Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de filho de Lula; base governista apresenta versão alternativa isentando Lulinha

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Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de filho de Lula; base governista apresenta versão alternativa isentando Lulinha


Fim melancólico da CPMI do INSS. Oposição apresenta queixa-crime contra Gilmar Mendes, ministro do STF, enquanto o MDB está “puto” da vida com Lula

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 27/03/2026 às 22:39
| Atualizado em 27/03/2026 às 22:53



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O TEATRO DE LULA, ONTEM
Para salvar seu filho, Luís Fábio, o Lulinha, de ser indiciado na CPMI do INSS, o presidente da República exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT), que reassumiu sua cadeira no Senado e viabilizou um voto contra o relatório que pede o indiciamento do filho do presidente e de outras 215 pessoas.

POR QUE VOLTOU?
A volta de Fávaro ao Senado foi imediatamente providenciada pelo Palácio do Planalto, depois que sua suplente, a senadora Margareth Buzetti (PP-MT), anunciou apoio ao relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). Titular na CPMI, Margareth deixa o mandato no Senado, e o petista Beto Faro (PA) assume sua vaga na comissão para votar contra o relatório.

LULA, OUTRO DIA
18 de dezembro de 2025, às 11h40. Lula tomava café da manhã com os jornalistas do Comitê de Imprensa do Planalto e foi questionado sobre as investigações de uma suposta parceria entre Lulinha e o “Careca do INSS”, este apontado como arquiteto do plano que teria desviado estimados R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas da Previdência.
— Muitas das coisas estão em segredo de Estado. Já li notícias e tenho dito a ministros e à CPI que é importante ter seriedade, que se possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado — afirmou o presidente.

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BOLSONARO & LULA
Em pé de igualdade, os dois governos aparecem com um ministro cada com pedido de indiciamento por “não terem tomado medidas eficazes” para impedir o desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS: José Carlos Oliveira, que foi ministro da Previdência no governo Bolsonaro (PL), e Carlos Lupi, na gestão petista.

OPOSIÇÃO VAI PARA CIMA DE GILMAR
O PL apresentou queixa-crime contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por declarações “caluniosas”, segundo a oposição, durante julgamento que derrubou a prorrogação da CPMI.

SEM PAPAS NA LÍNGUA
Na quinta-feira (26), durante julgamento no STF, Gilmar Mendes fez duras críticas à CPMI pelo vazamento de dados do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
— O problema maior é depois a falta total de escrúpulo. Porque se divulga, confiando na impunidade. Há pessoas já idosas, com mais de 60 anos, entrando na sala-cofre [do Senado] para depois ficar contando coisas que nada têm a ver com a investigação — disse Gilmar Mendes.

O QUE RESTOU DO MDB…
…anda “emputecido”, como disse à coluna um dirigente do partido, depois das críticas de Lula ao governo do presidente Michel Temer (MDB).
— Ele [Lula] trata a gente como aliado quando lhe interessa, mas, nos comícios, diz absurdos que deixam “emputecido” o bom e velho MDB, afirmou.

PENSE NISSO!
Imagine a seguinte cena:
1º ato – Disputa no 1º turno para presidente da República. De um lado, por ordem alfabética, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pendurado na porta de um Opala “caindo aos pedaços”. Do outro, Lula, empurrando, para cima e para baixo, um andador.

Ambientação – O pátio de uma escola pública, deteriorada, como a maioria. Pais, alunos, educadores e duas merendeiras assistem ao derradeiro debate dos presidenciáveis.

2º ato – Tema: Deus me livre.
Uma senhora na plateia, devidamente escolhida para fazer uma pergunta a cada candidato, levanta o braço e fica com a mão esticada. Ninguém dá bola para Dona Neusa.

— “Frávio”, diz Lula, “tu tem cara de santo, mas de bobo tu num tem é nada. Tu só escapou das rachadinha porque teu pai mexeu os pauzinhos. Quando ele tinha, mexe daqui, mexe de lá, teu processo foi arquivado, e tu sai cantando vitória. Tu dorme satisfeito?”

Enquanto isso, Dona Neusa segue com o braço levantado.

— Lula — retruca o filho mais velho dos Bolsonaros — você, os governos do PT e os dirigentes da Petrobras, nomeados por vocês, estiveram todos envolvidos no maior esquema de corrupção. A Lava Jato só parou, e você só saiu da prisão, porque o STF arreganhou para o seu lado.

Nisso, Dona Neusa, suando feito uma mãe de santo, grita:
— Parem! Deixem eu falar!
O mediador, que antes mesmo de começar o debate já havia tomado posição, tira do bolso do jaleco um apito e faz um som ensurdecedor. Lula quase não ouve, Flávio ignora, e ele apita mais uma vez.

— Com a palavra a excelentíssima senhora Dona Neusa. A palavra está com a senhora.

— Eu só quero saber quem roubou meu celular!

3º e último ato – O comboio presidencial parte rapidamente para o Palácio da Alvorada, enquanto o Chevrolet Equinox, com placa de bronze escrita “Senador da República”, segue rumo à QI 24, no Lago Sul, em Brasília.

No dia seguinte, Lula vota em São Paulo e Flávio no Rio de Janeiro.

Pense nisso!






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