O risco do eleitor decidir corrigir no voto os equívocos do STF que não consegue melhorar imagem perante sociedade

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O risco do eleitor decidir corrigir no voto os equívocos do STF que não consegue melhorar imagem perante sociedade


STF não consegue sair do noticiário e vira ator um político que ameaça entrar no cenário eleitoral como referendo para afastamento de ministros



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No último dia 2 de fevereiro, por ocasião da abertura dos trabalhos do ano judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, surpreendeu alguns de seus colegas quando disse que “O Brasil tem lições de democracia a oferecer, porque preservou suas eleições sem ruptura e com respeito à Constituição”.

Disse ainda que o momento histórico é “também de ponderações e de autocorreção”. E que a “hora de um reencontro com o sentido essencial da República, da tripartição real de Poderes e da convivência harmônica e independente, com equilíbrio institucional”. E concluiu dizendo que “a democracia constitucional traduz obrigações de prestação de contas e de memória.”

Voltar das ferias

Fachin precisou interromper suas férias uma semana antes no seu período de recesso para tentar debelar uma crise provocada por uma série de decisões do ministro Dias Toffoli, que assumiu a relatoria do caso Master e que, àquela altura, entrou em conflito aberto com a Polícia Federal.

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O ministro chegou a escolher peritos de sua confiança para periciar celulares apreendidos, bem como o recolhimento de provas ao seu gabinete, que, no recesso, tinha se convertido numa delegacia especial para ouvir os acusados do escândalo financeiro que levou à liquidação extrajudicial do banco liderado por Daniel Vorcaro.

Código de Ética

O discurso de Fachin, no qual anunciou que a ministra Carmem Lúcia tinha aceitado a relatoria da proposta de um Código de Ética, compromisso de minha gestão para o STF, foi mal-recebido pelos colegas. E agora, após as revelações do envolvimento do ministro da Suprema Corte no mesmo caso, tem chances próximas de zero de ser aprovado.

Entretanto, já faz algum tempo que o STF, ao contrário do que preconizou o presidente do STF no seu discurso, tem um forte protagonismo que, para Fachin, “tem seus ônus e efeitos para a legitimidade institucional”, e seus ministros precisam responder “pelas escolhas que fazem.”


Foto Antonio AugustoSTF

Sede do Supremo Tribunal Federal em Brasília. – Foto Antonio AugustoSTF

Relatório do Master

Toffoli, por exemplo, precisou ser gentilmente convencido a deixar a relatoria do caso Master, hoje nas mãos do ministro André Mendonça, e o ministro Alexandre de Moraes precisou dar explicações sobre conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro, no mesmo dia em que a instituição foi liquidada com uma série de telefones que começaram já às 7h30.
O STF já precisou emitir 13 notas oficiais por Alexandre de Moraes e Dias Toffoli para explicar suas relações com a instituição financeira, o que demonstra a gravidade e a atipicidade da situação. Em parte delas, o próprio STF foi quem assinou o documento, o que significa dizer que a Suprema Corte banca a proteção aos ministros.

Busca e apreensão

Na última quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou uma busca e apreensão pela Polícia Federal na residência de um jornalista do Maranhão sob o argumento de que ele publicara decorrente de acompanhamento de deslocamento do ministro na cidade de São Luís com um veículo do TJMA.

A decisão de Alexandre de Moraes ao recolher mídias do jornalista abre um perigoso precedente devido à garantia do sigilo da fonte e da liberdade de imprensa, assegurada na Constituição Federal, tema, aliás, tratado no discurso de Fachin como essencial para a democracia.


Arte JC

Percepção do brasileiro sobre a atuação do STF Pesquisa Quest março 2026 – Arte JC

Alto protagonismo

O protagonismo do STF se tornou um tema eleitoral, e isso já preocupa atores políticos quanto ao que isso pode impactar nas eleições de 4 de outubro, quando o eleitor estará escolhendo, além do presidente da República, governadores e deputados federais e estaduais, 54 senadores, renovando dois dos três representantes a que cada estado tem direito na federação.

O que começa a preocupar é o noticiário relacionado ao STF. Ou como está a percepção da população sobre a atuação dos ministros? Pesquisa Quest divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 49% dos brasileiros dizem que não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF) e 43% afirmam que confiam. Outros 8% não sabem ou não responderam. Ainda de acordo com o levantamento, 51% afirmam que o STF foi importante para manter a democracia.


Divulgação STF

Alexandre Moraes e Dias Toffoli no plenário do STF. – Divulgação STF

Fala de impeachment

Tem mais: Para 72%, o STF tem poder demais; 66% dizem que é importante votar em um candidato do Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF. Para 59% dos entrevistados, o Supremo é aliado do governo Lula.

O STF não deveria estar sendo objeto desse tipo de consulta. Especialmente nas vésperas das eleições gerais. Especialmente porque a presença no noticiário pode ser transformada em plataforma de campanha. Na verdade, já está no discurso na medida em que o controle do Senado se tornou meta da esquerda e da direita.

Sem ajudar

O problema é que o STF não colabora. Na verdade, desde o embate com o governo Jair Bolsonaro e dos inquéritos sobre o 8 de janeiro de 2023, a Suprema Corte começou a perder prestígio. Os fatos relacionados a Alexandre Moraes e Dias Toffoli estão agora relacionados aos aspectos negativos.

