Estudante pernambucano conquista nota mil na redação do Enem 2025

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Estudante pernambucano conquista nota mil na redação do Enem 2025


No ano passado, em 2024, apenas 12 candidatos atingiram a nota máxima nesse quesito. Entre eles, estava uma estudante pernambucana de Belo Jardim

Por

Mirella Araújo


Publicado em 16/01/2026 às 12:26
| Atualizado em 16/01/2026 às 15:06



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Em meio à forte repercussão sobre os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, começam a ganhar espaço também os relatos de comemoração com a divulgação das primeiras notas máximas na redação.

Os resultados foram liberados na madrugada desta sexta-feira (16). Até o momento, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda não divulgou o número total de notas mil da edição de 2025.

No ano passado, em 2024, apenas 12 candidatos atingiram a nota máxima nesse quesito. Entre eles, estava a pernambucana Camila Ellen Gonzaga, do município de Belo Jardim, no Agreste do estado.

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Agora, Pernambuco volta a figurar entre os destaques. O estudante Wellington Ribeiro, de 19 anos, comemora a conquista da nota mil. Natural do município de Barreiros, na Mata Sul do estado, ele mora atualmente no Recife, onde cursou o Ensino Médio.

Nesta edição, o tema da redação foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Segundo Wellington, a estratégia adotada na construção do texto foi determinante para o bom desempenho.

“Acredito que o que abrilhantou os olhos dos corretores foi a minha introdução, com o poema da escritora Clarice Lispector, chamado Feliz Aniversário. Depois, abordei duas vertentes, fiz críticas ao governo e trouxe alguns pontos históricos, como a Lei do Sexagenário, que excluiu e diminuiu as perspectivas acerca do envelhecimento dos escravizados no Brasil”, disse o estudante, que foi aluno do Colégio GGE e do curso Fernanda Pessoa, em entrevista à coluna Enem e Educação.

Sobre o desempenho nas demais áreas do exame, Wellington Ribeiro avaliou que as notas foram compatíveis com o que ele esperava. O estudante pretende ingressar na Faculdade de Direito do Recife.

“Meu TRI foi muito bom. As minhas notas, no geral, foram bem coerentes com o que eu imaginava, algumas até maiores do que eu achei. E, como meu objetivo é passar em Direito, na UFPE, acredito que ele será alcançado”, afirmou.

Defesa por critérios de correção mais rígidos

Wellington Ribeiro estuda há três anos no curso preparatório Fernanda Pessoa. Em entrevista à coluna Enem e Educação, a professora e especialista em redação afirmou que sempre defendeu critérios mais rigorosos na correção do Enem, desde que o processo seja justo e transparente.

“Tem que ter critério elevado, sim, porque a gente, enquanto educador, precisa acreditar numa correção justa. Agora, como é que a gente imagina melhorar a educação do Brasil se as escolas continuam ensinando modelo pronto, modelo coringa?”, questionou.

Ainda segundo Fernanda Pessoa, não é possível defender uma educação emancipadora sem ensinar o aluno a pensar no processo de escrita. “Eu não consigo conceber o processo da escrita sem o processo do raciocínio. Por isso, nenhuma novidade na correção pega meus alunos de surpresa”, afirmou.

Quando o Ministério da Educação (MEC) divulgou a Cartilha do Participante, orientando os estudantes a evitarem o uso do chamado “repertório de bolso”, que traz referências prontas, decoradas e genéricas, a professora destacou que, na prática, esse tipo de recurso nunca deveria ter sido admitido nas provas.

Apesar de concordar com o endurecimento dos critérios para a correção das redações, Fernanda Pessoa criticou a preparação dos corretores e o próprio processo de avaliação.

“Os corretores do Brasil ainda não estão verdadeiramente preparados. Alguns professores que participaram da correção me procuraram dizendo que, no meio do processo, regras foram mudadas. Isso não afeta meu aluno, porque ele é muito bem preparado, mas afeta o aluno que caiu nos modelos prontos da internet”, afirmou.





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