Gino Paoli, um dos principais nomes da canção italiana no século 20, morreu aos 91 anos. A notícia foi confirmada pela família em comunicado enviado à agência Ansa. A causa da morte não foi informada.
Nascido em 23 de setembro de 1934, Paoli mudou-se ainda criança para Gênova. Foi ali que, já jovem, se aproximou de um grupo de artistas que redefiniria a música italiana nas décadas seguintes. Ao lado de nomes como Luigi Tenco, Bruno Lauzi e Umberto Bindi, integrou a chamada Escola Genovesa, movimento que introduziu uma escrita intimista e poética na canção popular.
Entre suas composições mais conhecidas estão “Il cielo in una stanza”, “La gatta”, “Sapore di sale” e “Senza fine”. No Brasil, algumas dessas canções ganharam nova projeção ao integrarem trilhas de produções de TV. Esse é o caso de “Senza fine”, presente na minissérie “Anos Rebeldes” (1992), e “Me in tutto il mondo”, associada à personagem Helena Roitman na versão original de “Vale Tudo” (1988).
A vida pessoal de Paoli foi marcada por episódios turbulentos. Nos anos 1960, enfrentou problemas com álcool e outras substâncias. Em 1962, envolveu-se em um acidente de carro que resultou na morte do guitarrista Victor Van der Faber. No ano seguinte, tentou suicídio com um disparo no peito. Sobreviveu, mas carregou pelo resto da vida a bala alojada próxima ao coração.


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