O risco ( e isso já não pode ser desconsiderado) é o de que o debate sobre as ações do STF se torne tão forte que chame a atenção do eleitor no sentido de ele próprio querer resolver a questão elegendo senadores abertamente favoráveis ao impeachment de ministros do STF. O que seja, qual for o resultado das urnas, já é um grave risco à própria democracia.


Divulgação

Pousada-Vila-Rica Pirenopolis Goias – Divulgação

 

Cidades com uma hospitalidade excepcional

Saiu a lista de destinos da premiação anual da Booking.com, o Traveller Review Awards, que reconhecem parceiros de viagem pelo serviço de alto nível e pelo compromisso com uma hospitalidade excepcional. A empresa lista os 10 destinos mais acolhedores do Brasil para 2026.

A cidade de Pirenópolis, que se destaca pelo conjunto arquitetônico do Centro Histórico e pela Igreja de Nossa Senhora do Rosário, está no topo. Camanducaia, na Serra da Mantiqueira, combina clima de montanha com áreas naturais preservadas. Também na Serra da Mantiqueira, Gonçalves atrai visitantes interessados em ecoturismo e fica em terceiro lugar. No Nordeste, só estão Porto de Pedras na Rota Ecológica dos Milagres, Imbassaí no litoral norte da Bahia e Mucugê (BA), no coração da Chapada Diamantina. Pernambuco não está na lista.

Solar pioneiro

O tradicional hotel Solar Porto de Galinhas, o primeiro hotel da então vila de pescadores do município de Ipojuca (PE), está completando 40 anos. Ao longo dos anos, o Solar expandiu sua estrutura para acompanhar a demanda turística. Hoje, é reconhecido como um clássico “pé na areia”, próximo à vila, com atmosfera acolhedora e perfil voltado ao lazer.

Atualmente, o hotel conta com 140 acomodações e o balneário reúne cerca de 20 mil leitos em meios de hospedagem e recebe aproximadamente 1,2 milhão de turistas por ano, atraídos pelas piscinas naturais, pela infraestrutura turística e pela oferta diversificada de experiências.


Divulgação

Solar de Portod e Galinhas – Divulgação

Economia Circular

Um grupo de 200 autoridades do Brasil, Costa Rica, Estados Unidos e Portugal estarão Fortaleza (CE para participar do III “Fórum Nordeste de Economia Circular” (FNEC) entre os dias 25 e 27 com plenárias, podcasts, oficinas, música, dança, ativismo, feiras criativas e materiais nos espaços do ‘Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura’, ‘Hub Cultural Porto Dragão’ e na ‘KUYA – Centro de Design do Ceará.’ O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) estima que o crescimento de 6,4% nas vendas do varejo durante a Páscoa de 2025 será o melhor desempenho para o feriado desde 2019.

Seguro de casa

Estimativas da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projetam que o mercado de seguros no Brasil deve alcançar cerca de R$ 100 bilhões em 2026, com crescimento anual estimado em cerca de 8%. A novidade está no segmento residencial, onde apenas 17% dos domicílios brasileiros contam com seguro residencial, o que equivale a cerca de 13 milhões de casas seguradas. Entre 2023 e 2025, a arrecadação de seguro residencial no país ultrapassou R$ 6 bilhões, um aumento de 16,5% em 2024 em relação ao ano anterior.

Michel Cury na Abecip

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) tem novo presidente. Michel Cury assume a presidência da entidade, em substituição a Priscilla Dias Cioli, que deixa o Itaú Unibanco e, consequentemente, também a associação.

Política nas UFs

A política volta com força na escolha dos novos dirigentes de nossas universidades. No último dia 10, o Senado brasileiro aprovou o Projeto de Lei que acaba com a lista tríplice para escolha de dirigentes das Universidades Federais. Ou seja, agora os processos serão via escolha por eleição direta, o que significa uma permanente campanha nos campi. Agora a decisão segue para a sanção do Presidente da República.


Divulgação

Prefeito de Aliança, Pedro Freitas assume a presidência da Amupe – Divulgação

Comando Amupe

O prefeito de Aliança, Pedro Freitas, assume nesta terça-feira (17) a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) durante assembleia extraordinária que reunirá prefeitos na sede da entidade, no Recife. Pedro Freitas sucede a Marcelo Gouveia, ex-prefeito de Paudalho, que esteve à frente da Amupe no primeiro ano do atual biênio.

Lobby do óleo vegetal

Desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram uma guerra contra o Irã, o setor de biodiesel iniciou uma articulação para ampliar a mistura do biodiesel. O setor está numa campanha em que se destaca que tem capacidade instalada para atender a uma mistura de até 21,6% de biodiesel ao diesel fóssil.

O Ministério de Minas e Energia (MME) negou a possibilidade de dar aval ao aumento da mistura de biodiesel ao diesel de forma imediata antes da realização dos testes para misturas acima dos atuais 15% (B15), mas a AliançaBiodiesel, formada por Abiove e Aprobio, reforçou a qualidade das especificações do biocombustível e, num cenário internacional com escassez de diesel.

Outra frente

Nesta sexta-feira (13), a Diretoria Colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou minuta de uma portaria que estabelece diretrizes para a participação da Agência no projeto Política com Ciência – Rede de Pesquisa Combustível do Futuro: Viabilidade técnica do aumento das misturas de gasolina-etanol e diesel-biodiesel. Contribuindo com R$ 10 milhões (R$ 9.910.543,00), foram destinados ao projeto a ser desenvolvido pelo CPT.

 





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