Mudanças no Minha Casa, Minha Vida podem beneficiar mais de 1 milhão de famílias em Pernambuco

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Mudanças no Minha Casa, Minha Vida podem beneficiar mais de 1 milhão de famílias em Pernambuco


Estudo aponta que o aumento do limite de renda amplia o acesso a juros reduzidos e impulsiona o mercado da construção civil na região



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A recente atualização nas regras do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida trouxe uma nova perspectiva para o sonho da casa própria em Pernambuco. Um estudo elaborado pela BCB Inteligência, em parceria com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (ADEMI-PE), revelou que as alterações de limite de renda impactam aproximadamente 1.079.000 famílias no estado, garantindo acesso a financiamentos mais baratos e novos subsídios.

Segundo Bruno Cantalupo, CEO da BCB Inteligência, as mudanças geraram uma movimentação em cascata dos beneficiários, permitindo que milhares de pessoas descessem para faixas com maiores incentivos governamentais.

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O que muda nas faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida?

A alteração mais significativa ocorreu nas faixas iniciais, permitindo um aumento de aproximadamente 12% no limite de renda do principal grupo beneficiado. As faixas atuais ficaram definidas da seguinte forma.

Faixa 1: Destinada a famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 3.200 (o limite anterior era de cerca de R$ 2.850). Essa mudança englobou entre 30 mil e 33 mil famílias pernambucanas que antes estavam na Faixa 2. Nesta categoria, os juros são quase que totalmente subsidiados, ficando em torno de 4% a 4,25% ao ano na região Nordeste, e o comprador pode conseguir um subsídio federal de até R$ 55.000. Além disso, em Pernambuco, os beneficiários podem acumular um aporte extra de R$ 20.000 através do programa estadual Morar Bem.

Faixa 2: Engloba famílias com renda bruta mensal de R$ 3.200 até R$ 5.000.

Faixa 3: Atende famílias com ganhos de R$ 5.000 até R$ 9.600.

Faixa 4: Para quem tem renda familiar de R$ 9.600 até R$ 13.000.

Como solicitar o financiamento e garantir os subsídios?

Para dar início ao processo de compra da casa própria, a família precisa, primeiramente, reunir os comprovantes de renda familiar (como contracheques de CLT ou comprovantes de aposentadoria) para garantir que não ultrapassam o teto da faixa desejada.

O caminho recomendado é procurar um corretor de imóveis ou uma construtora para encontrar os empreendimentos que se enquadram nos critérios do programa e submeter a aprovação de crédito junto à Caixa Econômica Federal.

A Caixa Econômica Federal trabalha com um teto de comprometimento financeiro de até 1/3 (um terço) da renda familiar. Isso significa que uma família que ganha R$ 3.000 poderá pagar uma parcela de, no máximo, R$ 1.000. Contudo, devido à alta quantidade de subsídios disponíveis para a Faixa 1, é muito provável que as parcelas mensais acabem sendo significativamente menores do que esse limite.

Impacto positivo na construção civil de Pernambuco

As novas regras do programa não beneficiam apenas os compradores, mas também trazem um respiro financeiro para a indústria da construção civil. Com mais de 600 mil famílias pernambucanas concentradas entre as faixas 2 e 3, a migração para limites com juros menores aumenta consideravelmente o poder de compra da população.

Esse poder de compra aprimorado ajuda a compensar a alta constante nos custos dos insumos de construção, como concreto, aço e reajustes salariais do setor. Como a maior parte do estoque de lançamentos imobiliários na Região Metropolitana se concentra hoje na Faixa 2, o mercado ganha uma nova e vasta gama de potenciais clientes.

Os desafios de construir no Recife e a expansão para a Região Metropolitana

Apesar de a capital pernambucana contar com cerca de 442 mil famílias que poderiam ser beneficiadas, a construção de novos projetos do Minha Casa, Minha Vida no Recife ainda esbarra em obstáculos logísticos.

Diferente de cidades vizinhas como João Pessoa, que possui relevo favorável e grande alavancagem em construções habitacionais, o Recife sofre com a falta de terrenos adequados e diversas restrições em áreas da União. Esses fatores dificultam a aprovação de financiamentos e a liberação de subsídios por parte da Caixa Econômica.

Como resultado, a última década foi marcada por uma expressiva migração de novos empreendimentos habitacionais para municípios da Região Metropolitana, como Paulista, Camaragibe, São Lourenço da Mata e Jaboatão dos Guararapes. A atenção do poder público é necessária para criar soluções que permitam aos recifenses continuarem morando na própria cidade.






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