O deputado federal e presidente estadual do PP acredita os futuros candidatos irão respeitar a decisão conjunta da Federação, sem dissidências
Filipe Farias
Publicado em 09/02/2026 às 21:15
| Atualizado em 09/02/2026 às 21:25
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A disputa por aliados visando às eleições majoritárias segue acirrada em Pernambuco. Nos bastidores, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) buscam os apoios necessários para fortalecer suas bases eleitorais, tendo em comum um ponto ainda indefinido, como é o caso da Federação União-Progressista, cobiçada pela governadora e pelo prefeito do Recife. Apesar do interesse e de sinais trocados em agendas públicas, a decisão de qual candidato o União-Progressista apoiará em outubro só sairá após 4 de abril, quando se encerra a janela partidária, segundo o deputado federal e presidente estadual do PP e da Federação União-Progressista, Eduardo da Fonte.
“Nós só podemos tomar uma decisão em relação a quem a gente vai apoiar para governador quando a gente tiver dentro do cenário político para dar a opinião e decidir em conjunto os candidatos a deputado e os filiados do partido”, explicou o deputado, ressaltando que aguarda o fim da janela – período que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partidos sem cometer infidelidade partidária e correr o risco de perder o mandato atual.
Ainda de acordo com Da Fonte, a Federação vem conversando com pré-candidatos para que possam se filiar a um dos partidos e, somente após as possíveis trocas de siglas, é que a decisão conjunta será tomada. Em Pernambuco, a situação tornou-se emblemática pelo fato do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que integra a federação, ter declarado apoio a João Campos, em busca de uma das vagas para o Senado Federal.
“Isso é uma questão natural dentro do processo eleitoral. Ele (Miguel Coelho) tem conversado com Raquel, tem conversado com João, e é natural também que todos conversem. Então, a gente está num processo agora de construção… A arte da política é a conversa e estamos conversando com todo mundo. E, após 4 de abril, nós vamos conversar para tomar uma decisão em conjunto dentro da Federação. Ele (Miguel) vai participar das decisões e vai sentar para decidir conjuntamente com a Federação”, pontuou Eduardo da Fonte.
Mesmo com os políticos tendo seus interesses pessoais, o deputado não acredita que algum futuro candidato pela Federação vá de encontro à decisão que será tomada em conjunto e resolva apoiar um nome diferente para o governo do estado.
“Eu acho isso muito pouco provável, porque a gente tem buscado decidir isso sempre com muita transparência, discutindo e tomando a decisão da maioria. Todo mundo vai sentar a mesa, dialogar, discutir e colocar o que é importante para cada um e o que é importante para a Federação crescer. Depois disso, aí sim, iremos tomar a decisão em conjunto”, garantiu o presidente estadual da Federação União-Progressista.
“Nós temos deputados que estão conversando para entrar (na federação), outros podem sair… Então, o que a gente não pode fazer é antecipar essa decisão – quem apoiar para o governo – sem ouvir aqueles que irão disputar a eleição pelo partido”, complementou.




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