Durante a ditadura militar, Nelsinho, como era chamado, foi militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), e ficou preso por sete anos
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O diretor teatral, roteirista e produtor cultural Nelson Rodrigues Filho morreu na madrugada desta quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, aos 79 anos. Nelsinho, como era chamado, era filho do jornalista e dramaturgo consagrado pernambucano Nelson Rodrigues.
Na sua jornada independente pelas artes cênicas e pela produção cultural, teve destaque também na revitalização do carnaval de rua do Rio. Em 1985, fundou no bairro de Botafogo, na zona sul da cidade, o tradicional Bloco do Barbas, que se notabilizou como símbolo de um carnaval democrático, crítico e popular.
A partir desse bloco, a cena carioca mudou e os foliões voltaram a se reunir mais nas ruas. O nome do bloco tinha tudo a ver com a barba comprida que Nelsinho cultivou durante a sua vida.
Em nota oficial, o Ministério da Cultura (MinC) destacou que, durante a ditadura militar, Nelsinho foi militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e ficou preso por sete anos, período que marcou profundamente sua vida. “Ao longo das décadas seguintes, manteve atuação engajada, aliando cultura, memória e participação política”, completou.
Ainda na nota, o MinC manifestou profundo pesar pelo falecimento, que considera uma perda para a cultura do país.
“Sua partida representa uma perda significativa para o teatro brasileiro, para a produção cultural e para a história do carnaval de rua do país”, disse a pasta.
O Ministério concluiu se solidarizando com familiares, amigos, admiradores da obra e do legado do artista, “que tanto contribuíram para nossa identidade nacional”.
No seu perfil no Instagram, o Bloco do Barbas postou uma mensagem em conjunto com o Sebastiana, associação de blocos de rua do Rio, se despedindo de Nelson Rodrigues Filho, “o muito querido Nelsinho, fundador do Bloco do Barbas e um dos pilares da Sebastiana”.
O texto o classifica como diretor combativo, militante da democracia e apaixonado pelo carnaval de rua. “Nelsinho esteve na linha de frente das lutas pelo direito de ocupar a cidade com alegria, crítica e irreverência”.
“Por décadas, ajudou a organizar o carnaval e a negociar com órgãos públicos. Resistiu, criou, iluminou e manteve vivo o Carnaval de rua. O legado de Nelsinho segue vivo nos desfiles do Barbas, na história da Sebastiana e em cada pessoa que acredita no carnaval”, diz o Bloco.




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