Índice de medição global da corrupção no setor público desde 1995, IPC mostra que os esquemas que assaltam a população seguem em alta, no Brasil
JC
Publicado em 11/02/2026 às 0:00
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Para muitos brasileiros, entre os quais, lamentavelmente, um número expressivo de políticos eleitos ou integrantes de equipes de governo e instituições públicas dos Três Poderes de todas as esferas de gestão, a corrupção não deve ser foco de atenção prioritária nacional. Porque não é considerada um problema – no máximo, contingência, pedra no caminho, sinal do erro na administração pública, como em qualquer atividade humana. A minimização é frequente, apesar do recorrente espanto com que são tratados indícios, suspeitas, investigações e operações que vão atrás dos malfeitos e seus malfeitores. Se são flagrados com a boca na botija do erário, os corruptos parecem especialistas em se safar das acusações, permanecendo impunes por anos e anos. No Brasil, o dinheiro some num passe de mágica, e mesmo afrontas elevadas como desvios de pensões e aposentadorias ou superfaturamentos de merenda escolar, após o escândalo, ficam por isso mesmo.
A Transparência Internacional divulgou o ranking de 2025 do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), onde o nosso país aparece com destaque, mais uma vez. Sem notáveis esforços institucionais para reverter a folia dos corruptos, o Brasil segue na 107ª posição, entre 182 países avaliados. Isso indica que a corrupção é bastante percebida, mas pouco atacada. Faz uma década que o país ocupa posições abaixo da média global, revelando estagnação no combate à corrupção. Se todos sabem que existe o roubo sistemático à população, por meio dos orçamentos públicos, e pouco se faz para mudar o quadro, talvez seja porque pouco importa – sobretudo para os que exercem o poder.
Numa ponta do ranking, com menores percepções de corrupção, estão a Dinamarca e a Finlândia. Na outra, onde a percepção é maior, a Somália, o Sudão do Sul e a Venezuela. O Brasil se encontra mais próximo da Venezuela do que da Dinamarca, quando o assunto é corrupção. Mas assim como no regime totalitário de Maduro, agora sob a tutela da Casa Branca de Donald Trump, um vergonhoso silêncio – ou melhor, silenciamento – se apodera da nação brasileira, atropelando os mecanismos de controle da República e os valores democráticos.
Para o, diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, há uma larga distância, contraditória, entre a reafirmação da democracia nos julgamentos de tentativas golpistas, começando pela condenação de Jair Bolsonaro, e a “impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio Supremo Tribunal Federal” no ano passado. A contradição é evidente, pois a corrupção corrói a democracia, e sem uma agenda anticorrupção bem definida e ativa, o processo democrático não sai da crise. Podemos acrescentar, o país se torna mais vulnerável aos discursos de limpeza ética – lembremos Jânio, Collor, e o próprio Bolsonaro – que quase sempre chegam com um apelo de força e controle. Como a extrema direita tentou na eleição presidencial em Portugal, no último domingo, sem sucesso, apesar do avanço que muda a relação de forças no país europeu.
Ignorar a corrupção e colocar a democracia em risco, infelizmente, é história antiga e comum no Brasil.
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