censo Escolar de 2025. E antes de recorrer à Justiça, Pernambuco tentou solucionar o problema administrativamente, mas o pedido de retificação foi negado pelo Inep.

“Ao analisar o caso, o Judiciário reconheceu a urgência da medida e a necessidade de preservar a fidedignidade dos dados estatísticos para resguardar o direito à educação e garantir que os recursos financeiros reflitam a realidade das escolas pernambucanas”, afirma a PGE no material divulgado oficialmente.

FALHA FOI IDENTIFICADA PELO ESTADO

A falha técnica dos dados do Inep foi identificada pela Secretaria de Educação e alertada pelo secretário estadual da pasta, Gilson Monteiro, em matéria da Coluna Enem e Educação, sobre a queda de 45.299 matrículas na educação básica de Pernambuco entre 2024 e 2025, seguindo a tendência nacional apontada pelo Censo Escolar 2025.

O secretário explicou que parte da queda registrada decorreu de erro na inserção de dados referentes à carga horária em 155 escolas da rede estadual – agora esse número foi atualizado para 157.

“O Inep começou a fazer uma avaliação por hora-aula, e até 2024 nós fazíamos a inserção por turno. Então, quando passa para a carga horária, a situação que coloquei de ‘semi-integral’, por exemplo, existiu, e isso fez com que o Inep não verificasse a hora-aula completa”, explicou Monteiro.

E seguiu: “Não verificando de forma integral, o sistema acabou classificando como regular. Então isso gerou parte dessa queda. Nós já acionamos o Inep e mostramos o erro de inserção manual no sistema em 155 escolas, e isso é representativo”, afirmou, antes de o Inep negar o pedido de revisão e o Estado acionar a Justiça.

 






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